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Os impulsos para a aventura marítima não eram apenas comerciais. Há cinco séculos havia continentes mal ou inteiramente desconhecidos, oceanos inteiros ainda não atravessados. As chamadas regiões ignotas concentravam a imaginação dos povos europeus, que ali vislumbravam, conforme o caso, reinos fantásticos, habitantes monstruosos, a sede do paraíso terrestre. Em 1487, quando deixaram Portugal, encarregados em descobrir o caminho terrestre para as Índias, Afonso de Paiva e Pêro de Covilhã, exploradores portugueses, levaram instruções expressas de Dom João lll para localizar o reino do Preste João. Os sonhos associados à aventura marítima não devem ser encarados como fantasias desprezíveis, encobrindo o interesse material. Mas não há dúvida de que este último prevaleceu, sobretudo, quando os contornos do mundo foram sendo cada vez mais conhecidos e questões práticas da colonização entraram na ordem do dia.
(FAUSTO. B, 1995. p. 11. Adaptado.)
Em relação à ocupação da América pelos europeus, mais especificamente no caso dos lusitanos, a intensificação da presença de outros estrangeiros em terras portuguesas na América coincidiu com:
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O dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, em suas memoráveis crônicas futebolísticas, referiu-se inúmeras vezes ao complexo de inferioridade do brasileiro em relação às outras nacionalidades, particularmente aos naturais de países europeus. Segundo ele, o brasileiro sofria de “complexo de vira-latas”, ou era um “narciso às avessas", posto que cuspia em sua própria imagem. Na sua opinião, o complexo de vira-latas só deixou de existir 3/4 ao menos no universo do futebol, 3/4 após a nossa primeira conquista de uma Copa do Mundo, na Suécia, em 1958.
(IANNI, Otávio, 1975.)
O sentimento difuso de inferioridade existente na sociedade muitas vezes se expressa em estudos sobre o Brasil. Um dos exemplos conhecidos é o da literatura que sustenta que a política brasileira entre 1946 e 1964 se caracterizou pelo populismo. Esse fenômeno, o populismo, que caracterizou também outros países da América:
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Há um duplo sentido na função social do professor. Em primeiro plano, considera-se fundamental o reconhecimento de seu papel com a valorização da carreira do magistério. Noutra perspectiva, nota-se a relevância do modo como o professor imprime ao seu trabalho, no espaço escolar, uma direção ética e política, ao se defrontar com a diversidade de saberes e de culturas. Essa direção deve ter como parâmetro uma ação que identifique e valorize as diferenças, que mantenha relações com a rede de construções sociais e históricas, considerando o saber trazido pelos alunos, dando espaço à capacidade criativa, buscando reconstruir com eles um quadro coletivo de referências que expresse a diversidade de marcas pessoais, culturais, éticas e políticas.
(Disponível em: uol.com.br. A Função Social do Professor – Brasil Escola.)
Atualmente a, sala de aula, bem, como espaços de investigação, produção e disseminação do conhecimento possibilitam ao professor conhecer, refletir e entender os processos individuais e dinâmicos da aprendizagem de seus alunos, suscitando sempre novos questionamentos, favorecendo, assim, a revisão das conclusões iniciais, a partir de novas observações e do trabalho com o conhecimento já produzido na área. Desse modo, a prática de um professor, mais especificamente de um professor de história:
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Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, morre aos 93 anos. A dona de casa empreendeu uma luta atrás dos dois filhos e uma nora desaparecidos durante a ditadura militar argentina e se tornou uma das mais emblemáticas ativistas pelos direitos humanos. A morte foi confirmada pela família e suas cinzas serão jogadas na Praça de Maio, onde se reunia todas as quintas-feiras com outras mães e avós que buscavam seus filhos e netos sequestrados pela ditadura.
(Líder das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini morre aos 93 anos. Tribuna on-line.)
Por inúmeras quintas-feiras, as Mães da Praça de Maio circularam a Pirâmide de Maio, monumento erguido em 1811 para celebrar a luta pela independência da Argentina. Como em quase todos os países da América do Sul, a Argentina viveu uma ditadura militar, que:
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Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões de tradições milenares: todos esses termos caracterizam o papel dos Griots, que na África Antiga eram responsáveis por firmar transações comerciais entre impérios e comunidades e passar aos jovens ensinamentos culturais, sendo hoje em dia a prova viva da força da tradição oral entre os povos africanos. Nesse sentido, os Griots são os guardiões da palavra, responsáveis por transmitir os mitos, as técnicas e as tradições de geração para geração. Até os dias de hoje os Griots seguem em seu papel de guardiões da tradição, estando presentes em muitos lugares da África Ocidental, incluindo Mali; Gâmbia; Guiné; e, Senegal; e entre os povos Fula; Hausá; Woolog; Dagomba; e, entre os árabes da Mauritânia
(Disponível em: Griots: Os contadores de histórias da África Antiga. uol.com.br. Adaptado.)
O exemplo dos Griots traz à baila uma complexa e antiga discussão: a importância e a validade da história oral como fonte histórica. O historiador deve inicialmente compreender o modo de pensar de uma sociedade antes de interpretála. Ao se tratar de uma tradição oral, deve-se entender que nem todas as pessoas podem fazer ou narrar a tradição, havendo diferentes tipos de narradores. Há, também, outros cuidados importantes ao se trabalhar com a história oral, tais como:
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A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.
