Foram encontradas 30 questões.
Leia o texto com atenção:
EMERGÊNCIA
É fácil identificar o passageiro de primeira
viagem. É o que já entra no avião desconfiado. O
cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é
um desafio para a sua compreensão.
– Bom dia...
– Como assim?
Ele faz questão de sentar num banco de
corredor, perto da porta. Para ser o primeiro a sair
no caso de alguma coisa dar errado. Tem
dificuldade com o cinto de segurança. Não
consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao
seu lado:
– Não encontro o buraquinho. Não tem
buraquinho?
Acaba esquecendo a fivela e dando um nó
no cinto.
Comenta, com um falso riso descontraído:
“Até aqui, tudo bem”. O passageiro ao lado explica
que o avião ainda está parado, mas ele não ouve. A
aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele
recusa.
– Obrigado. Não bebo.
Quando o avião começa a correr pela pista
antes de levantar voo, ele é aquele com os olhos
arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu!
No rosto. Com o avião no ar, dá uma espiada pela
janela e se arrepende. É a última espiada que dará
pela janela.
Mas o pior está por vir. De repente ele ouve
uma misteriosa voz descarnada. Olha para todos os
lados para descobrir de onde sai a voz.
“Senhores passageiros, sua atenção, por
favor. A seguir, nosso pessoal de bordo fará uma
demonstração de rotina do sistema de segurança
deste aparelho. Há saídas de emergência na frente,
nos dois lados e atrás.”
– Emergência? Que emergência? Quando
eu comprei a passagem ninguém falou nada em
emergência. Olha, o meu é sem emergência.
Uma das aeromoças, de pé ao seu lado,
tenta acalmá-lo.
– Isto é apenas rotina, cavalheiro.
– Odeio a rotina. Aposto que você diz isso
para todos. Ai meu santo.
“No caso de despressurização da cabina,
máscaras de oxigênio cairão automaticamente de
seus compartimentos.”
– Que história é essa? Que
despressurização? Que cabina?
“Puxe a máscara em sua direção. Isso
acionará o suprimento de oxigênio. Coloque a
máscara sobre o rosto e respire normalmente.”
– Respirar normalmente?! A cabina
despressurizada, máscaras de oxigênio caindo
sobre nossas cabeças – e ele quer que a gente respire normalmente?! “Em caso de pouso forçado
na água...”
– O quê?!
“... os assentos de suas cadeiras são
flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e...”
– Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo,
menos bancos flutuantes!
– Calma, cavalheiro.
– Eu desisto! Parem este troço que eu vou
descer. Onde é a cordinha? Parem!
– Cavalheiro, por favor. Fique calmo.
– Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que
está nervosa e, não sei por quê, está tentando
arrancar as minhas mãos do pescoço deste
cavalheiro ao meu lado. Que, aliás, também parece
consternado e levemente azul.
– Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não
vai acontecer nada.
– Só não quero mais ouvir falar de banco
flutuante.
– Certo. Ninguém mais vai falar em banco
flutuante.
Ele se vira para o passageiro ao lado, que
tenta desesperadamente recuperar a respiração, e
pede desculpas. Perdeu a cabeça.
– É que banco flutuante foi demais. Imagine
só. Todo mundo flutuando sentado. Fazendo sala
no meio do Oceano Atlântico!
A aeromoça diz que lhe vai trazer um
calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:
– Calmante, por quê? O que é que está
acontecendo? Vocês estão me escondendo alguma
coisa!
Finalmente, a muito custo, conseguem
acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira. Recusa tudo
que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta
se pode receber a sua comida em dinheiro. Deixa
cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada
sacudida do avião, abre os olhos e fica cuidando da
portinha do compartimento sobre sua cabeça, de
onde, a qualquer momento, pode pular uma
máscara de oxigênio e matá-lo do coração.
De repente, outra voz. Desta vez é a do
comandante.
– Senhores passageiros, aqui fala o
comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...
Ele pula outra vez da cadeira e grita para a
cabina do piloto:
– Olha para a frente, Araújo! Olha para a
frente!
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Mais comédias para ler
na escola. São Paulo: Objetiva, 2009.
Com base no texto lido responda a questão:
I. É narrada por um narrador observador. II. É possível perceber ao final do texto que o passageiro se mostra sólito ao voo. III. A intencionalidade discursiva do autor da crônica é relatar, de forma cômica, a ignávia que acomete alguns passageiros. IV. A intenção discursiva do escritor é de relatar o descontrole de alguns passageiros durante um suposto primeiro voo, o que provoca exasperação dentro do avião.
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Leia o texto com atenção:
EMERGÊNCIA
É fácil identificar o passageiro de primeira
viagem. É o que já entra no avião desconfiado. O
cumprimento da aeromoça, na porta do avião, já é
um desafio para a sua compreensão.
– Bom dia...
– Como assim?
Ele faz questão de sentar num banco de
corredor, perto da porta. Para ser o primeiro a sair
no caso de alguma coisa dar errado. Tem
dificuldade com o cinto de segurança. Não
consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao
seu lado:
– Não encontro o buraquinho. Não tem
buraquinho?
Acaba esquecendo a fivela e dando um nó
no cinto.
Comenta, com um falso riso descontraído:
“Até aqui, tudo bem”. O passageiro ao lado explica
que o avião ainda está parado, mas ele não ouve. A
aeromoça vem lhe oferecer um jornal, mas ele
recusa.
– Obrigado. Não bebo.
