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Foram encontradas 50 questões.

856373 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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Observe as frases abaixo e assinale a única CORRETA:
 

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856371 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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Com relação ao uso correto da crase, assinale a alternativa em que ela é facultativa.
 

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856370 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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Assinale a alternativa que melhor completa as lacunas abaixo:

I. Ali ______ um dialeto local.

II. Ninguém ___ o ocorrido?

 

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856369 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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Assinale a alternativa que possui um erro de concordância verbal:
 

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856368 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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LEIA O TEXTO

Passado mais de um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de

direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O

acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e a informações

confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da

empresa Samarco.

O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros

trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do rio Doce, mas revelou, de

forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça

social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e

ecossistemas.

Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Os governos

federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a

Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de

minimização dos impactos e indenização. O Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais

declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e da BHP caso a Samarco não garanta

ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados. Tudo isso sem contar o risco

de extinção de espécies de peixes do Rio Doce.

Essas e outras iniciativas são cruciais, mas ainda há muito por fazer. Faltam informações

precisas sobre a extensão dos danos ao meio ambiente e à saúde, os custos de reconstrução

das comunidades atingidas e as perspectivas de despoluição e recuperação da fauna e flora

locais. Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a

população atingida –índios e comunidades ribeirinhas necessitam de especial atenção.

Existem centenas de barragens e sítios de mineração em operação em quase todos os Estados

brasileiros. A segurança das comunidades e do meio ambiente no entorno desses

empreendimentos deve ser prioridade para governos de todas as esferas, com o

monitoramento e implementação das premissas do licenciamento pelas empresas

responsáveis. O trágico desastre de Minas Gerais e as simultâneas ameaças de fragilização da

regulação ambiental são um alerta sobre os riscos do atual padrão de desenvolvimento. A

sociedade brasileira precisa se mobilizar e debater a plena garantia de direitos econômicos,

sociais, culturais e ambientais frente a um modelo extrativista que promove tantos danos e

ameaças à vida.

(Adaptado de Fátima Mello– Extraído de UOL em 05/12/2015)

Analise a charge abaixo:

enunciado 856368-2

Relacionado a charge com o texto das questões anteriores podemos dizer que a frase que melhor relaciona os dois é:

 

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856367 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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LEIA O TEXTO

Passado mais de um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de

direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O

acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e a informações

confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da

empresa Samarco.

O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros

trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do rio Doce, mas revelou, de

forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça

social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e

ecossistemas.

Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Os governos

federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a

Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de

minimização dos impactos e indenização. O Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais

declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e da BHP caso a Samarco não garanta

ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados. Tudo isso sem contar o risco

de extinção de espécies de peixes do Rio Doce.

Essas e outras iniciativas são cruciais, mas ainda há muito por fazer. Faltam informações

precisas sobre a extensão dos danos ao meio ambiente e à saúde, os custos de reconstrução

das comunidades atingidas e as perspectivas de despoluição e recuperação da fauna e flora

locais. Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a

população atingida –índios e comunidades ribeirinhas necessitam de especial atenção.

Existem centenas de barragens e sítios de mineração em operação em quase todos os Estados

brasileiros. A segurança das comunidades e do meio ambiente no entorno desses

empreendimentos deve ser prioridade para governos de todas as esferas, com o

monitoramento e implementação das premissas do licenciamento pelas empresas

responsáveis. O trágico desastre de Minas Gerais e as simultâneas ameaças de fragilização da

regulação ambiental são um alerta sobre os riscos do atual padrão de desenvolvimento. A

sociedade brasileira precisa se mobilizar e debater a plena garantia de direitos econômicos,

sociais, culturais e ambientais frente a um modelo extrativista que promove tantos danos e

ameaças à vida.

(Adaptado de Fátima Mello– Extraído de UOL em 05/12/2015)

Analise a charge abaixo:

enunciado 856367-2

Sabendo que a Charge é um desenho humorístico, com ou sem legenda ou balão, geralmente veiculado pela imprensa e tendo por tema algum acontecimento atual, com o objetivo de satirizar e / ou criticar. Podemos dizer que o tema criticado na charge é:

 

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856366 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
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LEIA O TEXTO

Passado mais de um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de

direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O

acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e a informações

confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da

empresa Samarco.

O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros

trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do rio Doce, mas revelou, de

forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça

social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e

ecossistemas.

Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Os governos

federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a

Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de

minimização dos impactos e indenização. O Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais

declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e da BHP caso a Samarco não garanta

ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados. Tudo isso sem contar o risco

de extinção de espécies de peixes do Rio Doce.

