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Mateus, 8 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, foi encaminhado a clínica psicopedagógica devido a dificuldades persistentes na fluência da fala, com episódios frequentes de repetições de sons, bloqueios e prolongamentos silábicos, especialmente em situações que exigem exposição oral. Durante o diagnóstico psicopedagógico, na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem, Mateus evidenciou desconforto diante de tarefas orais e tensão muscular durante a fala, embora ele mantivesse interesse e engajamento nas demais propostas. Com base nos critérios do DSM-5 e nas observações psicopedagógicas, a Hipótese Diagnóstica é de Transtorno da Fluência com Início na Infância (gagueira), o que exige uma abordagem interdisciplinar. Com base na Epistemologia Convergente, visando à avaliação cognitiva de Mateus, qual instrumento a psicopedagoga deve utilizar?
Marque a alternativa CORRETAque nomeia o instrumento de avaliação psicopedagógica da dimensão cognitiva.
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A psicopedagoga Luzia, na Clínica Psicopedagógica Construir, utilizou com uma criança de 4 anos do sexo feminino uma atividade lúdica baseada na exploração autônoma, sensorial e investigativa de objetos não estruturados (cestos com tampas, colheres, potes, pedras, tecidos) com vistas a promover junto à criança um processo ativo de construção de significados e reorganização de experiências cognitivas, emocionais e sociais. Este tipo de brincar é uma modalidade que valoriza a espontaneidade, a criatividade e a curiosidade natural da infância, permitindo que o sujeito infantil atue como agente do próprio conhecimento ao manipular materiais variados, estabelecendo relações, comparações, agrupamentos e descobertas singulares. Trata-se de uma abordagem profundamente enraizada em princípios construtivistas e sociointeracionistas, pois reconhece a criança como um ser epistêmico, dotado de competências para interagir com o mundo por meio de experiências significativas.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde a esta descrição do tipo de brincar.
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Miguel tem 5 anos e está matriculado em uma turma de Educação Infantil de uma escola municipal. Apresenta diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) com nível de suporte 2. Ele possui linguagem verbal funcional, mas com ecolalias frequentes e dificuldade em manter diálogos espontâneos. Evita o contato visual direto, prefere brincar sozinho e tem interesses restritos por blocos de montar e desenhos animados específicos. Diante de mudanças na rotina ou propostas de atividades em grupo, demonstra agitação, choro ou se isola. Os colegas tentam interagir, mas Miguel não responde de forma recíproca, o que gera afastamento. A equipe escolar busca estratégias para promover a inclusão e favorecer sua interação no brincar coletivo. Maria é a psicopedagoga de Miguel e fez recomendações sobre a ludicidade como estratégia de intervenção para as necessidades desta criança.
Sobre as orientações psicopedagógicas acerca da ludicidade para Miguel, analise as afirmativas a seguir.
I- Atividades lúdicas mediadas, como dramatizações e faz-de-conta, contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional de Miguel, promovendo a imaginação e a expressão simbólica.
II- Maria deve orientar a professora para priorizar a realização de tarefas repetitivas e mecânicas para Miguel, evitando a mediação social no momento do brincar, pois ele precisa de isolamento para se desenvolver melhor, já que quando interage fica agitado e chora.
III- Maria pode sugerir à professora o uso de brinquedos compartilhados, como blocos, massinha ou jogos de encaixe, para promover momentos de cooperação e diálogo entre Miguel e seus pares, respeitando seu ritmo.
IV- Maria pode propor jogos estruturados com regras simples, que possibilitem a participação de Miguel junto a um pequeno grupo de colegas, favorecendo o desenvolvimento da interação social e o respeito aos turnos.
V- Maria deve defender que o brincar livre sem qualquer orientação do adulto é mais eficaz para Miguel, pois dispensa mediações e respeita totalmente sua autonomia.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemPsicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemProblemas de Aprendizagem na Escola
- Temas Educacionais PedagógicosCoordenação e Orientação Educacional
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e Aprendizagem
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
De acordo com o Caso Clínico de Rafael, considerando a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) e as demais etapas do Diagnóstico Psicopedagógico segundo a Epistemologia Convergente, analise as afirmações a seguir.
I- Rafael apresenta a modalidade de aprendizagem do tipo Hipoacomodação.
II- No campo da leitura e da escrita, Rafael encontra-se no nível Pré-silábico.
III- Rafael encontra-se na etapa das Operações Formais.
IV- Rafael vivencia o Obstáculo Inconstitucional.
V- Rafael vivencia o Obstáculo Epistemofílico.
É CORRETO o que se afirma em:
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- Autores da EducaçãoPiaget
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemPsicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemProblemas de Aprendizagem na Escola
- Temas Educacionais PedagógicosCoordenação e Orientação Educacional
- Henri Wallon
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
Com base no Caso Clínico, analise as afirmações abaixo segundo o Diagnóstico Psicopedagógico pautado na Epistemologia Convergente de Jorge Visca e marque a alternativa CORRETA.
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- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemPsicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemProblemas de Aprendizagem na Escola
- Temas Educacionais PedagógicosCoordenação e Orientação Educacional
Analise as afirmações a seguir sobre a Anamnese enquanto etapa e técnica do processo de Diagnóstico Psicopedagógico, de acordo com a Epistemologia Convergente de Jorge Visca.
I- A anamnese é considerada uma “porta de entrada” para o trabalho psicopedagógico, pois fornece dados essenciais para a avaliação e intervenção.
II- A anamnese pode incluir informações sobre o contexto familiar, social e acadêmico, bem como antecedentes patológicos, para oferecer uma visão abrangente do aprendente.
III- A anamnese é um momento em que familiares e responsáveis podem trazer à memória eventos passados que ajudam a identificar possíveis causas para as dificuldades de aprendizagem do sujeito.
É CORRETO o que se afirma em
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- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemPsicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemProblemas de Aprendizagem na Escola
CASO FICTÍCIO: Uma psicopedagoga institucional recebeu o Informe Psicopedagógico Clínico, baseado na Epistemologia Convergente, de D.M.S, 12 anos, sexo masculino, cursando o 7º ano do Ensino Fundamental II, em uma escola privada, com queixa de dificuldades na leitura e escrita. Após 4 meses de diagnóstico psicopedagógico, os principais dados obtidos indicaram que, no aspecto orgânico e corporal, o analisado apresenta um desenvolvimento psicomotor adequado para a sua faixa-etária. Não apresenta alterações na visão, e sua alimentação é balanceada e rica em nutrientes. Na dimensão emocional, é uma criança carinhosa, alegre, amorosa, companheira, amiga, atenciosa e ansiosa. Foi observada baixa autoestima, mesmo vivendo em um ambiente familiar afetuoso. Na área cognitiva, D.M.S. apresenta uma compreensão do mundo baseada na percepção imediata e em experiências concretas. Ele demonstra capacidade emergente de classificar, ordenar e relacionar objetos, mas ainda depende fortemente de pistas visuais e da manipulação física para resolver problemas. Seu raciocínio é influenciado por aspectos perceptivos mais do que pela lógica, o que o leva, por exemplo, a afirmar que um copo alto contém mais líquido do que um copo largo, mesmo que ambos tenham a mesma quantidade. No aspecto pedagógico, o aprendente é envolvido e tem vínculo positivo com a Matemática. Mesmo querendo responder alguns cálculos mentalmente e errando, nunca desiste até acertar. Lê com dificuldade e apresenta uma compreensão intermediária entre a correspondência sonora e a estrutura convencional das palavras. Ele já reconhece que cada sílaba contém unidades menores (fonemas) e começa a utilizar algumas letras para representá-los, embora ainda com inconsistências. Sua escrita pode mesclar momentos em que registra apenas uma letra por sílaba e outros em que emprega todas as letras corretamente. Quanto à modalidade de aprendizagem, apresenta dificuldades em integrar novos conhecimentos aos seus esquemas cognitivos preexistentes. Ele tende a aprender de forma fragmentada, com dificuldades em estabelecer conexões entre conceitos, o que impacta sua capacidade de generalização e transferência de aprendizado para novas situações. Além disso, demonstra insegurança diante de desafios, necessitando de mediação contínua para superar barreiras e construir gradualmente sua autonomia no processo de aprendizagem.
Com base na análise do caso, assinale a opção CORRETA sobre o resultado do processo de Diagnóstico Psicopedagógico segundo a Epistemologia Convergente.
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Sobre a ética na atuação psicopedagógica, de acordo com o Código de Ética da Psicopedagogia, analise as afirmativas a seguir.
I- O psicopedagogo deve manter-se atualizado quanto aos conhecimentos científicos e técnicos que tratam do fenômeno da aprendizagem humana, no sentido ontogenético e filogenético.
II- O sigilo profissional com relação aos resultados da avaliação psicopedagógica pode ser flexibilizado quando houver interesse de terceiros que desejam o bem do avaliado.
III- O trabalho psicopedagógico pode ter caráter clínico e institucional, podendo ser preventivo e/ou remediativo.
IV- Aintervenção psicopedagógica deve considerar os aspectos cognitivos, emocionais e sociais do sujeito, valendo-se de métodos e técnicas de usos específicos da Psicologia.
V- Nos estudos de caso e discussões acadêmicas, o psicopedagogo deve garantir a preservação da identidade e do diagnóstico do cliente, respeitando o princípio do sigilo profissional.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Sobre a dimensão cognitiva do(a) aprendente, de acordo com Jean Piaget, analise as afirmativas a seguir.
I- As operações concretas (dos 7 aos 12 anos) permitem que a criança desenvolva a capacidade de resolver problemas lógicos, desde que estejam ligados a situações concretas e observáveis.
II- As operações formais (a partir dos 12 anos) são caracterizadas pelo raciocínio concreto e experimental, impedindo a formulação de hipóteses e a dedução lógica baseada em princípios abstratos.
III- A assimilação é o processo pelo qual o indivíduo incorpora novas informações aos esquemas de conhecimento já existentes, interpretando-as com base no que já sabe.
IV- A equilibração é um mecanismo autorregulador do desenvolvimento cognitivo que busca o equilíbrio entre assimilação e acomodação, permitindo o avanço para níveis mais complexos de pensamento.
V- A fase pré-operatória (dos 2 aos 7 anos) é caracterizada pelo pensamento lógico e reversível, permitindo que a criança compreenda conceitos matemáticos abstratos sem precisar de apoio concreto.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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A teoria de Henri Wallon contribui grandemente com o entendimento sobre as relações afetivas do professor e aluno. Além disso, fornece subsídios que situam a escola como um meio substancial no desenvolvimento dos sujeitos. Logo, os princípios funcionais relacionados ao “[...] estudo das etapas que a criança percorre serão, portanto, os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa” (Wallon, 1968, p. 117). No processo de desenvolvimento, uma característica do pensamento da criança nos primeiros anos de vida é fusão e indistinção entre diferentes elementos da realidade. Esse conceito indica que a criança, inicialmente, percebe o mundo de maneira global e pouco diferenciada, sem estabelecer separações nítidas entre objetos, pessoas e situações. Wallon (1968) afirma que, nesta fase, a criança tende a compreender o ambiente por meio de associações subjetivas, muitas vezes misturando conceitos distintos ou atribuindo significados baseados em experiências imediatas e emocionais. Esse tipo de pensamento, embora pareça confuso para o adulto, é fundamental no processo de desenvolvimento, pois constitui a base para a construção do conhecimento lógico e categorial na fase posterior.
Fonte: WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1968.
Marque a alternativa CORRETA que nomeia a característica do pensamento na infância descrita no texto.
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