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Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-
-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências
imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece
mais condenada ao insucesso do que evidentemente
parecia aos governos de Londres e Paris, que planejaram junto com Israel uma operação militar para derrubar
o governo revolucionário do coronel Nasser, no Egito. O
episódio foi um fracasso catastrófico (exceto do ponto
de vista de Israel), tanto mais ridículo pela combinação
de indecisão, hesitação e inconvincente desfaçatez do
primeiro-ministro britânico, Anthony Éden.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos – O breve século XX – 1914-1991.)
Sobre a “aventura do Suez”, é correto afirmar que
Sobre a “aventura do Suez”, é correto afirmar que
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Durante o período Médici, a política externa orientou-se
por um projeto de ampliação de influência e poder na
América Latina.
(Maria Helena Capelato. “O ‘gigante brasileiro’ na América latina: ser ou não
ser latino-americano”. Em: Carlos Guilherme Mota (org.).
Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000):
a grande transação.)
Diante dessa orientação da política externa, o governo Médici
Diante dessa orientação da política externa, o governo Médici
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Os primeiros jesuítas dedicaram particular atenção à língua tupi, estudando-a e elaborando, ainda em Quinhentos, algumas obras sobre o tema. O primeiro Vocabulário
na língua brasílica foi composto pelo padre Leonardo do
Vale (c. 1538-1591), que viveu quase 40 anos entre os
índios da Bahia, Porto Seguro e São Paulo, tendo sido,
no início da década de 1570, nomeado lente de Língua
Brasílica no Colégio da Bahia. Elaborou ainda uma Doutrina geral na língua do Brasil (1574), bem como sermões
e avisos para a educação e instrução dos índios na Língua do Brasil.
O padre José de Anchieta redigiu a primeira Arte de
grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil, que
circulou manuscrita largo tempo, tendo merecido honras de impressão em Coimbra, em 1595, na oficina de
Antônio de Mariz. Esta obra, de cariz fortemente comparatista, designadamente com o latim, “representa uma
nova estratégia de abordagem das línguas exóticas que
entram no colóquio universalizante do mundo descoberto”. Compôs, ainda, um Dialogo da doctrina christãa, um
Confessionário brasílico, sermões, poesias, cantigas e
outras obras em língua tupi.
(Jorge Couto. “A gênese do Brasil”. Em: Carlos Guilherme Mota (org.).
Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação:
histórias (1500-2000).)
Considerando o excerto e as discussões do artigo citado, é correto afirmar que
Considerando o excerto e as discussões do artigo citado, é correto afirmar que
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As reflexões iniciais de Antonio Candido no prefácio da
quinta edição de Raízes do Brasil apontaram para o significado que esse livro tivera no processo de constituição das novas formas de pensar o Brasil, a partir da segunda metade dos anos 30: “os homens que estão hoje
[1967] um pouco para cá ou pouco para lá dos cinquenta
anos aprenderam a refletir e a se interessar pelo Brasil
sobretudo em termos de passado e em função de três
livros: Casa-Grande & Senzala, publicado quando estávamos no ginásio; Raízes do Brasil, publicado quando
estávamos no curso complementar; Formação do Brasil
contemporâneo, publicado quando estávamos na escola
superior”.
(Paulo Miceli. “Sobre História, Braudel e os Vaga-Lumes”. Em Marcos Cezar
de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)
São os autores das obras citadas, respectivamente,
São os autores das obras citadas, respectivamente,
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Extremamente manobráveis, as pirogas e outros barcos
africanos eram a um só tempo rápidos e tinham capacidade para carregar até uma centena de guerreiros. Um
primeiro alerta foi dado em 1446, advertindo os portugueses de Nuno Tristão do perigo que representavam as
flotilhas da Senegâmbia. Sua expedição teve uma triste
sina, e outras passaram pela mesma experiência, até
que o rei de Portugal enviasse Diogo Gomes para negociar as condições de um entreposto no litoral. Ora, o Mali
e seus vizinhos dominavam todo um sistema de rios e
riachos em torno do Níger, do Senegal, da Gâmbia, e foi
a ação concertada das flotilhas armadas que barrou os
invasores. Foi também essa resistência militar que obrigou os europeus a negociar a maneira de fazer comércio
com as populações. Assim, o rei do Congo comunicou
a João Afonso, um negociante português a serviço de
Francisco I, as condições em que ele poderia penetrar no
Zaire. Um tratado devidamente negociado está na origem
da primeira feitoria dos portugueses em Angola (1571),
onde também foi controlado o comércio dos portugueses
naquelas regiões, em especial o tráfico negreiro.
