Foram encontradas 40 questões.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
O narrador foi uma festa em que foram servidos salgadinhos muito diferentes dos tradicionais. Um convidado se atreveu comer o misterioso talo branco que estava unido coxinha.
O narrador foi uma festa em que foram servidos salgadinhos muito diferentes dos tradicionais. Um convidado se atreveu comer o misterioso talo branco que estava unido coxinha.
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Saudade da coxa de catupiry
Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.
Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja,
a gente não tinha dúvidas - o que ali estava era croquete,
coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer
ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles
tão complexos e empetecados que você se pergunta se não
seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos
a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir
com legenda.
Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê
um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento,
estenderam na minha direção um artefato aparentemente
comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um
talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha - mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda,
um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí
se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na
boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana - onde
vamos parar? E o que fazer com o bagaço?
Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão
fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância
belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo.
Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi,
que depois sumiram do mapa.
Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho?
Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz.
Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma
dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das
vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja
uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho
de feijão.
(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
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Saudade da coxa de catupiry
Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.
Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja,
a gente não tinha dúvidas - o que ali estava era croquete,
coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer
ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles
tão complexos e empetecados que você se pergunta se não
seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos
a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir
com legenda.
Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê
um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento,
estenderam na minha direção um artefato aparentemente
comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um
talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha - mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda,
um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí
se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na
boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana - onde
vamos parar? E o que fazer com o bagaço?
Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão
fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância
belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo.
Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi,
que depois sumiram do mapa.
Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho?
Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz.
Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma
dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das
vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja
uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho
de feijão.
(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
• “... alguns deles tão complexos e empetecados...” (2º parágrafo)
• “Era, de fato, uma minicoxinha...” (3º parágrafo)
• “Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora...” (4º parágrafo)
As expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
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Saudade da coxa de catupiry
Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.
Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja,
a gente não tinha dúvidas - o que ali estava era croquete,
coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer
ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles
tão complexos e empetecados que você se pergunta se não
seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos
a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir
com legenda.
Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê
um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento,
estenderam na minha direção um artefato aparentemente
comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um
talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha - mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda,
um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí
se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na
boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana - onde
vamos parar? E o que fazer com o bagaço?
Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão
fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância
belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo.
Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi,
que depois sumiram do mapa.
Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho?
Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz.
Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma
dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das
vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja
uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho
de feijão.
(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
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Saudade da coxa de catupiry
Sou do tempo dos salgadinhos reconhecíveis.
Você me entende: do tempo em que, diante da bandeja,
a gente não tinha dúvidas - o que ali estava era croquete,
coxinha, empadinha. Sem chance de equívoco. Bem diferente, admita, dos dias de hoje, em que é preciso recorrer
ao garçom para decifrar enigmas culinários, alguns deles
tão complexos e empetecados que você se pergunta se não
seriam, em vez de comida, peças decorativas. Sim, vivemos
a era do salgadinho que demanda apresentação. Deveria vir
com legenda.
Nada contra a modernização do tira-gosto. Mas me dê
um tempo para me adaptar. Outro dia, num casamento,
estenderam na minha direção um artefato aparentemente
comestível, algo como uma coxinha esférica, acoplada a um
talo branco. Era, de fato, uma minicoxinha - mas e o misterioso talo branco, grosso demais para ser palito? Na roda,
um convidado mais ousado se aventurou a mastigá-lo, e aí
se deu conta de que, naquele casamento chique, ele tinha na
boca um vulgar pedaço de cana. Coxinha com cana - onde
vamos parar? E o que fazer com o bagaço?
Muita coisa surgiu na vida de meus maxilares tão
fatigados desde a primeira dentição. Na minha infância
belo-horizontina não tinha shitake, rúcula e kiwi, por exemplo.
Em compensação, tinha Crush, drops Dulcora, açúcar cândi,
que depois sumiram do mapa.
