Entende-se que a escola, apesar de ser um lugar
privilegiado para que as diversas opiniões sejam
manifestadas, tem dificuldade em lidar com os
conflitos vivenciados pelos diferentes sujeitos que
dela fazem parte. Muito se tem falado em violência,
indisciplina, falta de limites, desinteresse em estudar,
falta de estrutura familiar e diversas outras causas
que buscam justificar tais conflitos; contudo, as
intervenções sugeridas não dão conta de subsidiá-los,
o que acaba gerando insatisfação por parte da
comunidade escolar, pois reflete no desempenho
escolar dos alunos.
Para se compreender os conflitos, primeiramente é
necessário analisar a origem deles e as possíveis
causas de seu desenvolvimento, bem como aspectos
inerentes à situação, como sentimentos de angústia,
temor, e seus respectivos motivos.
Uma das razões é a negligência para com as
necessidades do ser humano, que pode gerar
insatisfação e reações adversas, como falta de
autocontrole, falta de razão, agressividade e
violência. Quanto à mediação ou mesmo à
intervenção junto a situações de conflitos, ressalta-se
a atitude pacífica, indutiva, respeitando o ser humano
em sua totalidade.
As contribuições dos professores deverão constituirse em:
Os nativos digitais estão habituados a fazer várias
coisas ao mesmo tempo. Enquanto ouvem música em
seus celulares, também estão enviando mensagens,
acessando os sites de relacionamento, baixando
fotos, e fazendo a pesquisa que o professor de
História encomendou na última aula.
Se, por um lado, os alunos são muito ágeis no acesso
à informação e em fazer diversas coisas ao mesmo
tempo, por outro lado corremos o risco de termos
alunos muito superficiais, que não refletem e não se
aprofundam em suas atividades e pesquisas. Por
exemplo, a criança que brinca com jogos no
computador, ou no videogame, desenvolve diversas
habilidades e precisa aprender a reagir muito
rapidamente, a partir de acontecimentos
inesperados. Estas habilidades são importantes para
que ganhe o jogo. Porém, age pelo impulso, pois não
tem muito tempo para refletir sobre sua ação, senão
perderá seus pontos no jogo.
Já que o aluno nativo digital aprende de forma
diferente, a partir de diversos estímulos,
simultaneamente, cabe aos educadores se
adaptarem a estas características e adequarem suas
estratégias de ensino para apoiá-lo.
Nesse contexto, alguns aspectos devem ser
necessariamente contemplados pelos professores
com os seus alunos. São eles:
Considerando-se a inexorável evolução tecnológica do
mundo contemporâneo, o papel da escola de educação
básica diante das tecnologias digitais deve estar pautado:
“Direitos humanos são aqueles considerados essenciais a
todas as pessoas, sem quaisquer distinções de sexo,
nacionalidade, etnia, cor da pele, faixa etária, meio sócio
econômico, profissão, condição de saúde física e mental,
opinião política, religião, nível de instrução e julgamento
moral.
Direitos humanos são essenciais porque são indispensáveis
para a vida com dignidade. A dignidade do ser humano não
repousa apenas na racionalidade; no processo educativo
procuramos atingir a razão, mas também a emoção – pois
não somos apenas um ser que pensa e raciocina, mas que
chora e que ri, que é capaz de amar e de odiar, de sentir
indignação e enternecimento, que é capaz da criação
estética.
A dignidade decorre de características que são únicas e
exclusivas da pessoa humana; além da liberdade como
fonte da vida ética, só o ser humano é dotado de vontade,
de preferências valorativas, de autonomia, de
autoconsciência como o oposto da alienação. Só o ser
humano tem a memória e a consciência de sua própria
subjetividade, de sua própria história no tempo e no
espaço e se enxerga como um sujeito no mundo, vivente e
mortal; somente ele pode desenvolver suas virtualidades
no sentido da cultura e do autoaperfeiçoamento vivendo
em sociedade e expressando-se através do amor, da razão
e da criação estética, que são essencialmente
comunicativas. É o único ser histórico em perpétua
transformação pela memória do passado e pelo projeto do
futuro. Os direitos humanos são naturais e universais, pois
independem de qualquer ato normativo, e valem para
todos, além-fronteiras.” (Adaptação: Portal MEC. gov.br)
Nesse sentido, podemos afirmar que os direitos humanos
e a educação são:
“Penso que a natureza estética da educação não
significa que isto ocorra, explícita e conscientemente,
o tempo todo. Creio que a partir do momento em que
entramos na sala de aula, do momento em que você
diz aos alunos: “Olá, como vão?”, você inicia,
necessariamente, um jogo estético. E assim é porque
você é um educador que tem que representar um
papel estratégico e diretivo na pedagogia libertadora.
Existem três dimensões que estão sempre juntas no
ato de educar. Creio, por isso, que quanto mais o
educador percebe com clareza essas características
do ensino, mais pode melhorar a eficiência da
pedagogia.” (Paulo Freire, in: Medo e Ousadia)
Assim, segundo Paulo Freire, trabalhamos na
formação dos alunos, simultaneamente:
O desenvolvimento infantil não fez parte, por muito
tempo, das investigações acerca da história humana:
crianças eram frequentemente vistas como pequenas
versões de adultos. A partir do século XX, surgiram
pesquisas que vieram se consolidando, a respeito do
crescimento cognitivo, emocional, físico e social, desde o
nascimento até a fase adulta. Dentre esses estudos, a
teoria cognitiva procurou descrever e explicar o
desenvolvimento de processos de pensamento e estados
mentais, dividindo o desenvolvimento em estágios. O
principal pesquisador dessa ideia de que as crianças
pensam de maneira diferente dos adultos foi:
A escola como espaço da diversidade de sujeitos constituise em palco de conflitos e contradições que se não forem
trabalhados podem vir a se constituir em atos de violência.
Marshall B. Rosemberg apresenta o processo de
comunicação não violenta (CNV) que pode ser aplicado em
diversas situações para estabelecer relacionamentos mais
eficazes. Esse processo tem quatro componentes. O quarto
e último aborda a questão do que gostaríamos de pedir
aos outros para enriquecer nossa vida.
Considere o pedido a seguir:
Não jogue lixo no chão porque vai deixar a escola suja.
De acordo com o trabalho de Marshall B. Rosemberg
sobre a comunicação não violenta, o que podemos afirmar
sobre esse pedido?
O grupo de professores e de coordenadores de uma escola
da rede pública se reúne, regularmente, para repensar o
currículo. Entre outras conclusões, o grupo resolve propor
e organizar a participação de representantes dos
responsáveis e dos estudantes nessa elaboração. Assim, a
proposta curricular emanada desse novo grupo:
O Plano Nacional da Educação, conjunto de metas para a
educação brasileira, proposto em 2014 e com conclusão
prevista para 2024, tem como uma de suas metas
“fomentar a qualidade da educação básica em todas as
etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da
aprendizagem de modo a atingir as médias nacionais para
o IDEB”.
(http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-deeducacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014 -
acessado em outubro de 2019)
Para cumprir a proposta de elevar a qualidade da educação
básica no país, uma das ações foi a implantação da (do,
dos):
Imaginemos a seguinte situação, em que professores
estão conversando: “Tem aluno que aprende de
primeira, outros, de segunda; mas tem aluno que não
vai nem com reza brava”; “este aluno não vai; eu me
recordo do irmão: era a mesma coisa”, etc. “os pais
estão se separando, a criança não aprende mesmo...”
“Bom professor é aquele que, logo no começo do
ano, dando uma olhada na turma, já é capaz de dizer
quem vai ser reprovado”. (Celso Vasconcellos)
O autor nos alerta para o fato de estarmos sempre
avaliando alguma coisa ou alguém.
No que diz respeito à avaliação escolar, questionar
sobre os seus objetivos, sua função no processo
pedagógico, bem como a ação a partir dos resultados
obtidos por meio dela, são princípios importantes no
entendimento da avaliação como algo significativo e
transformador.
A proposta de avaliação, na concepção de Celso
Vasconcellos, visa à solidariedade em vez de
competição, e a inclusão em vez da exclusão,
tornando-se uma atitude benéfica ao processo
educativo e uma forma de dar maior significado ao
trabalho desenvolvido pelo professor.
A esse movimento, dá-se o nome de concepção: