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Foram encontradas 60 questões.

4276080 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA
Texto 1


BBB: muito além do entretenimento
  O Big Brother Brasil (BBB) costuma ser visto apenas como entretenimento, mas essa leitura é superficial. Na verdade, o programa funciona como um espelho da sociedade, revelando comportamentos, valores e conflitos que também estão presentes no cotidiano, inclusive em cidades do interior, como Xinguara, no Pará. Ao observar as dinâmicas do reality, é possível compreender melhor como as relações sociais se organizam, como o poder circula e como as pessoas constroem suas identidades diante do olhar do outro.
   Primeiramente, é importante destacar que o BBB expõe relações de convivência que não são muito diferentes daquelas vividas em espaços sociais reais. Em Xinguara, por exemplo, situações semelhantes podem ser observadas em ambientes como escolas, locais de trabalho ou até mesmo em eventos comunitários. Em uma sala de aula, é comum que grupos se formem, que haja conflitos, disputas por liderança ou tentativas de aceitação social, comportamentos muito parecidos com os que ocorrem dentro da casa mais vigiada do Brasil. Assim como no programa, as pessoas moldam suas atitudes de acordo com o grupo ao qual desejam pertencer.
  Além disso, o BBB evidencia como a imagem pública influencia as relações. No reality, os participantes estão constantemente preocupados com a forma como são vistos pelo público. Em Xinguara, essa lógica também aparece, por exemplo, nas redes sociais locais, onde jovens e adultos constroem cuidadosamente suas imagens, buscando aprovação por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos. Um estudante pode evitar expressar uma opinião polêmica em um grupo de WhatsApp da escola por medo de julgamento, assim como um participante do BBB evita certas atitudes para não ser eliminado.
   Outro ponto relevante é a questão da vigilância e do controle social. No programa, as câmeras estão sempre ligadas, o que faz com que os participantes controlem suas ações. Na vida cotidiana, essa vigilância não é tecnológica, mas social. Em uma cidade como Xinguara, onde muitas pessoas se conhecem, os comportamentos são constantemente observados e comentados. Um exemplo disso é quando alguém se envolve em uma discussão pública, seja em um comércio ou em uma festa: rapidamente o acontecimento se espalha pela cidade, influenciando a reputação dos envolvidos. Esse tipo de “vigilância social” faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de agir, assim como no BBB.
   Ademais, o programa também evidencia desigualdades e preconceitos que existem na sociedade. Discussões sobre machismo, racismo e diferenças econômicas aparecem com frequência no reality. Em Xinguara, essas questões também podem ser percebidas em situações concretas, como no tratamento desigual entre homens e mulheres em determinados ambientes de trabalho, ou nas dificuldades enfrentadas por pessoas de baixa renda no acesso a oportunidades. O BBB, nesse sentido, não cria esses problemas, mas os expõe, permitindo que sejam debatidos.
  Outro aspecto importante é a busca por reconhecimento e ascensão social. No BBB, muitos participantes entram com o objetivo de conquistar visibilidade e melhorar de vida. Em Xinguara, essa busca também se manifesta, por exemplo, em jovens que utilizam redes sociais para divulgar seus trabalhos, empreender ou ganhar espaço como influenciadores locais. A lógica é semelhante: tornar-se conhecido pode abrir portas e gerar oportunidades econômicas.
   No entanto, é preciso reconhecer que o BBB também possui limitações. Ao mesmo tempo em que promove debates importantes, o programa pode simplificar questões complexas ou transformar conflitos sérios em entretenimento. Da mesma forma, na vida cotidiana, muitas situações são julgadas de forma rápida e superficial, sem a devida reflexão. Em Xinguara, como em qualquer outra cidade, é comum que conflitos sejam interpretados apenas pela aparência, sem considerar o contexto mais amplo.
  Diante disso, conclui-se que o BBB vai além do entretenimento, funcionando como uma representação ampliada das relações sociais. Ao observar suas dinâmicas, é possível compreender melhor comportamentos que também se manifestam em realidades locais, como em Xinguara. Assim, o programa pode servir não apenas como diversão, mas como um ponto de partida para reflexões mais profundas sobre a sociedade, incentivando uma postura mais crítica diante das relações humanas e dos meios de comunicação.
(Jota Alves. 02/04/2026. Texto Inédito). 
A partir da leitura global do texto, analise as alternativas e assinale aquela que sintetiza a tese defendida pelo autor, considerando a articulação entre exemplos locais e reflexão social.
 

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4276079 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA

Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

O Fantasma da Calçada (por Elcio Cruz)

Certa noite eu estava em um bar.
Já ele, eu não fazia ideia de onde estava.
Chovia forte lá fora
Enquanto eu jogava sinuca sozinha,
Embriagada por minha insensatez
Na tentativa de afogar os meus segredos
naquela cachaça barata.
Não havia homem nenhum ali.
Era apenas eu, o velho rádio
E a Dona Teresa, viúva do finado Seu Ocíades.

No entanto, para a minha surpresa,
Meu príncipe encantado surgiu,
Repentinamente, montado em sua moto preta,
Desceu e caminhou em direção a porta do bar.
Seus lindos olhos azuis, diabólico-flamejantes,
Não disseram nada, muito menos os seus lábios.
Apenas me encarou, virou as costas e continuou
Imóvel, a se molhar naquele temporal,
Encolhendo-se a cada rajada de vento..

“O que aconteceu, meu amor?”, perguntei.
Raios e trovões iluminaram aquele instante frio e escuro
por apenas uma fração de segundo.
Ele olhou firmemente em meus olhos,
Se aproximou, apertou o meu pescoço com as duas mãos
E rangendo os dentes falou:
"Nunca mais quero ver você aqui!"

Eu me recusei a ser tratada daquela maneira.
Respondi que não voltaria para casa.
Então ele, totalmente fora de si, me agarrou pelos cabelos,
Enrolou-os em sua mão direita
E me arrastou pela calçada
Enquanto eu, desesperadamente, implorava que me soltasse.

Ele era o amor da minha vida.
Hoje sou apenas lembrança, na chuva, dissolvida.
Entre os ratos e os esgotos da cidade, esquecida

Considerando os Textos 1, 2 e 3, que abordam a violência contra a mulher sob diferentes perspectivas, assinale a alternativa correta.
 

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4276078 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2
   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres
    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.
O que é misoginia?
   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.
O que a nova lei muda?
   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.
   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.
Proteção internacional
   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.
Tipos de violência contra a mulher
    A violência não é só física. Existem várias formas:
a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;
b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)
c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;
d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;
e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.
Onde essa violência pode acontecer?
   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.
Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:
• Delegacia da Mulher
• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
• Procure apoio de familiares ou profissionais
O texto utiliza uma linguagem acessível para atingir um público amplo. Esse uso da linguagem está relacionado a qual tipo de variação linguística?
 

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4276077 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2
   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres
    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.
O que é misoginia?
   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.
O que a nova lei muda?
   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.
   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.
Proteção internacional
   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.
Tipos de violência contra a mulher
    A violência não é só física. Existem várias formas:
a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;
b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)
c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;
d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;
e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.
Onde essa violência pode acontecer?
   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.
Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:
• Delegacia da Mulher
• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
• Procure apoio de familiares ou profissionais
Considerando as normas da regência verbal da língua portuguesa e os usos presentes no texto, assinale a alternativa em que o verbo está empregado de acordo com a norma-padrão.

I. “(...) para proteger ainda mais as mulheres”;
II. “(...) você tem direito à igualdade (...)”;
III. “(...) que protegem as mulheres (...)”.

Marque a alternativa correta.
 

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4276076 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2
   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres
    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.
O que é misoginia?
   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.
O que a nova lei muda?
   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.
   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.
Proteção internacional
   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.
Tipos de violência contra a mulher
    A violência não é só física. Existem várias formas:
a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;
b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)
c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;
d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;
e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.
Onde essa violência pode acontecer?
   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.
Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:
• Delegacia da Mulher
• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
• Procure apoio de familiares ou profissionais
No trecho “ódio, desprezo ou aversão contra mulheres”, a partir da pragmática linguística, a palavra “aversão” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
 

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4276075 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA
Leia o texto 2 para responder à questão.


Texto 2
   Nova Lei contra a Misoginia: entenda os direitos das mulheres
    Uma nova lei foi aprovada no Brasil (PL 896/2023) para proteger ainda mais as mulheres. Ela trata da misoginia, ou seja, do ódio, desprezo ou aversão contra mulheres. Agora, esse tipo de comportamento passa a ser considerado um crime semelhante ao racismo, o que significa penas mais sérias para quem pratica esse tipo de violência.
O que é misoginia?
   Misoginia é quando alguém ofende mulheres por serem mulheres; diminui, humilha ou desrespeita mulheres; incentiva violência contra mulheres; trata mulheres como inferiores. É importante frisar que isso pode acontecer em palavras, atitudes ou até em “brincadeiras” ofensivas.
O que a nova lei muda?
   Com a nova lei a misoginia passa a ser tratada como crime grave; ofensas, xingamentos e discursos de ódio contra mulheres podem gerar punição; a proteção das mulheres fica mais forte na lei. Ou seja, violência contra a mulher não é mais tolerada, e agora tem consequências ainda maiores.
   A Constituição brasileira garante que a mulher tem direito à dignidade, ninguém pode humilhar, tratar como inferior, controlar ou ameaçar, você tem direito à igualdade, homens e mulheres têm os mesmos direitos, ninguém pode discriminar por ser mulher.
Proteção internacional
   O Brasil também segue leis internacionais que protegem as mulheres, como a Convenção de Belém do Pará, que afirma: Toda violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.
Tipos de violência contra a mulher
    A violência não é só física. Existem várias formas:
a) Violência física: agressões, empurrões, tapas, espancamento;
b) Violência psicológica: ameaças, humilhação, controle excessivo (ciúmes, proibição de sair etc.)
c) Violência sexual: qualquer ato sexual sem consentimento, pressão ou coerção;
d) Violência moral: ofensas, xingamentos, calúnia;
e) Violência patrimonial (financeira): controlar dinheiro, destruir bens, impedir de trabalhar.
Onde essa violência pode acontecer?
   Ela pode ocorrer dentro de casa (família ou relacionamento), no trabalho ou na rua; em qualquer lugar, até por parte de autoridades.
Mensagem importante: se você é mulher e sofre ou conhece alguém que sofre violência: não é normal. Não é culpa sua. É crime. Procure ajuda:
• Delegacia da Mulher
• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
• Procure apoio de familiares ou profissionais
A principal finalidade do texto é
 

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4276074 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA

Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

O Fantasma da Calçada (por Elcio Cruz)

Certa noite eu estava em um bar.
Já ele, eu não fazia ideia de onde estava.
Chovia forte lá fora
Enquanto eu jogava sinuca sozinha,
Embriagada por minha insensatez
Na tentativa de afogar os meus segredos
naquela cachaça barata.
Não havia homem nenhum ali.
Era apenas eu, o velho rádio
E a Dona Teresa, viúva do finado Seu Ocíades.

No entanto, para a minha surpresa,
Meu príncipe encantado surgiu,
Repentinamente, montado em sua moto preta,
Desceu e caminhou em direção a porta do bar.
Seus lindos olhos azuis, diabólico-flamejantes,
Não disseram nada, muito menos os seus lábios.
Apenas me encarou, virou as costas e continuou
Imóvel, a se molhar naquele temporal,
Encolhendo-se a cada rajada de vento..

“O que aconteceu, meu amor?”, perguntei.
Raios e trovões iluminaram aquele instante frio e escuro
por apenas uma fração de segundo.
Ele olhou firmemente em meus olhos,
Se aproximou, apertou o meu pescoço com as duas mãos
E rangendo os dentes falou:
"Nunca mais quero ver você aqui!"

Eu me recusei a ser tratada daquela maneira.
Respondi que não voltaria para casa.
Então ele, totalmente fora de si, me agarrou pelos cabelos,
Enrolou-os em sua mão direita
E me arrastou pela calçada
Enquanto eu, desesperadamente, implorava que me soltasse.

Ele era o amor da minha vida.
Hoje sou apenas lembrança, na chuva, dissolvida.
Entre os ratos e os esgotos da cidade, esquecida

Considerando o uso de determinadas expressões no texto “O Fantasma da Calçada”, analise os itens a seguir:

I. A expressão “embriagada por minha insensatez” sugere não apenas o estado físico da narradora, mas também um mergulho em decisões impulsivas e autodestrutivas;
II. O adjetivo composto “diabólico-flamejantes”, ao caracterizar os olhos do homem, constrói uma ambiguidade que associa sedução e perigo;
III. A expressão “dissolvida na chuva” pode também ser interpretada em sentido simbólico, associado ao apagamento da identidade.

Assinale a alternativa correta.
 

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4276073 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA

Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

O Fantasma da Calçada (por Elcio Cruz)

Certa noite eu estava em um bar.
Já ele, eu não fazia ideia de onde estava.
Chovia forte lá fora
Enquanto eu jogava sinuca sozinha,
Embriagada por minha insensatez
Na tentativa de afogar os meus segredos
naquela cachaça barata.
Não havia homem nenhum ali.
Era apenas eu, o velho rádio
E a Dona Teresa, viúva do finado Seu Ocíades.

No entanto, para a minha surpresa,
Meu príncipe encantado surgiu,
Repentinamente, montado em sua moto preta,
Desceu e caminhou em direção a porta do bar.
Seus lindos olhos azuis, diabólico-flamejantes,
Não disseram nada, muito menos os seus lábios.
Apenas me encarou, virou as costas e continuou
Imóvel, a se molhar naquele temporal,
Encolhendo-se a cada rajada de vento..

“O que aconteceu, meu amor?”, perguntei.
Raios e trovões iluminaram aquele instante frio e escuro
por apenas uma fração de segundo.
Ele olhou firmemente em meus olhos,
Se aproximou, apertou o meu pescoço com as duas mãos
E rangendo os dentes falou:
"Nunca mais quero ver você aqui!"

Eu me recusei a ser tratada daquela maneira.
Respondi que não voltaria para casa.
Então ele, totalmente fora de si, me agarrou pelos cabelos,
Enrolou-os em sua mão direita
E me arrastou pela calçada
Enquanto eu, desesperadamente, implorava que me soltasse.

Ele era o amor da minha vida.
Hoje sou apenas lembrança, na chuva, dissolvida.
Entre os ratos e os esgotos da cidade, esquecida

O desfecho do texto sugere uma ressignificação da narrativa à luz de elementos simbólicos e estéticos. Assinale a alternativa correta.
 

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4276072 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA

Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

O Fantasma da Calçada (por Elcio Cruz)

Certa noite eu estava em um bar.
Já ele, eu não fazia ideia de onde estava.
Chovia forte lá fora
Enquanto eu jogava sinuca sozinha,
Embriagada por minha insensatez
Na tentativa de afogar os meus segredos
naquela cachaça barata.
Não havia homem nenhum ali.
Era apenas eu, o velho rádio
E a Dona Teresa, viúva do finado Seu Ocíades.

No entanto, para a minha surpresa,
Meu príncipe encantado surgiu,
Repentinamente, montado em sua moto preta,
Desceu e caminhou em direção a porta do bar.
Seus lindos olhos azuis, diabólico-flamejantes,
Não disseram nada, muito menos os seus lábios.
Apenas me encarou, virou as costas e continuou
Imóvel, a se molhar naquele temporal,
Encolhendo-se a cada rajada de vento..

“O que aconteceu, meu amor?”, perguntei.
Raios e trovões iluminaram aquele instante frio e escuro
por apenas uma fração de segundo.
Ele olhou firmemente em meus olhos,
Se aproximou, apertou o meu pescoço com as duas mãos
E rangendo os dentes falou:
"Nunca mais quero ver você aqui!"

Eu me recusei a ser tratada daquela maneira.
Respondi que não voltaria para casa.
Então ele, totalmente fora de si, me agarrou pelos cabelos,
Enrolou-os em sua mão direita
E me arrastou pela calçada
Enquanto eu, desesperadamente, implorava que me soltasse.

Ele era o amor da minha vida.
Hoje sou apenas lembrança, na chuva, dissolvida.
Entre os ratos e os esgotos da cidade, esquecida

Considerando a relação entre os personagens e o desfecho do texto, assinale a alternativa que melhor analisa criticamente a representação da violência.
 

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4276071 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. Xinguara-PA

Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1

O Fantasma da Calçada (por Elcio Cruz)

Certa noite eu estava em um bar.
Já ele, eu não fazia ideia de onde estava.
Chovia forte lá fora
Enquanto eu jogava sinuca sozinha,
Embriagada por minha insensatez
Na tentativa de afogar os meus segredos
naquela cachaça barata.
Não havia homem nenhum ali.
Era apenas eu, o velho rádio
E a Dona Teresa, viúva do finado Seu Ocíades.

No entanto, para a minha surpresa,
Meu príncipe encantado surgiu,
Repentinamente, montado em sua moto preta,
Desceu e caminhou em direção a porta do bar.
Seus lindos olhos azuis, diabólico-flamejantes,
Não disseram nada, muito menos os seus lábios.
Apenas me encarou, virou as costas e continuou
Imóvel, a se molhar naquele temporal,
Encolhendo-se a cada rajada de vento..

“O que aconteceu, meu amor?”, perguntei.
Raios e trovões iluminaram aquele instante frio e escuro
por apenas uma fração de segundo.
Ele olhou firmemente em meus olhos,
Se aproximou, apertou o meu pescoço com as duas mãos
E rangendo os dentes falou:
"Nunca mais quero ver você aqui!"

Eu me recusei a ser tratada daquela maneira.
Respondi que não voltaria para casa.
Então ele, totalmente fora de si, me agarrou pelos cabelos,
Enrolou-os em sua mão direita
E me arrastou pela calçada
Enquanto eu, desesperadamente, implorava que me soltasse.

Ele era o amor da minha vida.
Hoje sou apenas lembrança, na chuva, dissolvida.
Entre os ratos e os esgotos da cidade, esquecida

No texto, a voz narrativa apresenta elementos que tensionam a relação entre subjetividade e realidade. Assinale a alternativa que melhor interpreta a focalização narrativa e seus efeitos de sentido.
 

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