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TEXTO 02
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque já está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos. E, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração [...]
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
COLASANTI, Marina. Eu sei mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 9-10
Marque a alternativa em cuja construção linguística NÃO há caso de próclise:
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TEXTO 02
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque já está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos. E, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração [...]
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
COLASANTI, Marina. Eu sei mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 9-10
Em “à medida que se acostuma”, a construção em negrito pode ser substituída, sem alterar o sentido do enunciado, por
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TEXTO 02
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque já está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos. E, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração [...]
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
COLASANTI, Marina. Eu sei mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 9-10
A autora do texto usa reiteradamente a expressão “A gente se acostuma”. Analise as proposições e marque a alternativa correta em relação ao termo “A gente”.
I - Tem como traço categorial a capacidade de fazer referência pessoal.
II - É um sintagma nominal empregado como pronome pessoal.
III - Correspondendo à primeira pessoa do plural (nós) deve fazer-se concordância plural.
Está (ão) CORRETA (s) apenas
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TEXTO 02
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque já está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos. E, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração [...]
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
COLASANTI, Marina. Eu sei mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 9-10
Analise as proposições e marque a alternativa adequada, em relação ao texto.
I - Em razão das ideias recorrentes, o texto não oportuniza que o leitor questione comportamentos tidos como “normais”.
II - O título do texto já aparece definido por uma relação de oposição estabelecida.
III - O uso sintaticamente reiterado de coordenadas no segundo parágrafo leva a crer que tudo passa a ser considerado natural.
Está (ão) CORRETA (s), apenas
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TEXTO 01
Educar na cultura digital
Inclusão digital é colocar computadores nas escolas? É ensinar as pessoas a apertar botões para pagar contas, mandar mensagens, fazer compras sem sair de casa? Com certeza, o significado dessa expressão para a educação é outro, porque quem assume a função social de formar pessoas para levar a sociedade adiante tem de pensar mais alto em termos de profundidade e amplitude. Inclusão digital é uma ideia que requer que revisemos o sentido de educar e de ser educador em nossa época, enquanto o tempo está propício para mudanças.
A vida digital é uma realidade incontestável e irreversível. O cotidiano de um número cada vez maior de pessoas está contido em cada vez mais lugares e hoje se move num emaranhado frenético de informações binárias. Das transações bancárias às compras do mês, das notícias ao monitoramento dos filhos, dos nossos padrões genéticos aos voos das aeronaves, tudo está traduzido em informação e circula pelas conexões infinitas de uma sociedade organicamente conectada pelas vias de uma comunicação veloz e em expansão. [...]
MONTEIRO, Eduardo. In: Revista Pátio. Nº 52. Nov 2009/ Jan 2010, p. 36
Em “Das transações bancárias às compras do mês, das notícias ao monitoramento dos filhos, dos nossos padrões genéticos aos voos das aeronaves”, pode-se afirmar que há uma
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TEXTO 01
Educar na cultura digital
Inclusão digital é colocar computadores nas escolas? É ensinar as pessoas a apertar botões para pagar contas, mandar mensagens, fazer compras sem sair de casa? Com certeza, o significado dessa expressão para a educação é outro, porque quem assume a função social de formar pessoas para levar a sociedade adiante tem de pensar mais alto em termos de profundidade e amplitude. Inclusão digital é uma ideia que requer que revisemos o sentido de educar e de ser educador em nossa época, enquanto o tempo está propício para mudanças.
A vida digital é uma realidade incontestável e irreversível. O cotidiano de um número cada vez maior de pessoas está contido em cada vez mais lugares e hoje se move num emaranhado frenético de informações binárias. Das transações bancárias às compras do mês, das notícias ao monitoramento dos filhos, dos nossos padrões genéticos aos voos das aeronaves, tudo está traduzido em informação e circula pelas conexões infinitas de uma sociedade organicamente conectada pelas vias de uma comunicação veloz e em expansão. [...]
MONTEIRO, Eduardo. In: Revista Pátio. Nº 52. Nov 2009/ Jan 2010, p. 36
A respeito do enunciado “Com certeza, o significado dessa expressão para a educação é outro, porque quem assume a função social de formar pessoas para levar a sociedade adiante tem de pensar mais alto em termos de profundidade e amplitude”, analise as proposições e marque a alternativa adequada em relação aos termos em destaque.
I - A expressão “Com certeza” marca uma relação de conjunção argumentativa, reforçando a ideia para que se efetive a cadeia de sentidos.
II - O termo “porque” introduz uma justificativa ao que foi dito anteriormente.
III - O termo “porque” funciona como elo de coesão por retomada lexical.
