Foram encontradas 75 questões.
Leia o texto e responda a pergunta.
Como nasceram as estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no
mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios
olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro
estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela
do nascimento das estrelas. Era uma vez, no mês de
janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam,
guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma:
deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida?
Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem
todos o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto
para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O
seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um
gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e
embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíam
de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre
procurando milho porque a fome era daquelas que as
faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam
espigazinhas murchas e sem graça. — Vamos voltar e
trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios
as crianças.) Curumim dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as
coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta
— eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias
maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os
garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães
voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo
de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de
bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das
mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam
esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os
dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da
avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os
colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu.
Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os
filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas,
subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a
gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam
voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados
em gordas estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as
estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos
de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.
E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca.
(Texto retirado de: https://claricelispector.blogspot.com/2009/02/janeirocomo-nasceram-as-estrelas.html)
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Como nasceram as estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no
mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios
olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro
estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela
do nascimento das estrelas. Era uma vez, no mês de
janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam,
guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma:
deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida?
Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem
todos o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto
para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O
seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um
gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e
embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíam
de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre
procurando milho porque a fome era daquelas que as
faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam
espigazinhas murchas e sem graça. — Vamos voltar e
trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios
as crianças.) Curumim dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as
coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta
— eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias
maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os
garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães
voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo
de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de
bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das
mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam
esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os
dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da
avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os
colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu.
Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os
filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas,
subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a
gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam
voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados
em gordas estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as
estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos
de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.
E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca.
(Texto retirado de: https://claricelispector.blogspot.com/2009/02/janeirocomo-nasceram-as-estrelas.html)
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Sobre a utilização do acento grave indicativo de
crase, indique a alternativa INCORRETA.
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- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Pessoa
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo

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De acordo com as regras de colocação pronominal
da norma culta, assinale a alternativa INCORRETA.
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Antes de existir qualquer casa, cavou-se o
cemitério ao sopé da colina, na margem esquerda do rio.
As primeiras pedras serviram para marcar as covas rasas
nas quais foram enterrados os cadáveres no fim da
manhã, hora do meio-dia, quando finalmente o coronel
Elias Daltro apareceu cavalgando à frente de alguns
poucos capangas — quatro gatos pingados, os que
haviam permanecido na fazenda — e se deu conta da
extensão do desastre. Não ficara um cabra sequer para
contar a história.
O coronel contemplou os corpos
ensanguentados. Berilo morrera com o revólver na mão,
não tivera ensejo de atirar: a bala arrancara-lhe o tampo
da cabeça, o coronel desviou a vista. Compreendeu que
aquela carnificina significava o fim, já não tinha meios para
prosseguir. Trancou a aflição dentro do peito, não deu
mostras, não deixou que os demais percebessem. Elevou
a voz de comando, ditou ordens.
Apesar do temporal — chuva de açoite, nuvens
negras, trovões espoucando na mata —, alguns urubus,
atraídos pelo sangue e pelas vísceras expostas,
sobrevoaram os homens ocupados no transporte dos
corpos e na abertura das covas.
Depressa, antes que a fedentina aumente.
(Trecho retirado de AMADO, Jorge. Tocaia Grande: A face obscura. Rio
de Janeiro: Record, 1985)
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Na oração “O livro será escrito por vários poetas”, é
CORRETO afirmar que a voz verbal trata-se de:
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Escolha a alternativa que completa, corretamente, o
seguinte trecho: “____ moça esperava por esse
momento ____ muito tempo. Poderia, finalmente,
conhecer aquela cidade histórica localizada ____
margens do oceano, ____ milhares de quilômetros de
sua cidade natal.”
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Como nasceram as estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no
mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios
olhavam de noite para o céu escuro — e bem escuro
estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela
do nascimento das estrelas. Era uma vez, no mês de
janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam,
guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma:
deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida?
Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem
todos o que comer.
Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto
para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O
seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um
gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e
embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíam
de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre
procurando milho porque a fome era daquelas que as
faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam
espigazinhas murchas e sem graça. — Vamos voltar e
trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios
as crianças.) Curumim dá sorte.
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as
coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta
— eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias
maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os
garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães
voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo
de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de
bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das
mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam
esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os
dois contariam tudo. Mas — e se as mães dessem falta da
avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os
colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu.
Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os
filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas,
subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a
gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam
voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados
em gordas estrelas brilhantes.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as
estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos
de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.
E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca.
(Texto retirado de: https://claricelispector.blogspot.com/2009/02/janeirocomo-nasceram-as-estrelas.html)
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“Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e
batendo os grandes pentes do tear para frente e para
trás, a moça passava os seus dias.”
No trecho do conto, acima, o termo “e” é classificado como:
No trecho do conto, acima, o termo “e” é classificado como:
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