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Foram encontradas 50 questões.

3626412 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia o texto a seguir para responder à questão

Veio a indolente Maria dos Anjos. Eu disse:

– Eu estava discutindo com a nota, já começou chegar os trocos. Os centavos. Eu não vou na porta de ninguém. É vocês quem vem na minha porta aborrecer-me. Eu nunca chinguei filhos de ninguém, nunca fui na porta de vocês reclamar contra seus filhos. Não pensa que eles são santos. É que eu tolero crianças.

Veio a D. Silvia reclamar contra os meus filhos. Que os meus filhos são mal iducados. Mas eu não encontro defeito nas crianças. Nem nos meus nem nos dela. Sei que criança não nasce com senso. Quando falo com uma criança lhe dirijo palavras agradaveis. O que aborrece-me é elas vir na minha porta para perturbar a minha escassa tranquilidade interior (…) Mesmo elas aborrecendo me, eu escrevo. Sei dominar meus impulsos. Tenho apenas dois anos de grupo escolar, mas procurei formar o meu carater. A unica coisa que não existe na favela é solidariedade.

(Carolina Maria de Jesus,

Quarto de despejo: diário de uma favelada, 1992)

De acordo com Bortoni-Ricardo (2004), um termo que mostra um evento de oralidade e traço descontínuo em relação à variação linguística está corretamente destacado em:
 

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3626081 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia os textos a seguir para responder às questões de números 44 a 46.

Texto 1

Ó tu do meu amor fiel traslado

Mariposa, entre as chamas consumida,

Pois se à força do ardor perdes a vida,

A violência do fogo me há prostrado.

Tu de amante o teu fim hás encontrado,

Essa flama girando apetecida,

Eu girando uma penha endurecida,

No fogo, que exalou, morro abrasado.

Ambos, de firmes, anelando chamas,

Tu a vida deixas, eu a morte imploro,

Nas constâncias iguais, iguais nas famas.

Mas, ai!, que a diferença entre nós choro;

Pois acabando tu ao fogo, que amas,

Eu morro, sem chegar à luz, que adoro.

(Gregório de Matos, Poemas escolhidos)

Texto 2

As mariposa quando chega o frio

Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar

Elas roda, roda, roda e dispois se senta

Em cima do prato da lâmpida pra descansar

Eu sou a lâmpida

E as muié é as mariposa

Que fica dando volta em volta de mim

Toda noite só pra me beijar

(Adoniran Barbosa, “As mariposas”)

Nos versos – Ó tu do meu amor fiel traslado / Mariposa, entre as chamas consumida, / Pois se à força do ardor perdes a vida, / A violência do fogo me há prostrado. –, identificam-se as seguintes funções da linguagem:

 

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3626080 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia os textos a seguir para responder às questões de números 44 a 46.

Texto 1

Ó tu do meu amor fiel traslado

Mariposa, entre as chamas consumida,

Pois se à força do ardor perdes a vida,

A violência do fogo me há prostrado.

Tu de amante o teu fim hás encontrado,

Essa flama girando apetecida,

Eu girando uma penha endurecida,

No fogo, que exalou, morro abrasado.

Ambos, de firmes, anelando chamas,

Tu a vida deixas, eu a morte imploro,

Nas constâncias iguais, iguais nas famas.

Mas, ai!, que a diferença entre nós choro;

Pois acabando tu ao fogo, que amas,

Eu morro, sem chegar à luz, que adoro.

(Gregório de Matos, Poemas escolhidos)

Texto 2

As mariposa quando chega o frio

Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar

Elas roda, roda, roda e dispois se senta

Em cima do prato da lâmpida pra descansar

Eu sou a lâmpida

E as muié é as mariposa

Que fica dando volta em volta de mim

Toda noite só pra me beijar

(Adoniran Barbosa, “As mariposas”)

Tendo como referência Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e Marcuschi (2008), conclui-se corretamente que os dois textos pertencem ao domínio social de comunicação da

 

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3626079 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia os textos a seguir para responder às questões de números 44 a 46.

Texto 1

Ó tu do meu amor fiel traslado

Mariposa, entre as chamas consumida,

Pois se à força do ardor perdes a vida,

A violência do fogo me há prostrado.

Tu de amante o teu fim hás encontrado,

Essa flama girando apetecida,

Eu girando uma penha endurecida,

No fogo, que exalou, morro abrasado.

Ambos, de firmes, anelando chamas,

Tu a vida deixas, eu a morte imploro,

Nas constâncias iguais, iguais nas famas.

Mas, ai!, que a diferença entre nós choro;

Pois acabando tu ao fogo, que amas,

Eu morro, sem chegar à luz, que adoro.

(Gregório de Matos, Poemas escolhidos)

Texto 2

As mariposa quando chega o frio

Fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar

Elas roda, roda, roda e dispois se senta

Em cima do prato da lâmpida pra descansar

Eu sou a lâmpida

E as muié é as mariposa

Que fica dando volta em volta de mim

Toda noite só pra me beijar

(Adoniran Barbosa, “As mariposas”)

Ao analisar a intertextualidade, Marcuschi (2008) cita Ingedore Koch: “num sentido amplo, a intertextualidade é uma ‘condição de existência do próprio discurso’ e pode equivaler à noção de interdiscursividade ou heterogeneidade. Um discurso remete a outro e tudo se dá como se o que se tem a dizer trouxesse pelo menos em parte um já dito”.

Com base nessas considerações, é correto afirmar que entre o poema de Gregório de Matos e a canção de Adoniran Barbosa

 

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3626070 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Texto 1

O ensino de leitura e da escrita baseado em uma concepção interacionista de língua implica considerá-las como práticas sociais. Nessa perspectiva, o “letramento escolar” que envolve o processo de didatização da leitura e da escrita precisa ser feito de modo a garantir que as práticas de leitura e de produção de textos desenvolvidas nesse espaço se aproximem daquelas realizadas fora dele.

(Eliana Borges Correia de Albuquerque, Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de língua portuguesa, 2006)

Texto 2

A atividade de leitura completa a atividade da produção escrita. É, por isso, uma atividade de interação entre sujeitos e supõe muito mais que a simples decodificação dos sinais gráficos. O leitor, como um dos sujeitos da interação, atua participativamente, buscando recuperar, buscando interpretar e compreender o conteúdo e as intenções pretendidos pelo autor.

(Irandé Antunes, Aula de Português: encontro e interação, 2003)

Em relação ao conceito de língua proposto por Bakhtin (1992), as autoras mostram-se

 

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3626045 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia a tira a seguir.

Enunciado 4296127-1

(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. Acesso em 28.07.2024)

No contexto comunicacional apresentado, na flexão do termo “palavrinha”, o sufixo aduz ao substantivo sentido de

 

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3625175 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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De acordo com o Currículo Paulista (2019), uma habilidade voltada à produção de texto literário pelos alunos do Ensino Fundamental é:

 

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3625174 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia o texto a seguir para responder às questões de números 47 a 49.

As primeiras cartas de Jorge foram todas à mãe. Eram longas e derramadas, entusiásticas, descuidosas e até pueris. Descontada a escassa porção de realidade que podia haver nelas, ficava um cálculo, que o coração de Valéria compreendeu: era adoçar-lhe a ausência e dissipar-lhe as apreensões.

Cedo se familiarizou Jorge com a vida militar. O exército, acampado em Tuiuti1 , não iniciava operações novas; tratava-se de reunir os elementos necessários para prosseguir a campanha de modo seguro e decisivo. Não havendo nenhuma ação grande, em que pudesse provar as forças e amestrar-se, Jorge buscava as ocasiões de algum perigo, as comissões arriscadas, cujo êxito dependesse de espírito atrevido, sagacidade e paciência. Esse desejo captou-lhe a simpatia dos chefes imediatos.

O coronel que o comandava atentou nele; sentiu-lhe a alma juvenil através do olhar brando e repousado. Ao mesmo tempo observou que, no meio dos gozos fáceis e múltiplos do acampamento, convertido pela inação em povoado de recreio, Jorge conservava um retraimento monacal2 , um casto horror de tudo o que pudesse diverti-lo de curar das armas, ou somente de pensar nelas. O coronel era homem de seu ofício; amava a guerra pela guerra; morreu talvez de nostalgia no regaço da paz. Era bravo e ríspido. O que lhe destoou a princípio na pessoa de Jorge foi o alinho e um resto de seus ademanes3 de sala. Jorge, entretanto, sem perder desde logo o jeito da vida civil, foi criando com o tempo a crosta de campanha. O desejo de trabalhar, de arriscar-se, de temperar a alma ao fogo do perigo, trocou os sentimentos do coronel, que entreviu nele um bom companheiro de armas, e ao fim de pouco tempo procurou distingui-lo.

(Machado de Assis, Iaiá Garcia)

1Tuiuti: pântano existente no Paraguai

2Monacal: relativo a monge ou à vida nos conventos; monástico.

3Ademanes: gestos, sinais, geralmente feitos com as mãos.

Na BNCC, a habilidade EF07LP07 diz respeito a “identificar, em textos lidos ou de produção própria, a estrutura básica da oração: sujeito, predicado, complemento (objetos direto e indireto)”.

A oração do texto que apresenta os elementos básicos da oração na ordem verbo + sujeito + objeto indireto é:

 

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3625173 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia o texto a seguir para responder às questões de números 47 a 49.

As primeiras cartas de Jorge foram todas à mãe. Eram longas e derramadas, entusiásticas, descuidosas e até pueris. Descontada a escassa porção de realidade que podia haver nelas, ficava um cálculo, que o coração de Valéria compreendeu: era adoçar-lhe a ausência e dissipar-lhe as apreensões.

Cedo se familiarizou Jorge com a vida militar. O exército, acampado em Tuiuti1 , não iniciava operações novas; tratava-se de reunir os elementos necessários para prosseguir a campanha de modo seguro e decisivo. Não havendo nenhuma ação grande, em que pudesse provar as forças e amestrar-se, Jorge buscava as ocasiões de algum perigo, as comissões arriscadas, cujo êxito dependesse de espírito atrevido, sagacidade e paciência. Esse desejo captou-lhe a simpatia dos chefes imediatos.

O coronel que o comandava atentou nele; sentiu-lhe a alma juvenil através do olhar brando e repousado. Ao mesmo tempo observou que, no meio dos gozos fáceis e múltiplos do acampamento, convertido pela inação em povoado de recreio, Jorge conservava um retraimento monacal2 , um casto horror de tudo o que pudesse diverti-lo de curar das armas, ou somente de pensar nelas. O coronel era homem de seu ofício; amava a guerra pela guerra; morreu talvez de nostalgia no regaço da paz. Era bravo e ríspido. O que lhe destoou a princípio na pessoa de Jorge foi o alinho e um resto de seus ademanes3 de sala. Jorge, entretanto, sem perder desde logo o jeito da vida civil, foi criando com o tempo a crosta de campanha. O desejo de trabalhar, de arriscar-se, de temperar a alma ao fogo do perigo, trocou os sentimentos do coronel, que entreviu nele um bom companheiro de armas, e ao fim de pouco tempo procurou distingui-lo.

(Machado de Assis, Iaiá Garcia)

1Tuiuti: pântano existente no Paraguai

2Monacal: relativo a monge ou à vida nos conventos; monástico.

3Ademanes: gestos, sinais, geralmente feitos com as mãos.

De acordo com Lígia Chiappini de Moraes Leite (em GERALDI, 1997), quando uma obra como a de Machado de Assis é utilizada em sala de aula dentro de uma acepção tradicional de literatura, ela é concebida como

 

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3625172 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Sertãozinho-SP
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Leia o texto a seguir para responder às questões de números 47 a 49.

As primeiras cartas de Jorge foram todas à mãe. Eram longas e derramadas, entusiásticas, descuidosas e até pueris. Descontada a escassa porção de realidade que podia haver nelas, ficava um cálculo, que o coração de Valéria compreendeu: era adoçar-lhe a ausência e dissipar-lhe as apreensões.

Cedo se familiarizou Jorge com a vida militar. O exército, acampado em Tuiuti1 , não iniciava operações novas; tratava-se de reunir os elementos necessários para prosseguir a campanha de modo seguro e decisivo. Não havendo nenhuma ação grande, em que pudesse provar as forças e amestrar-se, Jorge buscava as ocasiões de algum perigo, as comissões arriscadas, cujo êxito dependesse de espírito atrevido, sagacidade e paciência. Esse desejo captou-lhe a simpatia dos chefes imediatos.

O coronel que o comandava atentou nele; sentiu-lhe a alma juvenil através do olhar brando e repousado. Ao mesmo tempo observou que, no meio dos gozos fáceis e múltiplos do acampamento, convertido pela inação em povoado de recreio, Jorge conservava um retraimento monacal2 , um casto horror de tudo o que pudesse diverti-lo de curar das armas, ou somente de pensar nelas. O coronel era homem de seu ofício; amava a guerra pela guerra; morreu talvez de nostalgia no regaço da paz. Era bravo e ríspido. O que lhe destoou a princípio na pessoa de Jorge foi o alinho e um resto de seus ademanes3 de sala. Jorge, entretanto, sem perder desde logo o jeito da vida civil, foi criando com o tempo a crosta de campanha. O desejo de trabalhar, de arriscar-se, de temperar a alma ao fogo do perigo, trocou os sentimentos do coronel, que entreviu nele um bom companheiro de armas, e ao fim de pouco tempo procurou distingui-lo.

(Machado de Assis, Iaiá Garcia)

1Tuiuti: pântano existente no Paraguai

2Monacal: relativo a monge ou à vida nos conventos; monástico.

3Ademanes: gestos, sinais, geralmente feitos com as mãos.

De acordo com a BNCC, a leitura dos textos literários, como o de Machado de Assis, deve “garantir a formação de um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de ‘desvendar’ suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura”.

Sob essa perspectiva, a literatura é concebida em função de sua

 

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