(Marc Ferro. História das colonizações –
Das conquistas às independências – século XIII a XX.)
A partir do excerto e das discussões presentes na obra citada, é correto afirmar que Portugal
A partir do excerto e das discussões presentes na obra citada, é correto afirmar que Portugal
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O Brasil não era, em realidade, apenas um, mas era
constituído por uma série de colônias. Os ingleses tinham razão quando falavam, nos séculos XVII e XVIII,
dos “Brasis”, pois havia de fato mais de uma colônia.
(Stuart B. Schwatz. “Gente da terra brazilinese da nasção. Pensando o
Brasil: a construção de um povo”. Em: Carlos Guilherme Mota (org.).
Viagem incompleta. A experiência brasileira.
Formação: histórias (1500-2000), p. 112.)
A expressão “Brasis”, no contexto referido, está relacionada com
A expressão “Brasis”, no contexto referido, está relacionada com
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A derivação original de instituições feudais específicas muitas vezes parece emaranhada em qualquer
caso, dada a ambiguidade das fontes e o paralelismo
de desenvolvimentos dentro dos dois sistemas sociais
antecedentes.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo, p. 127.)
Nesse sentido, o feudalismo
Nesse sentido, o feudalismo
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- História do BrasilPrimeiro Reinado (1822:1831)
- História do BrasilSegundo Reinado (1831:1889)
- História do BrasilRepública Oligárquica (1889:1930)
Das figuras políticas, é interessante destacar como
têm sido representados os dois imperadores do Brasil:
D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com
34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos
textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade”, que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas
15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem
causado certa perplexidade aos jovens leitores e falta a
explicação do aparente paradoxo.
(Circe Bittencourt. Livros didáticos entre textos e imagens.
Em Circe Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
A imagem de um D. Pedro II velho
A imagem de um D. Pedro II velho
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Leia o trecho de uma entrevista com o historiador Peter
Burke.
Eu me identifiquei com os heróis do movimento e sua luta contra a dominação de uma história mais tradicional, identificação que foi ajudada pelo fato de que o tipo de história contra a qual Bloch e Febvre se rebelaram ainda ser a história dominante em Oxford. Pensei vagamente em estudar com Braudel em Paris, mas a vida que levava em Oxford também me cativava, e desisti da ideia. O ideal que desenvolvi, entretanto, foi de escrever história ao modo do movimento, mais ou menos sozinho. Tentei fazer isso num livro que escrevi nos anos 60 sobre o Renascimento italiano. Nesse livro, tentei combinar histoire sérielle com a abordagem alemã de história cultural. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas. Adaptado.)
Peter Burke faz referência, nesse excerto,
Eu me identifiquei com os heróis do movimento e sua luta contra a dominação de uma história mais tradicional, identificação que foi ajudada pelo fato de que o tipo de história contra a qual Bloch e Febvre se rebelaram ainda ser a história dominante em Oxford. Pensei vagamente em estudar com Braudel em Paris, mas a vida que levava em Oxford também me cativava, e desisti da ideia. O ideal que desenvolvi, entretanto, foi de escrever história ao modo do movimento, mais ou menos sozinho. Tentei fazer isso num livro que escrevi nos anos 60 sobre o Renascimento italiano. Nesse livro, tentei combinar histoire sérielle com a abordagem alemã de história cultural. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas. Adaptado.)
Peter Burke faz referência, nesse excerto,
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O aprofundamento de estudos culturais, principalmente
no diálogo da História com a Antropologia, tem contribuído para um debate sobre os conceitos de cultura e de
civilização. Alguns historiadores rejeitam o conceito de
civilização [...].
(Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História.)
Essa rejeição
Essa rejeição
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