A Neurociência e a Psicologia Cognitiva se ocupam de
entender a aprendizagem, mas têm diferentes focos.
A primeira faz isso por meio de experimentos
comportamentais e do uso de aparelhos como os de
ressonância magnética e de tomografia, que permitem
observar as alterações no cérebro durante o seu
funcionamento.
A segunda, considera o papel do cérebro, mas foca nos
significados, nas subjetividades para explicar como os
indivíduos percebem, interpretam e utilizam os
conhecimentos adquiridos.
As duas áreas permitem entender de forma abrangente o
desenvolvimento da criança.
Algumas conclusões neurocientíficas, ligadas à
aprendizagem, dialogam diretamente com a Psicologia e a
Pedagogia.
Por exemplo, quanto à Memória, a Neurociência diz que a
ativação de circuitos ou redes neurais se dá em sua maior
parte por associação: uma rede é ativada por outra e assim
sucessivamente.
Para a Educação, esse fato se relaciona à ideia de que
aprender não é só memorizar informações.
Formado no campo da Psicologia e da Neurologia, o
cientista norteamericano Howard Gardner causou forte
impacto na área educacional com sua teoria das
inteligências múltiplas, divulgada no início da década de
1980.
Até ali, o padrão mais aceito para a avaliação de
inteligência eram os testes de QI, criados nos primeiros
anos do século 20 pelo psicólogo francês Alfred Binet
(1857-1911).
O QI (quociente de inteligência) media, basicamente, a
capacidade de dominar o raciocínio que hoje se conhece
como lógico-matemático, mas durante muito tempo foi
tomado como padrão para aferir se as crianças
correspondiam ao desempenho escolar esperado para a
idade delas.
Uma das consequências da valorização exclusiva da
inteligência lógico-matemática, ainda hoje presente em
muitas instituições escolares, é a tendência de definir o
desempenho dos alunos:
A Comunicação Não Violenta é um processo de
comunicação criado pelo psicólogo norte americano
Marshall Rosenberg, a partir da década de 1960.
As adversidades que vivenciamos diariamente na nossa
vida pessoal, profissional e familiar, se vistas com um outro
olhar, livre de julgamentos e imposições e com uma
linguagem mais empática e compassiva, seriam
solucionadas de uma forma mais natural, em vez de fazer
nascer novos conflitos.
A violência é despertada muitas vezes pela forma como
nos comunicamos, pelo tom das palavras que utilizamos
em determinadas ocasiões, mesmo que não consideremos
a maneira de nos comunicarmos como “violenta”. Um
conflito só permanece quando não se abre espaço para a
escuta e o diálogo.
Não se trata de uma nova comunicação, com palavras
novas, como também não é uma maneira de falar baixo ou
de forma mansa. Até porque podemos nos comunicar de
maneira educada, calma e contida, e essa comunicação ser
cheia de ironia e cinismo.
A comunicação não violenta traz uma transformação na
forma de:
Com relação aos Estudos Surdos em Educação, Skliar
(2012) reflete acerca do “ouvintismo” como ideologia
dominante (Skliar, 2012, p.15). Pautados no estudo do
autor, sobre o ouvintismo pode-se dizer que:
Os estudos de Quadros com relação ao bilinguismo
(Quadros, 1997, p. 30), propõem que o desenvolvimento
da linguagem e o pensamento da criança surda, deve ser
realizado em ambiente próprio, dentro da escola (ou em
outro lugar). Frente a afirmativa apresentada, é correto
afirmar que :
“Os sinais são formados a partir da combinação do
movimento das mãos com um determinado formato em
um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte
do corpo ou um espaço em frente ao corpo. Estas
articulações das mãos, que podem ser comparadas aos
fonemas e às vezes aos morfemas, são chamadas de
parâmetros.” (Felipe, 2007, p.21)
A alternativa onde são encontradas as combinações de
elementos – os parâmetros – para formação de palavras e
estas formarem as frases em um contexto, de acordo com
os estudos da autora é:
A história da educação de surdos (...) evolui
continuamente apesar de vários impactos marcantes, no
entanto, vivemos momentos históricos caracterizados por
mudanças, turbulências e crises, mas também de
surgimento de oportunidades. (Strobel, 2009, p.3)
Analisando o contexto histórico, o ano de 1857 é
considerado por pesquisadores como um marco histórico
para a Educação de Surdos do Brasil. A alternativa que
define a importância da data para os estudos é:
A Lei 12.319/2010, que regulamenta a profissão de
Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais –
Libras, dispõe em seu Artigo 6º, sobre as atribuições do
tradutor e intérprete, no exercício de suas competências.
Assinale a alternativa que corresponde a atribuições do
tradutor e intérprete em consonância com o dispositivo
legal :
I - efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e
surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes,
por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
II - interpretar, em Língua Brasileira de Sinais - Língua
Portuguesa, as atividades didático-pedagógicas e culturais
desenvolvidas nas instituições de ensino nos níveis
fundamental, médio e superior, de forma a viabilizar o
acesso aos conteúdos curriculares.
III – ministrar aulas, baseando-se nos conteúdos
curriculares estabelecidos pelo professor do ensino
regular.
IV – produzir materiais didático acessíveis aos alunos
surdos, objetivando a efetivação da relação ensino e
aprendizagem.
V - atuar nos processos seletivos para cursos na instituição
de ensino e nos concursos públicos.
Dos itens acima mencionados estão corretos apenas:
Os estudos de Strobel (2009), define: “povo surdo é grupo
de sujeitos surdos que tem costumes, história, tradições
em comuns e pertencentes às mesmas peculiaridades, ou
seja, constrói sua concepção de mundo através da visão.”
(Strobel, 2009, p.6).
Ainda com base nos estudos da autora, para o conceito de
Comunidade Surda, é correto dizer que: