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Foram encontradas 50 questões.

3953178 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP

Leia o texto para responder a questão:

Quando se pede para alguém apanhar um lápis com a mão esquerda e nomear o objeto em voz alta, ocorre uma troca de informações entre os dois hemisférios cerebrais. Uma área responsável pela sensibilidade tátil da mão esquerda, situada no hemisfério direito, transmite sinais para outra, no hemisfério esquerdo, que processa a fala. Há tempos se sabe que o que torna possível essa comunicação é uma estrutura chamada corpo caloso, um feixe robusto formado por dezenas de milhões de fibras da substância branca – os axônios, prolongamentos de neurônios (células executivas do sistema nervoso). Ele funciona como uma ponte, permitindo o intercâmbio de informações entre as diferentes regiões dos dois hemisférios. No ser humano, o corpo caloso chega a ter 10 centímetros (cm) de comprimento e quase 2 cm de espessura.

Um estudo publicado em agosto na revista Cerebral Cortex por pesquisadores brasileiros, porém, indica que o corpo caloso não é a única via de comunicação entre o lado direito e o esquerdo do cérebro. Há outras, mais sutis, que permaneciam ocultas e foram descritas e, mais recentemente, mapeadas por eles. São as comissuras talâmicas, feixes mais delgados de substância branca que atravessam uma estrutura cerebral situada logo abaixo do corpo caloso: o tálamo. Com cerca de 4 cm de comprimento e forma ovalada, o tálamo é uma estrutura que existe em duplicata (há um em cada hemisfério) e processa e retransmite informações sensoriais para áreas que controlam o movimento, além de regular a consciência, o sono, a atenção e a memória.

(Sophia La Banca, “Neurocientistas brasileiros mapeiam conexões ocultas do cérebro. https://revistapesquisa.fapesp.br/, 11.10.2025. Adaptado)

Com base no conceito de conhecimento textual exposto por Kleiman (2008), quando se desenvolve atividade de leitura em sala de aula com o texto apresentado, há que se reconhecer que nele se identifica a estrutura
 

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3953177 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Ao analisar a repetição como estratégia de construção do texto falado, Koch (2007) explica que “... podem-se, com relação ao português brasileiro, características peculiares, talvez comuns a algumas outras línguas, mas, certamente, não à maioria delas.” Entre essas peculiaridades, uma de ordem sintática, com redundância de informação, ocorre em:
 

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3953176 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
Em relação à frase do 2° parágrafo “— A gente combinamos de não morrer!”, são análises coerentes com o exposto por Bechara (2015), Bagno (2003) e Martins (2008), correta e respectivamente:
 

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3953175 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
Considerando a estrutura do período simples e dos grupos oracionais, conforme o conceitua Evanildo Bechara (2015), o período do último parágrafo “— Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!” admite a seguinte reescrita e análise, em conformidade com a norma-padrão:
 

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3953174 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
A habilidade BNCC EF67LP38 prevê “Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, como comparação, metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, dentre outras.” No caso do conto lido, identifica-se uma metáfora na passagem
 

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3953173 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
Considere as frases:
— A gente combinamos de não morrer! (2o parágrafo)
— Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo! (4° parágrafo) A habilidade BNCC EF69LP47 prevê “Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, [...] os efeitos de sentido decorrentes [...] do uso de pontuação expressiva...”. Com base nesse conhecimento, conclui -se corretamente que, nas frases transcritas, o uso do ponto de exclamação sinaliza, correta e respectivamente:
 

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3953172 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (2008), na passagem do 3° parágrafo “Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: ‘Quem não tem colírio usa óculos escuros.’”, constata-se a intertextualidade
 

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3953171 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
Em prática de leitura em sala de aula, com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (Gêneros orais e escritos na escola. 2004), os alunos devem reconhecer que, no texto de Conceição Evaristo, a capacidade de linguagem dominante e o domínio social de comunicação são, correta e respectivamente:
 

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3953170 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sorocaba-SP
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:
        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:
        — A gente combinamos de não morrer!
        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”
        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:
        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!
(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
De acordo com Antonio Candido (2011), “... todo processo de comunicação pressupõe um comunicante, no caso o artista; um comunicado, ou seja, a obra; um comunicando, que é o público a que se dirige; graças a isso define-se o quarto elemento do processo, isto é, o seu efeito. Esse caráter não deve obscurecer o fato de a arte ser, eminentemente, comunicação expressiva, expressão de realidades profundamente radicadas no artista, mais que transmissão de noções e conceitos.” Com base nas considerações, entende-se que o texto de Conceição Evaristo
 

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Do campo artístico-literário, a habilidade BNCC EF69LP46 prevê “Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, [...] tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis [...].” Quando se compara essa habilidade com a proposta de seleção de textos para a leitura literária de Rildo Cosson (2016), conclui-se corretamente que esse autor propõe que haja
 

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