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Leia o texto a seguir.

No texto, a mudança da preposição “de” para a preposição “com” contribui para a construção do sentido, pois indica que, no contexto da tira,
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- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosClassificação dos Verbos
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
Texto 3
Se você diz a alguém que estuda piadas, o primeiro efeito
que produz ainda é o riso. É uma pena que seja assim, porque
as piadas são de fato um tipo de material altamente interessante.
Por várias razões.
Em primeiro lugar, as piadas são interessantes para os
estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que
são socialmente controversos. Assim, sociólogos e antropólogos
poderiam ter nelas um excelente corpus para tentar reconhecer
(ou confirmar) diversas manifestações culturais e ideológicas,
valores arraigados.
Em segundo lugar, porque piadas operam fortemente
com estereótipos. Assim, fornecem um bom material para
pesquisas sobre “representações”, por exemplo. Possivelmente,
qualquer estudioso tenha o direito de afirmar que tais
representações são grosseiras demais para revelarem qualquer
fato significativo. Mas estará enganado. De fato, elas revelam
que, frequentemente, discursos operam mesmo com
representações grosseiras, estereotipadas. E que, portanto,
muitas ações sociais são realizadas com esse frágil fundamento
– não dar emprego a determinados tipos de pessoas por causa
de seu sotaque ou da cor de sua pele ou do seu tamanho, por
exemplo.
Em terceiro lugar, as piadas são interessantes porque são
quase sempre veículo de um discurso proibido, subterrâneo, não
oficial, que não se manifestaria, talvez, através de outras formas
de coletas de dados, como entrevistas. Outra face da mesma
característica é que as piadas veiculam discursos não explicitados
correntemente (ou, pelo menos, discursos pouco oficiais).
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua. Campinas: Mercado de Letras. 1998. p. 25-26.
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Texto 3
Se você diz a alguém que estuda piadas, o primeiro efeito
que produz ainda é o riso. É uma pena que seja assim, porque
as piadas são de fato um tipo de material altamente interessante.
Por várias razões.
Em primeiro lugar, as piadas são interessantes para os
estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que
são socialmente controversos. Assim, sociólogos e antropólogos
poderiam ter nelas um excelente corpus para tentar reconhecer
(ou confirmar) diversas manifestações culturais e ideológicas,
valores arraigados.
Em segundo lugar, porque piadas operam fortemente
com estereótipos. Assim, fornecem um bom material para
pesquisas sobre “representações”, por exemplo. Possivelmente,
qualquer estudioso tenha o direito de afirmar que tais
representações são grosseiras demais para revelarem qualquer
fato significativo. Mas estará enganado. De fato, elas revelam
que, frequentemente, discursos operam mesmo com
representações grosseiras, estereotipadas. E que, portanto,
muitas ações sociais são realizadas com esse frágil fundamento
– não dar emprego a determinados tipos de pessoas por causa
de seu sotaque ou da cor de sua pele ou do seu tamanho, por
exemplo.
Em terceiro lugar, as piadas são interessantes porque são
quase sempre veículo de um discurso proibido, subterrâneo, não
oficial, que não se manifestaria, talvez, através de outras formas
de coletas de dados, como entrevistas. Outra face da mesma
característica é que as piadas veiculam discursos não explicitados
correntemente (ou, pelo menos, discursos pouco oficiais).
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua. Campinas: Mercado de Letras. 1998. p. 25-26.
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Texto 3
Se você diz a alguém que estuda piadas, o primeiro efeito
que produz ainda é o riso. É uma pena que seja assim, porque
as piadas são de fato um tipo de material altamente interessante.
Por várias razões.
Em primeiro lugar, as piadas são interessantes para os
estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que
são socialmente controversos. Assim, sociólogos e antropólogos
poderiam ter nelas um excelente corpus para tentar reconhecer
(ou confirmar) diversas manifestações culturais e ideológicas,
valores arraigados.
Em segundo lugar, porque piadas operam fortemente
com estereótipos. Assim, fornecem um bom material para
pesquisas sobre “representações”, por exemplo. Possivelmente,
qualquer estudioso tenha o direito de afirmar que tais
representações são grosseiras demais para revelarem qualquer
fato significativo. Mas estará enganado. De fato, elas revelam
que, frequentemente, discursos operam mesmo com
representações grosseiras, estereotipadas. E que, portanto,
muitas ações sociais são realizadas com esse frágil fundamento
– não dar emprego a determinados tipos de pessoas por causa
de seu sotaque ou da cor de sua pele ou do seu tamanho, por
exemplo.
