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Assinale a alternativa que melhor completa as lacunas abaixo:
I. Ali ______ um dialeto local.
II. Ninguém ___ o ocorrido?
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LEIA O TEXTO
Passado mais de um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de
direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O
acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e a informações
confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da
empresa Samarco.
O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros
trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do rio Doce, mas revelou, de
forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça
social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e
ecossistemas.
Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Os governos
federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a
Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de
minimização dos impactos e indenização. O Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais
declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e da BHP caso a Samarco não garanta
ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados. Tudo isso sem contar o risco
de extinção de espécies de peixes do Rio Doce.
Essas e outras iniciativas são cruciais, mas ainda há muito por fazer. Faltam informações
precisas sobre a extensão dos danos ao meio ambiente e à saúde, os custos de reconstrução
das comunidades atingidas e as perspectivas de despoluição e recuperação da fauna e flora
locais. Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a
população atingida –índios e comunidades ribeirinhas necessitam de especial atenção.
Existem centenas de barragens e sítios de mineração em operação em quase todos os Estados
brasileiros. A segurança das comunidades e do meio ambiente no entorno desses
empreendimentos deve ser prioridade para governos de todas as esferas, com o
monitoramento e implementação das premissas do licenciamento pelas empresas
responsáveis. O trágico desastre de Minas Gerais e as simultâneas ameaças de fragilização da
regulação ambiental são um alerta sobre os riscos do atual padrão de desenvolvimento. A
sociedade brasileira precisa se mobilizar e debater a plena garantia de direitos econômicos,
sociais, culturais e ambientais frente a um modelo extrativista que promove tantos danos e
ameaças à vida.
(Adaptado de Fátima Mello– Extraído de UOL em 05/12/2015)
Analise a charge abaixo:

Relacionado a charge com o texto das questões anteriores podemos dizer que a frase que melhor relaciona os dois é:
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LEIA O TEXTO
Passado mais de um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de
direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O
acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e a informações
confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da
empresa Samarco.
O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros
trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do rio Doce, mas revelou, de
forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça
social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e
ecossistemas.
Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Os governos
federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a
Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de
minimização dos impactos e indenização. O Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais
declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e da BHP caso a Samarco não garanta
ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados. Tudo isso sem contar o risco
de extinção de espécies de peixes do Rio Doce.
Essas e outras iniciativas são cruciais, mas ainda há muito por fazer. Faltam informações
precisas sobre a extensão dos danos ao meio ambiente e à saúde, os custos de reconstrução
das comunidades atingidas e as perspectivas de despoluição e recuperação da fauna e flora
locais. Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a
população atingida –índios e comunidades ribeirinhas necessitam de especial atenção.
Existem centenas de barragens e sítios de mineração em operação em quase todos os Estados
brasileiros. A segurança das comunidades e do meio ambiente no entorno desses
empreendimentos deve ser prioridade para governos de todas as esferas, com o
monitoramento e implementação das premissas do licenciamento pelas empresas
responsáveis. O trágico desastre de Minas Gerais e as simultâneas ameaças de fragilização da
regulação ambiental são um alerta sobre os riscos do atual padrão de desenvolvimento. A
sociedade brasileira precisa se mobilizar e debater a plena garantia de direitos econômicos,
sociais, culturais e ambientais frente a um modelo extrativista que promove tantos danos e
ameaças à vida.
(Adaptado de Fátima Mello– Extraído de UOL em 05/12/2015)
Analise a charge abaixo:

Sabendo que a Charge é um desenho humorístico, com ou sem legenda ou balão, geralmente veiculado pela imprensa e tendo por tema algum acontecimento atual, com o objetivo de satirizar e / ou criticar. Podemos dizer que o tema criticado na charge é:
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Passado mais de um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de
direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O
acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e a informações
confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da
empresa Samarco.
O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros
trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do rio Doce, mas revelou, de
forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça
social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e
ecossistemas.
Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Os governos
federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a
Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de
minimização dos impactos e indenização. O Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais
declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e da BHP caso a Samarco não garanta
ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados. Tudo isso sem contar o risco
de extinção de espécies de peixes do Rio Doce.
Essas e outras iniciativas são cruciais, mas ainda há muito por fazer. Faltam informações
precisas sobre a extensão dos danos ao meio ambiente e à saúde, os custos de reconstrução
das comunidades atingidas e as perspectivas de despoluição e recuperação da fauna e flora
locais. Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a
população atingida –índios e comunidades ribeirinhas necessitam de especial atenção.
Existem centenas de barragens e sítios de mineração em operação em quase todos os Estados
brasileiros. A segurança das comunidades e do meio ambiente no entorno desses
empreendimentos deve ser prioridade para governos de todas as esferas, com o
monitoramento e implementação das premissas do licenciamento pelas empresas
responsáveis. O trágico desastre de Minas Gerais e as simultâneas ameaças de fragilização da
regulação ambiental são um alerta sobre os riscos do atual padrão de desenvolvimento. A
sociedade brasileira precisa se mobilizar e debater a plena garantia de direitos econômicos,
sociais, culturais e ambientais frente a um modelo extrativista que promove tantos danos e
ameaças à vida.
(Adaptado de Fátima Mello– Extraído de UOL em 05/12/2015)
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Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus
da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas
raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões
da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que
a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo
digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.
Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em
políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.
O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo
complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada
pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica
e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado
por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos
infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse
senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram
biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam
ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,
definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse
verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.
A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não
precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.
Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à
proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou
no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de
câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não
ocorreram outros casos desconhecidos.
Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da
investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências
humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade
e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal
motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas
espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por
exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.
Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.
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Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus
da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas
raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões
da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que
a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo
digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.
Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em
políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.
O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo
complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada
pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica
e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado
por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos
infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse
senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram
biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam
ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,
definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse
verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.
A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não
precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.
Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à
proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou
no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de
câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não
ocorreram outros casos desconhecidos.
Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da
investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências
humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade
e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal
motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas
espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por
exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.
Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.
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- Sintaxe
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus
da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas
raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões
da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que
a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo
digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.
Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em
políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.
O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo
complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada
pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica
e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado
por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos
infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse
senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram
biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam
ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,
definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse
verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.
A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não
precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.
Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à
proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou
no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de
câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não
ocorreram outros casos desconhecidos.
Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da
investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências
humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade
e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal
motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas
espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por
exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.
Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.
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