Foram encontradas 40 questões.
Leia o Texto 4 para responder às questão.
Texto 4
A vida presta, e muito!
Quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mulheres e mães
Vivian Mesquita, Colunista ICL
Fernandinha Torres, uau!
A alegria que tomou o Brasil ao celebrar o Globo de Ouro da atriz se compara à Copa do Mundo de Futebol, final do Brasileirão e à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. A arte brasileira presta, e muito!
Mais de 3 milhões de pessoas assistiram, até janeiro, ao filme que consagrou Fernanda Torres como melhor atriz em filme dramático na premiação. “Ainda estou aqui” é uma obra extraordinária do cinema nacional. Narra um dos episódios mais tristes da ditadura no Brasil e é também um retrato da resistência feminina.
Em entrevista esta semana ao N2, a filha mais velha do casal Eunice e Rubens Paiva, Vera Paiva, lembra que quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mães. As mães da Praça de Maio, na Argentina, as Mães de Maio, de Acari, e de Paraisópolis, no Brasil.
“Minha mãe segurou firme como mãe e como mulher e o Marcelo (Paiva, irmão de Vera) fez uma homenagem justa para as mulheres latino-americanas, que é quem segura essa onda, quem de fato refaz o traçado para manter a família junta e a resistência do cotidiano a essa violência do Estado”, disse Vera Paiva.
As Mães da Praça de Maio a que Vera se refere foi o movimento que começou em 1977, na Argentina, quando 14 mulheres se reuniram na Praça de Maio, em Buenos Aires, para protestar pela falta de informações sobre seus filhos desaparecidos na ditadura do regime militar. As mulheres vestiam lenços brancos na cabeça e três delas chegaram a desaparecer, perseguidas pelo regime.
No Brasil, o movimento das Mães de Maio representa as vítimas do massacre que tirou a vida de centenas de civis em São Paulo — a maioria sem passagem pela polícia –, numa ação da polícia em retaliação a um ataque a policiais feito pelo PCC em 2006. Até hoje não se sabe ao certo o número exato de mortos na operação.
O movimento Mães de Acari completou 34 anos em 2024. Ele representa a luta de mães e familiares dos 11 adolescentes executados por um grupo de extermínio composto por policiais militares de Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Já o massacre de Paraisópolis completou cinco anos em primeiro de dezembro do ano passado, sem a definição de uma pena para os responsáveis pela morte de 9 jovens.
[...]
Quando eu revejo a cena da atriz britânica Tilda Swinton aplaudindo de pé e celebrando a vitória de Fernanda Torres na mesma categoria em que ela também estava disputando o prêmio, eu penso que sim, a vida ainda vale a pena para nós, mulheres.
Disponível em: <https://iclnoticias.com.br/a-vida-presta-e-muito/>. Acesso
em: 12 jan. 2025.
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Texto 4
A vida presta, e muito!
Quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mulheres e mães
Vivian Mesquita, Colunista ICL
Fernandinha Torres, uau!
A alegria que tomou o Brasil ao celebrar o Globo de Ouro da atriz se compara à Copa do Mundo de Futebol, final do Brasileirão e à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. A arte brasileira presta, e muito!
Mais de 3 milhões de pessoas assistiram, até janeiro, ao filme que consagrou Fernanda Torres como melhor atriz em filme dramático na premiação. “Ainda estou aqui” é uma obra extraordinária do cinema nacional. Narra um dos episódios mais tristes da ditadura no Brasil e é também um retrato da resistência feminina.
Em entrevista esta semana ao N2, a filha mais velha do casal Eunice e Rubens Paiva, Vera Paiva, lembra que quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mães. As mães da Praça de Maio, na Argentina, as Mães de Maio, de Acari, e de Paraisópolis, no Brasil.
“Minha mãe segurou firme como mãe e como mulher e o Marcelo (Paiva, irmão de Vera) fez uma homenagem justa para as mulheres latino-americanas, que é quem segura essa onda, quem de fato refaz o traçado para manter a família junta e a resistência do cotidiano a essa violência do Estado”, disse Vera Paiva.
As Mães da Praça de Maio a que Vera se refere foi o movimento que começou em 1977, na Argentina, quando 14 mulheres se reuniram na Praça de Maio, em Buenos Aires, para protestar pela falta de informações sobre seus filhos desaparecidos na ditadura do regime militar. As mulheres vestiam lenços brancos na cabeça e três delas chegaram a desaparecer, perseguidas pelo regime.
No Brasil, o movimento das Mães de Maio representa as vítimas do massacre que tirou a vida de centenas de civis em São Paulo — a maioria sem passagem pela polícia –, numa ação da polícia em retaliação a um ataque a policiais feito pelo PCC em 2006. Até hoje não se sabe ao certo o número exato de mortos na operação.
