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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição para a voz passiva do trecho: “O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis” retirado do texto.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Considerando o emprego correto do locativo “onde”, assinale a alternativa que apresenta palavra que possa substituí-lo corretamente.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
De acordo com texto, assinale a alternativa que contempla uma proposta com a qual Sorkin concorda sem restrições.
 

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Quando era menino, o arquiteto americano Michael Sorkin sonhava com Brasília. Ele nasceu em Washington, em 1948, e cresceu na mesma época em que os prédios curvilíneos de Oscar Niemeyer e as superquadras de Lúcio Costa tomavam forma no meio do cerrado goiano. Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, Sorkin era, em suas palavras, “um modernista convicto de 12 anos, otimista e utópico”. Ele acreditava nas promessas da arquitetura modernista, que associava a racionalidade das linhas retas e a transparência dos vidros à democracia e prometia ajudar a construir, com muito concreto, um futuro mais justo e igualitário. “Depois, percebi como era burro o sistema de mobilidade urbana de Brasília, que uma superquadra não é uma vizinhança e que havia uma cidade paralela, além do Plano Piloto, onde morariam os trabalhadores pobres”, contou a ÉPOCA, de seu escritório nova-iorquino, no sábado 24, dias antes de embarcar para o Brasil. Em São Paulo, Sorkin participou do seminário São Paulo: Evolução Radical , no Insper, uma universidade privada.
Sorkin visitou São Paulo em 1987 e ainda se lembra dos helicópteros sobrevoando a cidade congestionada e dos prédios de Niemeyer e Lina Bo Bardi. Aproveitou para esticar a viagem até Brasília, onde, no lobby do hotel, encontrou o filósofo americano Marshall Berman (1940-2013), um dos críticos mais mordazes da arquitetura brasiliense. “Viajei com Zaha Hadid (arquiteta iraquiano-britânica, que se tornaria uma referência antes de morrer, em 2016), e, quando chegamos ao hotel, colocamos nossos passaportes e outros pertences num cofre e tivemos de assinar um livro. Vi que o nome acima do meu era o de Marshall. Olhei a minha volta e lá estava ele, com sua aparência inconfundível.” O filósofo ostentava cabeleira e barba indomáveis, como um leão marxista. Berman considerava Brasília autoritária e um mau exemplo de modernismo, uma cidade construída para impedir que as pessoas caminhassem e se encontrassem. Sorkin concorda com Berman, mas sua avaliação da arquitetura brasileira é um pouco mais generosa. “Minha formação como arquiteto aconteceu na era dourada da arquitetura brasileira, quando vocês tinham Niemeyer, Lina Bo Bardi, Roberto Burle Marx. Era uma arquitetura fluida, muito exuberante e sensual. O Brasil deixou uma marca fantástica no modernismo.”
Assim como Niemeyer, Sorkin também projeta cidades do zero — desenhou uma para 300 mil habitantes na China. Ele mantém um escritório de arquitetura em Nova York, o Michael Sorkin Studio, com filiais em Xangai e Xian. Em 2005, fundou o Terreform — Center for Advanced Urban Research, uma organização sem fins lucrativos que investiga soluções para os desafios urbanísticos atuais. Sorkin se propôs a pensar como uma metrópole como Nova York pode ter uma vida comunitária vibrante e ser autossuficiente sem precisar depender tanto do governo ou da iniciativa privada. Aliás, Sorkin é bastante crítico da aliança entre o Estado e as empresas, as parcerias público privadas — “elas tendem a reafirmar a desigualdade em vez de resolvê-la”. Ele critica, por exemplo, os incentivos da prefeitura de Nova York à construção civil. A prefeitura permite que as empreiteiras driblem a lei de zoneamento da cidade e construam prédios mais altos desde que reservem alguns apartamentos para a habitação popular. “Esse tipo de política é um cavalo de Troia da gentrificação”, afirmou, sugerindo que, mais cedo ou mais tarde, as famílias de baixa renda não terão condições de arcar com o aluguel.
Sorkin também desconfia das “cidades inteligentes”, que prometem amenizar os problemas urbanísticos com novas tecnologias, algoritmos e dados. “O uso da tecnologia para aliviar os congestionamentos e buscar fontes de energia renováveis é benéfico, mas precisamos tomar cuidado com ideias corporativas de monetizar tudo na cidade e introduzir regimes de vigilância. Em vez de ‘cidades inteligentes’, prefiro pensar em ‘cidades sábias’, na sabedoria que emerge da comunidade”, disse. “Muitos acham que a tecnologia vai nos salvar. Eu acho que a tecnologia é muito útil, mas que a melhor solução é a democracia.”
Além de arquiteto, professor universitário e autor de livros, Sorkin também é crítico de arquitetura. Em suas resenhas, ele se esforçava para, como os modernistas, juntar arte e política, pôr na balança a beleza e o impacto social de um prédio. “Olhar somente o aspecto estético da criação arquitetônica é impossível, exige uma miopia artificial”, explicou. “Não podemos ignorar questões que estão embutidas em cada trabalho de arquitetura: a origem do dinheiro, o gasto de energia, os efeitos do prédio no mercado imobiliário da região, a segurança dos moradores e vizinhos. Se escrever só sobre as proporções do prédio ou a beleza da fachada, você não está vendo o todo.” Talvez por isso que Sorkin recomende aos arquitetos ler Política e Poética de Aristóteles, conhecer os cálculos de Antoni Gaudí para projetar a Sagrada Família — a catedral em Barcelona — e estudar o Coeficiente de Gini, um índice usado para medir a desigualdade de distribuição de renda.
(Ruan de Sousa Gabriel – 08/12/2018 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação)
Analise as assertivas a seguir de acordo com o texto:
I. Sorkin sempre foi entusiasta da arquitetura modernista e sempre avaliou o projeto da capital brasileira como algo de vanguarda e democrático.
II. Para o filósofo americano, Marshall Berman, Brasília não é uma cidade que privilegie os encontros humanos.
III. Para Sorkin, o trabalho do arquiteto extrapola os limites das projeções numéricas e do trabalho meramente técnico.
Quais estão corretas?
 

