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Foram encontradas 60 questões.

2759017 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 49 a 53.

Um rato na rede

Transcrevo um encontro com um rato, ocorrido numa aldeia dos nativos Apinayé, nos anos 60.

“Insone, senti um tremor nas cordas da rede. Com a lanterna, vi um rato saindo dos meus pés. O velhaco me olhou, passou velozmente pelo punho da rede e entrou na palha do telhado. Sentado, examinei trêmulo cada dedo. Foi um exercício de ioga ver o meu pé; no esforço, derrubei a lanterna. Conformado, vi no dedão do pé direito um arranhão sangrento. Era o presente do rato de merda que fez meu dedão de queijo...

Eu volto desconfiado para a rede, só que nela entro com um pé calçado de meias e botas. Numa das mãos, empunho a lanterna; na outra, o revólver. Cubro-me parcialmente com o lençol e espero atento pelo rato.

Esmiúço com a lanterna o teto e ouço apenas as batidas do meu coração. O rato sumiu e no seu lugar sinto minha perna direita ficar dormente. Tenho a certeza de que estou envenenado. Pulo da rede, abro minha caixa de primeiros socorros, tiro dela um bisturi (para casos de emergências) e me preparo para cortar o dedo no local da mordida para que o sangue renovado expulse o veneno. Agarro meu próprio pé, dobro a perna direita sobre o joelho esquerdo, meço com cautela o lugar onde farei a incisão que vi muitas vezes no cinema os mocinhos fazendo em si próprios sem o menor problema, derramo na “área” a ser cortada o mercúrio cromo, que escorre pelo pé, mas quando encosto no dedo a lâmina fria, falta-me a coragem, o tutano, a força dos verdadeiros heróis. Contento-me em fazer um bom e útil curativo.

Afinal, justifico, os ratos do sertão não são venenosos como os seus irmãos urbanos. Desisto da caçada do roedor por incompetência e da autocirurgia por covardia.

Deprimido, desfaço-me do aparato de cirurgião e, insone e com medo da volta do rato, volto ao balanço da rede onde acabo dormindo com saudade de tempos normais.”

(Roberto DaMatta. Em: https://www.estadao.com.br/, 02.11.2022. Adaptado)

Na análise da organização dos períodos do texto, o trabalho em sala de aula deverá assinalar que se encontra oração substantiva em relação à oração principal em:

 

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2759016 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 49 a 53.

Um rato na rede

Transcrevo um encontro com um rato, ocorrido numa aldeia dos nativos Apinayé, nos anos 60.

“Insone, senti um tremor nas cordas da rede. Com a lanterna, vi um rato saindo dos meus pés. O velhaco me olhou, passou velozmente pelo punho da rede e entrou na palha do telhado. Sentado, examinei trêmulo cada dedo. Foi um exercício de ioga ver o meu pé; no esforço, derrubei a lanterna. Conformado, vi no dedão do pé direito um arranhão sangrento. Era o presente do rato de merda que fez meu dedão de queijo...

Eu volto desconfiado para a rede, só que nela entro com um pé calçado de meias e botas. Numa das mãos, empunho a lanterna; na outra, o revólver. Cubro-me parcialmente com o lençol e espero atento pelo rato.

Esmiúço com a lanterna o teto e ouço apenas as batidas do meu coração. O rato sumiu e no seu lugar sinto minha perna direita ficar dormente. Tenho a certeza de que estou envenenado. Pulo da rede, abro minha caixa de primeiros socorros, tiro dela um bisturi (para casos de emergências) e me preparo para cortar o dedo no local da mordida para que o sangue renovado expulse o veneno. Agarro meu próprio pé, dobro a perna direita sobre o joelho esquerdo, meço com cautela o lugar onde farei a incisão que vi muitas vezes no cinema os mocinhos fazendo em si próprios sem o menor problema, derramo na “área” a ser cortada o mercúrio cromo, que escorre pelo pé, mas quando encosto no dedo a lâmina fria, falta-me a coragem, o tutano, a força dos verdadeiros heróis. Contento-me em fazer um bom e útil curativo.

Afinal, justifico, os ratos do sertão não são venenosos como os seus irmãos urbanos. Desisto da caçada do roedor por incompetência e da autocirurgia por covardia.

Deprimido, desfaço-me do aparato de cirurgião e, insone e com medo da volta do rato, volto ao balanço da rede onde acabo dormindo com saudade de tempos normais.”

(Roberto DaMatta. Em: https://www.estadao.com.br/, 02.11.2022. Adaptado)

Ensinando-se a gramática da língua por meio da metalinguagem, espera-se que os alunos identifiquem que o termo integrante predicativo do sujeito, destacado na oração “... examinei trêmulo cada dedo.”, também ocorre no seguinte enunciado:

 

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2759015 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Leia o texto para responder às questões de números 49 a 53.

Um rato na rede

Transcrevo um encontro com um rato, ocorrido numa aldeia dos nativos Apinayé, nos anos 60.

“Insone, senti um tremor nas cordas da rede. Com a lanterna, vi um rato saindo dos meus pés. O velhaco me olhou, passou velozmente pelo punho da rede e entrou na palha do telhado. Sentado, examinei trêmulo cada dedo. Foi um exercício de ioga ver o meu pé; no esforço, derrubei a lanterna. Conformado, vi no dedão do pé direito um arranhão sangrento. Era o presente do rato de merda que fez meu dedão de queijo...

Eu volto desconfiado para a rede, só que nela entro com um pé calçado de meias e botas. Numa das mãos, empunho a lanterna; na outra, o revólver. Cubro-me parcialmente com o lençol e espero atento pelo rato.

Esmiúço com a lanterna o teto e ouço apenas as batidas do meu coração. O rato sumiu e no seu lugar sinto minha perna direita ficar dormente. Tenho a certeza de que estou envenenado. Pulo da rede, abro minha caixa de primeiros socorros, tiro dela um bisturi (para casos de emergências) e me preparo para cortar o dedo no local da mordida para que o sangue renovado expulse o veneno. Agarro meu próprio pé, dobro a perna direita sobre o joelho esquerdo, meço com cautela o lugar onde farei a incisão que vi muitas vezes no cinema os mocinhos fazendo em si próprios sem o menor problema, derramo na “área” a ser cortada o mercúrio cromo, que escorre pelo pé, mas quando encosto no dedo a lâmina fria, falta-me a coragem, o tutano, a força dos verdadeiros heróis. Contento-me em fazer um bom e útil curativo.

Afinal, justifico, os ratos do sertão não são venenosos como os seus irmãos urbanos. Desisto da caçada do roedor por incompetência e da autocirurgia por covardia.

Deprimido, desfaço-me do aparato de cirurgião e, insone e com medo da volta do rato, volto ao balanço da rede onde acabo dormindo com saudade de tempos normais.”

(Roberto DaMatta. Em: https://www.estadao.com.br/, 02.11.2022. Adaptado)

Com base na tabela de aspectos tipológicos proposta por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), o texto, conforme o recorte apresentado, serviria em sala de aula como exemplo do gênero

 

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2759014 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Na BNCC, assume a centralidade como unidade de trabalho no ensino de língua portuguesa:

 

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2759013 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

“O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão.”

(Marcos Bagno, 2007)

Um dos argumentos apresentado pelo autor para desfazer a confusão assinalada por ele consiste na ideia de que

 

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2759012 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Leia a tira para responder às questões de números 45 e 46.

Enunciado 3543433-1

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 03.11.2022)

Com base em Koch & Elias (2011), as formas “Eu”, “hoje”, “aqui” e “Agora” são elementos textuais denominados

 

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2759011 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Leia a tira para responder às questões de números 45 e 46.

Enunciado 3543432-1

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 03.11.2022)

Supondo-se que um professor opte por explorar a construção da narrativa na tira, espera-se que os alunos consigam identificar, quanto ao emprego das formas verbais:

 

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2759010 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

De acordo com a BNCC, “o Eixo da Análise Linguística/Semiótica envolve os procedimentos e estratégias (meta) cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido, seja no que se refere às formas de composição dos textos, determinadas pelos gêneros (orais, escritos e multissemióticos) e pela situação de produção, seja no que se refere aos estilos adotados nos textos, com forte impacto nos efeitos de sentido.” Um exemplo de habilidade que avalia o eixo descrito é:

 

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2759009 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

“Se antes a alfabetização de adultos era tratada e realizada de forma autoritária, centrada na compreensão mágica da palavra, palavra doada pelo educador aos analfabetos; se antes os textos geralmente oferecidos como leitura aos alunos escondiam muito mais do que desvelavam a realidade, agora, pelo contrário, a alfabetização como ato de conhecimento, como ato criador e como ato político é um esforço de leitura do mundo e da palavra. Agora já não é possível texto sem contexto.”

(Paulo Freire, 2021)

O posicionamento do autor apresentado no texto, priorizando a leitura de “agora”, revela uma concepção de educação e de ensino de leitura

 

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2759008 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São Bernardo do Campo-SP

Leia o poema para responder às questões de números 41 e 42.

O bicho

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(Manuel Bandeira, Estrela da Vida Inteira)

Em Multiletramentos na Escola (Rojo e Moura, 2012), Melo, Oliveira e Valezi abordam os gêneros poéticos em interface com gêneros multimodais. Nesse diálogo entre os gêneros, um trabalho possível em sala de aula com o poema de Manual Bandeira poderia explorar

 

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