O movimento Mães de Acari completou 34 anos em 2024. Ele representa a luta de mães e familiares dos 11 adolescentes executados por um grupo de extermínio composto por policiais militares de Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Já o massacre de Paraisópolis completou cinco anos em primeiro de dezembro do ano passado, sem a definição de uma pena para os responsáveis pela morte de 9 jovens.
[...]
Quando eu revejo a cena da atriz britânica Tilda Swinton aplaudindo de pé e celebrando a vitória de Fernanda Torres na mesma categoria em que ela também estava disputando o prêmio, eu penso que sim, a vida ainda vale a pena para nós, mulheres.
Disponível em: <https://iclnoticias.com.br/a-vida-presta-e-muito/>. Acesso
em: 12 jan. 2025.
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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Rael abriu os olhos lentamente, o sol que entrava pelas frestas das tábuas irritava seus olhos. Levantou e foi até a cozinha, onde a mãe estava preparando o café. Ela lhe perguntou algo, mas ele não ouviu direito e foi para o banheiro lavar o rosto.
[...]
– Fio, estão chamando lá fora, acho que é o Will – disse sua mãe.
Rael se dirigiu ao portão e avistou Will e Dida, dois amigos que havia muito não encontrava.
– E aí, manos! Que saudade, por onde vocês tavam, hein?
– Rael, meu truta! Nós tava em Paraisópolis. Eu e o Dida tivemos que ir pra lá por causa do nosso pai, arrumou uma treta aqui.
– É, isso eu fiquei sabendo, mas vocês podiam avisar, pô! Todo mundo ficou preocupado, não sabiam nem o que tinha acontecido com vocês.
– Só! Mas o importante é que nós voltamos e vamos visitar todos os manos, tá ligado?
FERRÉZ. Capão pecado. São Paulo: Planeta, 2016.
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Texto 3
Rael abriu os olhos lentamente, o sol que entrava pelas frestas das tábuas irritava seus olhos. Levantou e foi até a cozinha, onde a mãe estava preparando o café. Ela lhe perguntou algo, mas ele não ouviu direito e foi para o banheiro lavar o rosto.
[...]
– Fio, estão chamando lá fora, acho que é o Will – disse sua mãe.
Rael se dirigiu ao portão e avistou Will e Dida, dois amigos que havia muito não encontrava.
– E aí, manos! Que saudade, por onde vocês tavam, hein?
– Rael, meu truta! Nós tava em Paraisópolis. Eu e o Dida tivemos que ir pra lá por causa do nosso pai, arrumou uma treta aqui.
– É, isso eu fiquei sabendo, mas vocês podiam avisar, pô! Todo mundo ficou preocupado, não sabiam nem o que tinha acontecido com vocês.
– Só! Mas o importante é que nós voltamos e vamos visitar todos os manos, tá ligado?
FERRÉZ. Capão pecado. São Paulo: Planeta, 2016.
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Rael abriu os olhos lentamente, o sol que entrava pelas frestas das tábuas irritava seus olhos. Levantou e foi até a cozinha, onde a mãe estava preparando o café. Ela lhe perguntou algo, mas ele não ouviu direito e foi para o banheiro lavar o rosto.
[...]
– Fio, estão chamando lá fora, acho que é o Will – disse sua mãe.
Rael se dirigiu ao portão e avistou Will e Dida, dois amigos que havia muito não encontrava.
– E aí, manos! Que saudade, por onde vocês tavam, hein?
– Rael, meu truta! Nós tava em Paraisópolis. Eu e o Dida tivemos que ir pra lá por causa do nosso pai, arrumou uma treta aqui.
– É, isso eu fiquei sabendo, mas vocês podiam avisar, pô! Todo mundo ficou preocupado, não sabiam nem o que tinha acontecido com vocês.
– Só! Mas o importante é que nós voltamos e vamos visitar todos os manos, tá ligado?
FERRÉZ. Capão pecado. São Paulo: Planeta, 2016.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2

Disponível em: <https://www.instagram.com/gurulino/>. Acesso em: 12 jan.
2025.
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Disponível em: <https://www.instagram.com/gurulino/>. Acesso em: 12 jan.
2025.
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Texto 1
Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de Melhor Atriz
Ela é a primeira brasileira a receber a estatueta, considerada uma prévia do Oscar. ‘Ainda estou aqui’ concorria a Melhor Filme de Língua Estrangeira, que premiou ‘Emília Pérez’
A brasileira Fernanda Torres levou, neste domingo (05/01/25), o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação em “Ainda estou aqui”. Com isso, ela se tornou a primeira brasileira a faturar a estatueta que é considerada uma prévia do Oscar, o principal prêmio da indústria do cinema.