Em terceiro lugar, as piadas são interessantes porque são
quase sempre veículo de um discurso proibido, subterrâneo, não
oficial, que não se manifestaria, talvez, através de outras formas
de coletas de dados, como entrevistas. Outra face da mesma
característica é que as piadas veiculam discursos não explicitados
correntemente (ou, pelo menos, discursos pouco oficiais).
POSSENTI, Sírio. Os humores da língua. Campinas: Mercado de Letras. 1998. p. 25-26.
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Texto 2
Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz
forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós
fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na
feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque
longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as
obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e
dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco,
desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o
momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no
entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa
alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas
puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde
fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e
branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.
LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
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Texto 2
Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz
forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós
fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na
feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque
longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as
obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e
dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco,
desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o
momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no
entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa
alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas
puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde
fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e
branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.
LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
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Texto 2
Existe uma língua para ser usada de dia, debaixo da luz
forte do sentido. Língua suada, ensopada de precisão. Que nós
fabricamos especialmente para levar ao escritório, e usar na
feira ou ao telefone, e jogar fora no bar, sabendo o estoque
longe de se acabar. Língua clara e chã, ocupada com as
obrigações de expediente, onde trabalha sob a pressão exata e
dicionária, cumprimentando pessoas, conferindo o troco,
desfazendo enganos, sendo atenciosamente sem mais para o
momento. [...] Língua diária; isto é, língua à luz do dia. Mas no
entardecer da linguagem, por volta das quatro e meia em nossa
alma, começa a surgir um veio leve de angústia. As coisas
puxam uma longa sombra na memória, e a própria palavra tarde
fica mais triste e morna, contrastando com o azul fresco e
branco da palavra manhã. À tarde, a luz da língua migalha.
LAURENTINO, André. A lua da língua. In: CAMPOS, Carmen Lúcia; SILVA,
Nílson Joaquim da (coord.). Lições de gramática para quem gosta de literatura.
São Paulo: Panda Books, 2007. p. 96-9.
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Texto 1
Universidade sem luz
A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de
verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em
questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de
luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a
Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos
prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.
A associação mais clara entre universidade e luz
remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento
que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela
confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à
autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na
França, os representantes mais ilustres dessa tradição são
Voltaire, Diderot e Rousseau.
Essa matriz de pensamento lançou as bases do
racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus
princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das
democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a
negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...].
UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Texto 1
Universidade sem luz
A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de
verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em
questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de
luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a
Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos
prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.
A associação mais clara entre universidade e luz
remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento
que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela
confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à
autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na
França, os representantes mais ilustres dessa tradição são
Voltaire, Diderot e Rousseau.
Essa matriz de pensamento lançou as bases do
racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus
princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das
democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a
negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...].
UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Texto 1
Universidade sem luz
A metáfora não poderia ser mais perfeita: por falta de
verbas, a universidade ficou sem luz. A universidade em
questão é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a
maior instituição de ensino superior federal do país, e a falta de
luz é terrivelmente concreta. Por atrasos nos pagamentos, a
Light cortou o fornecimento de energia elétrica para diversos
prédios da UFRJ, incluindo centros hospitalares.
A associação mais clara entre universidade e luz
remonta ao Iluminismo (ou filosofia das luzes), o movimento
que surgiu na França do século 18 e que se caracterizava pela
confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à
autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. Na
França, os representantes mais ilustres dessa tradição são
Voltaire, Diderot e Rousseau.
Essa matriz de pensamento lançou as bases do
racionalismo ocidental contemporâneo, e alguns de seus
princípios constituem o núcleo dos direitos políticos das
democracias. Uma universidade sem luz simboliza, portanto, a
negação de tudo o que uma universidade deve ser. [...].
UNIVERSIDADE SEM LUZ. Folha de São Paulo [edição virtual], São Paulo, 07
ago. 2002. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0708200203.htm. Acesso em: 04
jun. 2026.
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