Está(ão) CORRETA(s), apenas
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TEXTO 01
Educar na cultura digital
Inclusão digital é colocar computadores nas escolas? É ensinar as pessoas a apertar botões para pagar contas, mandar mensagens, fazer compras sem sair de casa? Com certeza, o significado dessa expressão para a educação é outro, porque quem assume a função social de formar pessoas para levar a sociedade adiante tem de pensar mais alto em termos de profundidade e amplitude. Inclusão digital é uma ideia que requer que revisemos o sentido de educar e de ser educador em nossa época, enquanto o tempo está propício para mudanças.
A vida digital é uma realidade incontestável e irreversível. O cotidiano de um número cada vez maior de pessoas está contido em cada vez mais lugares e hoje se move num emaranhado frenético de informações binárias. Das transações bancárias às compras do mês, das notícias ao monitoramento dos filhos, dos nossos padrões genéticos aos voos das aeronaves, tudo está traduzido em informação e circula pelas conexões infinitas de uma sociedade organicamente conectada pelas vias de uma comunicação veloz e em expansão. [...]
MONTEIRO, Eduardo. In: Revista Pátio. Nº 52. Nov 2009/ Jan 2010, p. 36
O texto pode ser considerado um (a):
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TEXTO 01
Educar na cultura digital
Inclusão digital é colocar computadores nas escolas? É ensinar as pessoas a apertar botões para pagar contas, mandar mensagens, fazer compras sem sair de casa? Com certeza, o significado dessa expressão para a educação é outro, porque quem assume a função social de formar pessoas para levar a sociedade adiante tem de pensar mais alto em termos de profundidade e amplitude. Inclusão digital é uma ideia que requer que revisemos o sentido de educar e de ser educador em nossa época, enquanto o tempo está propício para mudanças.
A vida digital é uma realidade incontestável e irreversível. O cotidiano de um número cada vez maior de pessoas está contido em cada vez mais lugares e hoje se move num emaranhado frenético de informações binárias. Das transações bancárias às compras do mês, das notícias ao monitoramento dos filhos, dos nossos padrões genéticos aos voos das aeronaves, tudo está traduzido em informação e circula pelas conexões infinitas de uma sociedade organicamente conectada pelas vias de uma comunicação veloz e em expansão. [...]
MONTEIRO, Eduardo. In: Revista Pátio. Nº 52. Nov 2009/ Jan 2010, p. 36
Do enunciado “A vida digital é uma realidade incontestável e irreversível”, coloque V para proposição verdadeira e F para falsa.
( ) A vida acontece em um novo tempo em que predomina a técnica e a realidade se torna cada vez menos material e mais virtual.
( ) Podemos dizer que mudou, apenas, a substância da informação (antes escrita em letras com tinta no papel).
( ) Estamos diante de uma forte transformação cultural que mudou saberes, poderes, técnicas e éticas.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA.
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TEXTO 01
Educar na cultura digital
Inclusão digital é colocar computadores nas escolas? É ensinar as pessoas a apertar botões para pagar contas, mandar mensagens, fazer compras sem sair de casa? Com certeza, o significado dessa expressão para a educação é outro, porque quem assume a função social de formar pessoas para levar a sociedade adiante tem de pensar mais alto em termos de profundidade e amplitude. Inclusão digital é uma ideia que requer que revisemos o sentido de educar e de ser educador em nossa época, enquanto o tempo está propício para mudanças.
A vida digital é uma realidade incontestável e irreversível. O cotidiano de um número cada vez maior de pessoas está contido em cada vez mais lugares e hoje se move num emaranhado frenético de informações binárias. Das transações bancárias às compras do mês, das notícias ao monitoramento dos filhos, dos nossos padrões genéticos aos voos das aeronaves, tudo está traduzido em informação e circula pelas conexões infinitas de uma sociedade organicamente conectada pelas vias de uma comunicação veloz e em expansão. [...]
MONTEIRO, Eduardo. In: Revista Pátio. Nº 52. Nov 2009/ Jan 2010, p. 36
O gênero textual acima foi produzido, tomando como princípio norteador:
I - Proposições questionadoras a respeito da inclusão digital.
II - A educação na cultura digital como oportunidade de se rever conceitos e posturas, posicionando-se como sujeitos mutantes.
III - A emergência da cultura digital sem exigir do profissional novas competências pedagógicas e políticas de formação.
Analise as proposições e escolha a alternativa adequada. Está (ão) CORRETA (s), apenas:
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Qual a negação da proposição Algum professor da escola X tem mais de 15 anos de trabalho?
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