Torres dedicou o prêmio à sua mãe, Fernanda Montenegro, que concorreu na mesma categoria em 1999 por sua atuação em “Central do Brasil”.
- “Isso é uma prova que a arte pode resistir através da vida” - Fernanda Torres em discurso ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz neste domingo (5).
“Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, concorria ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira, que acabou vencido pelo musical “Emília Pérez”. A produção francesa, ambientada no México, tem sido criticada por abordar a cultura mexicana e mulheres transgênero de maneira estereotipada.
O longa brasileiro se baseia no livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de Eunice Paiva, mãe do escritor, interpretada por Fernanda Torres, em busca do paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, ex-deputado federal sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971.
“Ainda estou aqui” já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas e é a maior bilheteria brasileira do pós-pandemia. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e é o candidato brasileiro ao Oscar. Fernanda Torres também é cotada a disputar a estatueta. Os indicados serão conhecidos em 17 de janeiro, como registrou o jornal O Globo.
Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/extra/2025/01/06/fernandatorres-globo-de-ouro>. Acesso em: 11 jan. 2025. [Adaptado].
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Texto 1
Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de Melhor Atriz
Ela é a primeira brasileira a receber a estatueta, considerada uma prévia do Oscar. ‘Ainda estou aqui’ concorria a Melhor Filme de Língua Estrangeira, que premiou ‘Emília Pérez’
A brasileira Fernanda Torres levou, neste domingo (05/01/25), o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação em “Ainda estou aqui”. Com isso, ela se tornou a primeira brasileira a faturar a estatueta que é considerada uma prévia do Oscar, o principal prêmio da indústria do cinema.
Torres dedicou o prêmio à sua mãe, Fernanda Montenegro, que concorreu na mesma categoria em 1999 por sua atuação em “Central do Brasil”.
- “Isso é uma prova que a arte pode resistir através da vida” - Fernanda Torres em discurso ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz neste domingo (5).
“Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, concorria ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira, que acabou vencido pelo musical “Emília Pérez”. A produção francesa, ambientada no México, tem sido criticada por abordar a cultura mexicana e mulheres transgênero de maneira estereotipada.
O longa brasileiro se baseia no livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de Eunice Paiva, mãe do escritor, interpretada por Fernanda Torres, em busca do paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, ex-deputado federal sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971.
“Ainda estou aqui” já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas e é a maior bilheteria brasileira do pós-pandemia. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e é o candidato brasileiro ao Oscar. Fernanda Torres também é cotada a disputar a estatueta. Os indicados serão conhecidos em 17 de janeiro, como registrou o jornal O Globo.
Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/extra/2025/01/06/fernandatorres-globo-de-ouro>. Acesso em: 11 jan. 2025. [Adaptado].
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Texto 1
Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de Melhor Atriz
Ela é a primeira brasileira a receber a estatueta, considerada uma prévia do Oscar. ‘Ainda estou aqui’ concorria a Melhor Filme de Língua Estrangeira, que premiou ‘Emília Pérez’
A brasileira Fernanda Torres levou, neste domingo (05/01/25), o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação em “Ainda estou aqui”. Com isso, ela se tornou a primeira brasileira a faturar a estatueta que é considerada uma prévia do Oscar, o principal prêmio da indústria do cinema.
Torres dedicou o prêmio à sua mãe, Fernanda Montenegro, que concorreu na mesma categoria em 1999 por sua atuação em “Central do Brasil”.
- “Isso é uma prova que a arte pode resistir através da vida” - Fernanda Torres em discurso ao receber o Globo de Ouro de melhor atriz neste domingo (5).
“Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, concorria ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira, que acabou vencido pelo musical “Emília Pérez”. A produção francesa, ambientada no México, tem sido criticada por abordar a cultura mexicana e mulheres transgênero de maneira estereotipada.
O longa brasileiro se baseia no livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva e conta a história de Eunice Paiva, mãe do escritor, interpretada por Fernanda Torres, em busca do paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, ex-deputado federal sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971.
“Ainda estou aqui” já levou mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas e é a maior bilheteria brasileira do pós-pandemia. O filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e é o candidato brasileiro ao Oscar. Fernanda Torres também é cotada a disputar a estatueta. Os indicados serão conhecidos em 17 de janeiro, como registrou o jornal O Globo.
Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/extra/2025/01/06/fernandatorres-globo-de-ouro>. Acesso em: 11 jan. 2025. [Adaptado].
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