(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)
Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente:
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A internet é caracterizada por alguns elementos que podem ser perigosos ao historiador: o número excessivo de informações em alguns casos; possibilidade de falsificação de discursos (plágios acadêmicos, inclusive); e, também o risco de uma fonte desaparecer do dia para a noite (sites podem ser apagados tanto por iniciativa dos próprios webmasters – criadores de páginas – ou mesmo por decisão judicial, passando, também, por ataque de hackers ou pane nos sistemas onde estão hospedados os arquivos das páginas.
(CALDEIRA e NETO, 2009, p. 3.)
Os questionamentos sobre as fontes históricas existem e continuarão a existir. Cabe ao historiador uma análise minuciosa da fonte utilizada, visando reduzir as chances de erro. Uma questão importante em referência ao tratamento de fontes digitais é compreender o alargamento da categoria de documento. Em relação às fontes históricas, assinale a afirmativa correta.
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O historiador Eric Hobsbawm é um dos estudiosos do conceito de nação e de nacionalismo. Para ele, o conceito de nação ultrapassa o discurso político e, para ser compreendido, é necessário que se vejam as relações sociais, tecnológicas e culturais que permitem a criação de aspectos legitimadores de uma unidade política, social e cultural: “Como a maioria dos estudiosos rigorosos, não considero a ‘nação’ como uma entidade social originária ou imutável. A ‘nação’ pertence, exclusivamente, a um período particular e historicamente recente. A ‘questão nacional’ está situada na interseção da política, da tecnologia e da transformação social. As ações existem não apenas como funções de um tipo particular de Estado territorial ou da aspiração em assim se estabelecer, como também no contexto de um estágio particular de desenvolvimento econômico e tecnológico”.
(HOBSBAWM, E., 2002 p. 10-20. Adaptado.)
No caso da formação dos Estados Nacionais da América, tendo em vista os aspectos mais genéricos e algumas peculiaridades, assinale a afirmativa correta.
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A década de 1990 marcou o auge do processo de privatização no Brasil. Entende-se por privatização o processo de transferência de órgãos ou empresas estatais (pertencentes ao Estado, portanto, públicos) para a iniciativa privada por meio da realização de vendas, que costumam ser instrumentalizadas a partir de leilões públicos. Diferentemente do que muitos imaginam, esse processo é considerado comum, ocorrendo de forma menos intensa no Brasil desde a década de 1980. No entanto, podemos dizer que o Brasil ingressou, de fato, na era das privatizações a partir dos anos 1990, com destaque para o Governo FHC. Ao todo, foram privatizadas mais de 100 empresas, que, até 2005, geraram uma receita de 95 bilhões de dólares, o que, corrigindo para valores de 2013, equivale a 143 bilhões de dólares.
(Privatização no Brasil: descomplicando um tema econômico polêmico! Politize!)
Na atualidade, em relação especificamente à questão das privatizações no Brasil, assinale a afirmativa correta.
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O professor e o processo de constituição do leitor crítico
A leitura é uma ponte entre o conhecimento sistematizado e o mundo real.
(CATARINO, 2015.)
Iniciamos esta apresentação com a citação de Catarino, na tentativa de valorar a leitura como forma de sistematização da percepção consciente da realidade, uma vez que o leitor, ao ler, imprime seu protagonismo, dando pessoalidade ao que lê, mesmo que não faça nenhum julgamento de valor.
A leitura é um aspecto importante para o indivíduo leitor, daí as dificuldades com a prática de leitura serem das questões mais discutidas no âmbito escolar. O ensino da prática de leitura contribui para a formação de um leitor social e crítico, influenciando no processo de desenvolvimento e entendimento de mundo, pois abrange várias dimensões no processo educativo e ajuda na compreensão crítica, facilitando, assim, a prática diária de interação e de relacionamento com o outro. Por toda essa importância é que se faz fundamental que a escola dê a mesma importância à leitura que dá à gramática, à ortografia e a outros aspectos linguísticos.
Ler ultrapassa ações meramente educativas; ler deve ser uma prática prazerosa, deleitosa, que produza significado e sentido para o aluno/leitor. Para tanto, na escola a leitura deve ter um propósito definido, um objetivo a ser alcançado, para que o aluno, a partir dessas atividades, possa ver o mundo à sua volta em sua magnitude, diferente, vislumbrando o futuro em seu protagonismo. Assim, para que a atividade de leitura em sala de aula tenha sucesso, faz-se relevante a utilização de um amplo universo textual, ou seja, diversos tipos de texto e situações diversificadas que veiculam socialmente.
No cotidiano escolar, a leitura deve se desenvolver de forma crítica, ativa e criativa. No entanto, provocar no aluno o desejo pela leitura não é um papel tão simples [...].
A leitura é indispensável para a vivência e a compreensão do mundo e da sociedade; mesmo assim, parece ser algo ao qual as pessoas não se habituam [...].
A leitura é capaz de conectar diversos mundos e ideias e, uma vez amiudada e íntima, promove a criação de laços com o universo da escrita, facilitando o processo de alfabetização e os avanços de outras disciplinas, já que o livro didático é ainda o principal suporte para a aprendizagem na escola.
(SOARES, Maria Vilani; LIMA, Marília Pereira; MOURA, Rafael Ferro; CARVALHO, Cláudio Rêgo de; CARVALHO, Sângela Medeiros de Lima. O professor e o processo de constituição do leitor crítico. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 22, nº 39, 18 de outubro de 2022. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/22/39/o-professor-e-o-processo-de-constituicao-do-leitor-critico. Adaptado.)
Pode ser classificado com a função de sujeito da oração o termo destacado em:
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