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Texto II
Fonte de energia (carregador)
Conecte o adaptador de energia AC (corrente alternada) somente às fontes de energia indicadas no produto. Verifique se o cabo está posicionado de forma que não esteja sujeito a danos ou esticado. Para reduzir os riscos de choque elétrico, desconecte a unidade da fonte de energia antes de limpá-la. O adaptador de energia AC não deve ser utilizado ao ar livre ou em áreas úmidas. Nunca altere o cabo ou plugue. Se o plugue não se encaixar na tomada, chame um eletricista qualificado para instalar uma tomada adequada. Utilize somente carregadores originais da marca, projetados para uso com o seu celular. Outros carregadores podem não ter sido projetados de acordo com os mesmos padrões de segurança e desempenho.
Bateria
[...]
Utilize somente baterias originais da marca, projetadas para uso com o seu celular. O uso de outras baterias e carregadores pode ser perigoso. Os tempos de espera e conversação dependem de várias condições diferentes, como intensidade do sinal, temperatura operacional, padrões de utilização do aplicativo, recursos selecionados e transmissões de voz ou dados, enquanto o celular é utilizado.
Extraído do Manual de um celular. (Adaptado)
Considerando os três primeiros períodos do Texto II, os verbos que substituem, respectivamente, “Conecte” e “Verifique”, sem alteração do sentido que apresentam no trecho, são:
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
No trecho “Vanete logo encontrou...”, a palavra que substitui adequadamente a que está em destaque, sem alteração de sentido, é
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
No período “Em 1990, quando participava de um encontro..., Vanete estranhou o silêncio...” , a expressão “quando participava” pode ser substituída, sem alteração do sentido, por:
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
Complete a frase com o verbo corretamente conjugado.
Quero que Vanete...
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
Indique a opção em que o trecho está corretamente pontuado.
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
No trecho “Timidamente, foram aparecendo...” a palavra timidamente significa que
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
O “...esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque,” aconteceu porque as mulheres
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
Com base no segundo parágrafo do Texto I, verifique se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) As reuniões contavam com a participação de muitas mulheres.
( ) Vanete participava do programa “A Voz do Sertão”.
( ) Vanete queria incentivar as mulheres rurais.
A seqüência correta é
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Texto I
A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
A pernambucana Maria Vanete Almeida, de 65 anos, tem um talento especial para reunir mulheres em torno de uma causa. Fez isso pela primeira vez nos anos 80, como assessora da Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Naquele tempo, Vanete – que trabalhou a maior parte de sua vida vendendo bordados ou como secretária numa escola em uma pequena comunidade próxima a Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife – ficava incomodada com a ausência de trabalhadoras na Federação de Trabalhadores de Pernambuco. Para reverter esse quadro, resolveu visitá-las em suas casas, numa época em que essas mulheres mal atravessavam o espaço da cozinha. Levava informação, música ou uma história para contar. As trabalhadoras, por sua vez, falavam de suas rotinas e problemas.
Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
A expressão “esse quadro” se refere à(ao)
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A REDE DAS MULHERES ESQUECIDAS
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Como as reuniões atraíam apenas duas ou três mulheres, Vanete logo encontrou um meio de incentivá-las. Enquanto percorria a pé comunidades rurais da região, usava sua participação como locutora do programa de rádio “A Voz do Sertão” para divulgar as visitas. “Eu falava o nome das mulheres na rádio e informava que a reunião tinha sido um enorme sucesso”, afirma Vanete.
Na década seguinte, ela criou uma rede ainda maior, que ultrapassou as fronteiras do país. Em 1990, quando participava de um encontro entre empresárias, profissionais liberais e lideranças sociais feministas na Argentina, Vanete estranhou o silêncio das mulheres rurais no debate que reunia 3 mil pessoas. Saiu pelos corredores e pelo restaurante do evento pregando cartazes que diziam: “Mulheres rurais e quem trabalha com mulheres rurais: vamos nos reunir”, com uma proposta de local para o encontro. Timidamente, foram aparecendo trabalhadoras rurais da Bolívia, do Chile, de Honduras, da Nicarágua. Num lugar improvisado, sentadas em círculo no chão, elas começaram a descrever a realidade da mulher e do trabalho rural em seus países. Mesmo diante do esforço para compreender as diferenças de idioma e sotaque, concordaram em buscar um sonho: iniciar uma rede feminina de troca de experiências e informações que abrangesse todo o continente.
REBOUÇAS, Lídia. In: Época Negócios, ago. 2008. (Fragmento adaptado)
Segundo o Texto I, Maria Vanete, ao longo de sua vida, só NÃO foi
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