Essas e outras iniciativas são cruciais, mas ainda há muito por fazer. Faltam informações

precisas sobre a extensão dos danos ao meio ambiente e à saúde, os custos de reconstrução

das comunidades atingidas e as perspectivas de despoluição e recuperação da fauna e flora

locais. Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a

população atingida –índios e comunidades ribeirinhas necessitam de especial atenção.

Existem centenas de barragens e sítios de mineração em operação em quase todos os Estados

brasileiros. A segurança das comunidades e do meio ambiente no entorno desses

empreendimentos deve ser prioridade para governos de todas as esferas, com o

monitoramento e implementação das premissas do licenciamento pelas empresas

responsáveis. O trágico desastre de Minas Gerais e as simultâneas ameaças de fragilização da

regulação ambiental são um alerta sobre os riscos do atual padrão de desenvolvimento. A

sociedade brasileira precisa se mobilizar e debater a plena garantia de direitos econômicos,

sociais, culturais e ambientais frente a um modelo extrativista que promove tantos danos e

ameaças à vida.

(Adaptado de Fátima Mello– Extraído de UOL em 05/12/2015)

Na oração: “Também não há garantias de moradia adequada e água limpa e potável para a população atingida” (linhas 21 e 22), o sujeito é:
 

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856365 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Na frase retirada do texto “As dimensões da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram.” apresenta exatamente um:
 

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Questão presente nas seguintes provas
856364 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Em relação às funções sintáticas de sujeito e predicado e seus termos, assinale a opção CORRETA:
 

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856362 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Nova Olinda-CE
(Texto 01)


Grande parte do progresso na imunologia veio quando fomos obrigados a lidar com os vírus

da imunodeficiência humana (HIV) infecções que eram conhecidas apenas como absolutas

raridades ficaram mais frequentes, tornaram-se mais bem avaliadas e tratadas. As dimensões

da variedade sexual humana nas nossas sociedades se revelaram. Um cientista social disse que

a infecção pelo HIV funcionou como revelador fotográfico – ainda existe isso ou é tudo

digital? – mostrando aspectos sociais e comportamentais que antes estavam ignorados.

Desconhecidos, não, pois sabia-se que existiam, mas não eram discutidos ou considerados em

políticas públicas. A aids obrigou que o fossem.

O maior avanço, na nossa opinião, refere-se aos conhecimentos em imunidade celular, algo

complexo e cujos detalhes foram bem esmiuçados com o estímulo da doença desencadeada

pelo HIV. Até hoje aparecem novidades nesse setor. A última parece coisa de ficção científica

e foi recentemente publicada no New England Journal of Medicine. Um cidadão contaminado

por HIV desenvolveu um tumor maligno. Até aí, nada novo, é conhecida a propensão dos

infectados a cânceres – mais a linfomas e a sarcoma de Kaposi, mas também a outros. Esse

senhor tinha nódulos malignos no pulmão e gânglios cervicais. Os gânglios e o pulmão foram

biopsiados e evidenciaram um tumor estranho, de células muito pequenas e que se fundiam

ocasionalmente. Após uma investigação completa, incluindo análise do DNA do tumor,

definiu-se que ele não era de origem humana, e sim de um parasita, Hymenolepis nana. Esse

verme em geral não causa sintomas no ser humano, que não é seu hospedeiro habitual.

A Hymenolepis é tênia de rato. Ao contrário das demais que acometem os humanos, ela não

precisa de hospedeiro intermediário para completar seu ciclo, podendo levar à autoinfestação.

Quem identificou esse caso único imagina que a falta de resposta imune tenha levado à

proliferação do parasita no hospedeiro e uma dessas tênias teve um câncer que se disseminou

no indivíduo, mais uma vez por absoluta falta de resposta imune. É a primeira descrição de

câncer de parasita se desenvolvendo em hospedeiro humano. A gente pergunta se não

ocorreram outros casos desconhecidos.

Seria longa a enumeração dos meandros imunológicos descobertos como subproduto da

investigação da fisiopatologia da aids. Também se aprendeu bastante no âmbito das ciências

humanas. A aids levou a espécie humana a mostrar o que tem de melhor, como solidariedade

e cuidado no tratamento de seus doentes e o que tem de pior: a discriminação, o pânico mal

motivado, a vigarice. Ainda há, pasmem, malandros que acreditam na cura via medidas

espirituais, de diferentes origens. A aids levou governos a políticas esclarecidas e o Brasil, por

exceção à sua História, foi um dos mais lúcidos em ações públicas referentes a essa doença.

Adaptado de O Estado em 30 de novembro de 2015.



Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a opção CORRETA:
 

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