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1929182 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas assertivas abaixo de acordo com o pensamento de Pileti sobre aprendizagem, prática docente e aluno.
( ) Interação social entende-se como o processo de influências mútuas que as pessoas exercem entre si, logo, em uma sala de aula, o professor exerce influência sobre os alunos e estes sobre o professor e colegas.
( ) Na verdade, nem toda a pessoa tem um potencial muito grande de aprendizagem e cabe ao professor perceber esse fato.
( ) Na escola, a ordem e a disciplina exageradas não são consideradas como obstáculos para a manifestação da criatividade da criança.
( ) O trabalho do professor é muito mais útil quando ele responde perguntas ou trabalha com assuntos do interesse dos alunos do que quando dá uma aula expositiva cujo assunto não interessa aos alunos.
( ) Um dos fatores que favorecem a retenção e a incorporação da aprendizagem são as revisões periódicas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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1929181 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
Charlot (2005) nos remete à ideia de que a educação é um movimento de humanização, socialização e subjetivação. Nesse sentido, segundo o autor, a educação é o:
I. Ingresso no universo dos símbolos, dos signos e da construção do sentido.
II. Acesso a uma cultura específica.
III. Movimento de construção de si mesmo.
Quais estão corretas?
 

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1929180 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
A aprendizagem baseada em projetos é uma das maneiras mais eficazes de envolver os alunos na construção do processo da aprendizagem porque, conforme Bender (2014):
I. Aumenta a motivação para aprender.
II. Esse tipo de aprendizagem força os alunos a trabalharem em equipes cooperativas.
III. Disponibiliza ao professor a oportunidade para selecionar e escolher o tema do projeto, entre os sugeridos pelos alunos.
Quais estão corretas?
 

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1929179 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
As pessoas com deficiências, no início do século XX, geralmente eram internadas em instituições assistenciais, onde recebiam comida e abrigo, e, em instituições melhores, recebiam também atendimento psiquiátrico e/ou clínico. Com o passar do tempo, percebemos que essa concepção de caráter assistencial foi desaparecendo, e os centros educativos foram se modificando e realizando atendimento às pessoas conforme o tipo de deficiência. Diante dessa mudança de concepção, Heredero (2016) afirma que:
 

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1929178 Ano: 2019
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gramado-RS
“Faz mais de cem anos que existem estudos e trabalhos experimentais sobre os processos de aprendizagem...” (ZABALA, 2010) e, nesse sentido, observa-se que alguns princípios são de consenso comum nas diferentes correntes teóricas, tais como:
I. A forma como a aprendizagem acontece depende, exclusivamente, da maneira com que o docente intervém com os alunos.
II. A aprendizagem depende das características singulares de cada um dos aprendizes.
III. A forma como se aprende e o ritmo da aprendizagem variam segundo as capacidades, motivações e interesses de cada um.
Quais estão corretas?
 

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