Como sumiu o cajuzinho. Onde foi parar o cajuzinho?
Você vai me dizer que não sei onde tem uma “dona” que faz.
Coisas de Belo Horizonte: em alguma parte, tem sempre uma
dona que faz o docinho, o salgadinho que desapareceu das
vitrines. Não duvido de que nalgum recanto da capital haja
uma dona do cajuzinho. Vai ver que é a mesma do bolinho
de feijão.
(Humberto Werneck. Esse inferno vai acabar, 2011. Adaptado)
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
Leia o texto a seguir para responder à questão:
O exercício da cancerologia é uma lição permanente de
humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao
comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema
de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte
com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto
de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água
em vez dos remédios prescritos.
Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem
para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar
alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar
dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva
o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a
morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige
não só conhecimento científico, mas também compreensão
da alma humana em profundidade, apenas acessível aos
que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.
Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo
de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa
ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos,
benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular,
para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos
indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto
os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se
dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa
ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
O exercício da cancerologia é uma lição permanente de
humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao
comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema
de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte
com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto
de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água
em vez dos remédios prescritos.
Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem
para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar
alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar
dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva
o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a
morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige
não só conhecimento científico, mas também compreensão
da alma humana em profundidade, apenas acessível aos
que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.
Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo
de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa
ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos,
benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular,
para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos
indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto
os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se
dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa
ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Leia o texto a seguir para responder à questão:
O exercício da cancerologia é uma lição permanente de
humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao
comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema
de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte
com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto
de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água
em vez dos remédios prescritos.
Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem
para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar
alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar
dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva
o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a
morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige
não só conhecimento científico, mas também compreensão
da alma humana em profundidade, apenas acessível aos
que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.
Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo
de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa
ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos,
benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular,
para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos
indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto
os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se
dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa
ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
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O exercício da cancerologia é uma lição permanente de
humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao
comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema
de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte
com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto
de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água
em vez dos remédios prescritos.
Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem
para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar
alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar
dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva
o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a
morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige
não só conhecimento científico, mas também compreensão
da alma humana em profundidade, apenas acessível aos
que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.
Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo
de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa
ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos,
benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular,
para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos
indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto
os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se
dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa
ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
O exercício da cancerologia é uma lição permanente de
humildade. Nem bem acabamos de nos encher de orgulho ao
comemorar a resposta brilhante de um doente a um esquema
de tratamento engenhosamente escolhido, entra o seguinte
com o mesmo diagnóstico, tratado da mesma forma, morto
de falta de ar, cheio de dores, como se tivesse tomado água
em vez dos remédios prescritos.
Embora a arte de curar exija conhecimento técnico, sensibilidade humana para auxiliar o doente na escolha do tratamento mais adequado e carisma para transmitir-lhe coragem
para enfrentar as dificuldades que se apresentarem, tratar
alguém com uma doença curável é muito mais fácil que tratar
dos incuráveis. Para conseguir que um doente incurável viva
o máximo de tempo com a menor carga de dor e encontre a
morte com tranquilidade, é preciso muito mais. A tarefa exige
não só conhecimento científico, mas também compreensão
da alma humana em profundidade, apenas acessível aos
que se dedicam com empenho ao penoso processo de aprendizado que o contato repetido com a morte traz.
Tratar alguém que de antemão sabemos ter pouco tempo
de vida tem características muito próprias: a estratégia precisa
ser cuidadosamente planejada, levando em conta riscos,
benefícios e as expectativas daquela pessoa em particular,
para que não seja desperdiçado nenhum dia com os efeitos
indesejáveis impostos pelas medidas prescritas. Enquanto
os doentes curáveis terão anos para se recuperar das consequências nocivas do tratamento, os incuráveis não podem se
dar ao luxo de perder uma hora sequer. Eles esperam nossa
ajuda para conseguir a melhor qualidade de vida que puderem ter, e para viver o maior tempo possível.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
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