Foram encontradas 50 questões.
A historiografia do Império foi durante muito tempo matriz
do estudo das instituições políticas e do discurso fundador da nacionalidade. Dentro dessa característica ideológica, só se podia endossar a consolidação da hegemonia
política das elites que projetaram a nação. Esse projeto
homogeneizante consistia numa missão de controle
social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista.
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
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Há estereótipos incansavelmente repetidos em Simão de
Vasconcelos, Brandão, Souza, Gandavo e jesuítas como
é o caso da célebre constatação de que a língua dos
indígenas do litoral da América portuguesa não possuía
as letras F, L e R, provando, portanto, não terem Fé, nem
Lei, nem Rei. Essa imagem retórica, à primeira vista
engenhosa, é na verdade um sofisma.
(Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e historiografia colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998, p. 39. Adaptado)
Para a autora, a imagem retórica descrita é um sofisma porque
(Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e historiografia colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998, p. 39. Adaptado)
Para a autora, a imagem retórica descrita é um sofisma porque
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O marco inaugural das análises da cultura brasileira seria
Casa Grande & Senzala, estampada em 1933. Fecho de
um período do pensamento brasileiro, e início de outro,
é obra híbrida de tradição e inovação, em muitos pontos
nostálgica de um Brasil que chegava ao fim – o de antes
de 1930, visto por Gilberto Freyre de forma análoga à
douceur de vivre que coloriu certas análises saudosistas
do Antigo Regime francês.
Se do ponto de vista ideológico o autor ainda se filia a um país arcaico, é inegável a inovação documental e temática trazida por sua primeira obra e mantida nas que se seguem de perto: Sobrados e mucambos (1936) e Nordeste (1937).
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O artigo citado apresenta Freyre como
Se do ponto de vista ideológico o autor ainda se filia a um país arcaico, é inegável a inovação documental e temática trazida por sua primeira obra e mantida nas que se seguem de perto: Sobrados e mucambos (1936) e Nordeste (1937).
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O artigo citado apresenta Freyre como
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Uma informação fundamental continua sendo válida para
análise se constar num ou em mil documentos. Se os
membros do Segundo Congresso Continental da Filadélfia tivessem, em 1776, feito quinhentas cópias da Declaração da Independência, e assinado todas, elas continuariam sendo, pelas suas afirmativas, uma referência
do pensamento liberal contemporâneo e da História dos
EUA. Porém, o mercado costuma valorar de forma distinta. O interesse de colecionadores não coincide, de forma
perfeita, com o interesse dos historiadores.
(L. Karnal e F.G. Tatsch. A memória evanescente. Em: C.B. Pinsky; T.R. Luca. O historiador e suas fontes, 2009)
No fragmento, discute-se
(L. Karnal e F.G. Tatsch. A memória evanescente. Em: C.B. Pinsky; T.R. Luca. O historiador e suas fontes, 2009)
No fragmento, discute-se
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Qual deveria ser, então, o novo modelo para a História?
Que perguntas deveríamos fazer ao nosso passado, ao
nosso presente e ao nosso futuro? Qual poderá ser a
tábua à qual possamos nos agarrar diante desse naufrágio dos vários modelos?
A resposta de François Hartog lança uma luz penetrante para reorganizarmos nossa maneira de estudar e de ensinar a História. Diz ele que precisamos nos basear em dois princípios:
1. edificar o próprio ponto de vista tão explicitamente quanto possível e
2. realizar sempre uma abordagem comparativa. Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o “edifício da História” como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício.
(Rafael Ruiz, Novas formas de abordar o ensino de História. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Segundo o artigo citado, ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa, entre outros pontos, ensinar a
A resposta de François Hartog lança uma luz penetrante para reorganizarmos nossa maneira de estudar e de ensinar a História. Diz ele que precisamos nos basear em dois princípios:
1. edificar o próprio ponto de vista tão explicitamente quanto possível e
2. realizar sempre uma abordagem comparativa. Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o “edifício da História” como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício.
(Rafael Ruiz, Novas formas de abordar o ensino de História. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Segundo o artigo citado, ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa, entre outros pontos, ensinar a
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Observe a imagem.

(Em: Pedro P. Funari; Ana Piñon. A temática indígena na escola, 2011. Adaptado)
Analisando o conteúdo do cartaz, está correto afirmar que este vincula os movimentos indígenas aos movimentos populares
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O exemplo clássico de organização dos conteúdos é o
que se constitui a partir das temporalidades. Preponderante ainda na maioria das escolas brasileiras, o tempo,
considerado em sua dimensão cronológica, continua
sendo a medida utilizada para explicar a trajetória da humanidade. A periodização que se impôs desde o século
XIX – História Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – está presente em grande parte dos livros didáticos;
retrocede-se às origens, estabelecendo-se trajetórias
homogêneas do passado ao presente, e a organização
dos acontecimentos é feita com base na perspectiva da
evolução. O que caracteriza a organização dos conteúdos, nessa perspectiva, é a linearidade e a sequencialidade.
(Holien Gonçalves Bezerra, Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015)
Para Bezerra, uma das possiblidades para a superação do que se apresenta no excerto pode ocorrer por meio da utilização da
(Holien Gonçalves Bezerra, Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015)
Para Bezerra, uma das possiblidades para a superação do que se apresenta no excerto pode ocorrer por meio da utilização da
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É necessário que o ensino de História seja revalorizado e
que os professores dessa disciplina conscientizem-se de
sua responsabilidade social perante os alunos, preocupando-se em ajudá-los a compreender e – esperamos –
a melhorar o mundo em que vivem.
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, Por uma História prazerosa e consequente. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Com relação ao tratado no excerto, seus autores realçam o papel do professor como
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, Por uma História prazerosa e consequente. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Com relação ao tratado no excerto, seus autores realçam o papel do professor como
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As questões levantadas pelos professores de história que
trabalham com discursos literários podem ser resumidas
assim: qual é a especificidade do discurso literário e do
discurso histórico? Quais as fronteiras que delimitam
esses dois discursos? Como trabalhar literatura e história, respeitando a especificidade do discurso literário?
O discurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos, que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências.
(Selva G. Fonseca, Didática e Prática de Ensino de História, 2005. Adaptado)
Segundo Fonseca afirma no artigo, a obra literária
O discurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos, que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências.
(Selva G. Fonseca, Didática e Prática de Ensino de História, 2005. Adaptado)
Segundo Fonseca afirma no artigo, a obra literária
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Manifestando preocupações quanto à ênfase que as
reformas curriculares de História vêm dando ao estudo da
História Local, [Joaquim] Prats critica o que pode vir a se
tornar “um ensino de História em migalhas”, mas diz “sim”
ao ensino da História Local, sob algumas condições [...].
(A.M. Monteiro; A.M. Gasparello; M.S. Magalhães (orgs.). Ensino de História: sujeitos, saberes e práticas, 2009)
Considerando os pressupostos históricos da obra em referência, assinale a alternativa que apresenta corretamente parte das condições consideradas essenciais para esse tipo de estudo.
(A.M. Monteiro; A.M. Gasparello; M.S. Magalhães (orgs.). Ensino de História: sujeitos, saberes e práticas, 2009)
Considerando os pressupostos históricos da obra em referência, assinale a alternativa que apresenta corretamente parte das condições consideradas essenciais para esse tipo de estudo.
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