Quando o avião começa a correr pela pista
antes de levantar voo, ele é aquele com os olhos
arregalados e a expressão de Santa Mãe do Céu!
No rosto. Com o avião no ar, dá uma espiada pela
janela e se arrepende. É a última espiada que dará
pela janela.
Mas o pior está por vir. De repente ele ouve
uma misteriosa voz descarnada. Olha para todos os
lados para descobrir de onde sai a voz.
“Senhores passageiros, sua atenção, por
favor. A seguir, nosso pessoal de bordo fará uma
demonstração de rotina do sistema de segurança
deste aparelho. Há saídas de emergência na frente,
nos dois lados e atrás.”
– Emergência? Que emergência? Quando
eu comprei a passagem ninguém falou nada em
emergência. Olha, o meu é sem emergência.
Uma das aeromoças, de pé ao seu lado,
tenta acalmá-lo.
– Isto é apenas rotina, cavalheiro.
– Odeio a rotina. Aposto que você diz isso
para todos. Ai meu santo.
“No caso de despressurização da cabina,
máscaras de oxigênio cairão automaticamente de
seus compartimentos.”
– Que história é essa? Que
despressurização? Que cabina?
“Puxe a máscara em sua direção. Isso
acionará o suprimento de oxigênio. Coloque a
máscara sobre o rosto e respire normalmente.”
– Respirar normalmente?! A cabina
despressurizada, máscaras de oxigênio caindo
sobre nossas cabeças – e ele quer que a gente respire normalmente?! “Em caso de pouso forçado
na água...”
– O quê?!
“... os assentos de suas cadeiras são
flutuantes e podem ser levados para fora do
aparelho e...”
– Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo,
menos bancos flutuantes!
– Calma, cavalheiro.
– Eu desisto! Parem este troço que eu vou
descer. Onde é a cordinha? Parem!
– Cavalheiro, por favor. Fique calmo.
– Eu estou calmo. Calmíssimo. Você é que
está nervosa e, não sei por quê, está tentando
arrancar as minhas mãos do pescoço deste
cavalheiro ao meu lado. Que, aliás, também parece
consternado e levemente azul.
– Calma! Isso. Pronto. Fique tranquilo. Não
vai acontecer nada.
– Só não quero mais ouvir falar de banco
flutuante.
– Certo. Ninguém mais vai falar em banco
flutuante.
Ele se vira para o passageiro ao lado, que
tenta desesperadamente recuperar a respiração, e
pede desculpas. Perdeu a cabeça.
– É que banco flutuante foi demais. Imagine
só. Todo mundo flutuando sentado. Fazendo sala
no meio do Oceano Atlântico!
A aeromoça diz que lhe vai trazer um
calmante e aí mesmo é que ele dá um pulo:
– Calmante, por quê? O que é que está
acontecendo? Vocês estão me escondendo alguma
coisa!
Finalmente, a muito custo, conseguem
acalmá-lo. Ele fica rígido na cadeira. Recusa tudo
que lhe é oferecido. Não quer o almoço. Pergunta
se pode receber a sua comida em dinheiro. Deixa
cair a cabeça para trás e tenta dormir. Mas, a cada
sacudida do avião, abre os olhos e fica cuidando da
portinha do compartimento sobre sua cabeça, de
onde, a qualquer momento, pode pular uma
máscara de oxigênio e matá-lo do coração.
De repente, outra voz. Desta vez é a do
comandante.
– Senhores passageiros, aqui fala o
comandante Araújo. Neste momento, à nossa
direita, podemos ver a cidade de...
Ele pula outra vez da cadeira e grita para a
cabina do piloto:
– Olha para a frente, Araújo! Olha para a
frente!
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Mais comédias para ler
na escola. São Paulo: Objetiva, 2009.
Com base no texto lido responda a questão:
(___) Por desconhecer as informações habituais de um voo o passageiro apresenta uma emotividade excessiva. (___) O texto deixa evidente uma posição crítica quanto a falta de segurança desse meio de transporte. (___) O que causa o humor na crônica é a estratégia do autor ao empregar somente palavras polissêmicas. (___) O comportamento do passageiro diante da tripulação foi belicoso.
Respeitando a ordem em que as frases aparecem, temos:
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Base Nacional Comum Curricular e
Currículos têm papéis complementares para
assegurar as aprendizagens essenciais
definidas para cada etapa da Educação Básica,
uma vez que tais aprendizagens só se
materializam mediante o conjunto de decisões
que caracterizam o currículo em ação. São
essas decisões que vão adequar as proposições
da BNCC à realidade local, considerando a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino
e das instituições escolares, como também o
contexto e as características dos alunos. Essas
decisões, que resultam de um processo de
envolvimento e participação das famílias e da
comunidade, referem-se, entre outras ações, a,
exceto:
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- Temas Educacionais PedagógicosConstrução do Conhecimento
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e Aprendizagem
Saber que ensinar não é transferir
conhecimento, mas criar as possibilidades para
a sua própria produção ou a sua construção.
Quando entro em uma sala de aula devo estar
sendo um ser aberto a indagações, à
curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas
inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto
em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não
a de transferir conhecimento. É preciso insistir:
este saber necessário ao professor – que
ensinar não é transferir conhecimento – não
apenas precisa de ser apreendido por ele e
pelos educandos nas suas razões de ser –
ontológica, política, ética, epistemológica,
pedagógica, mas também precisa de ser
constantemente testemunhado, vivido. O trecho
acima foi extraído de uns dos principais livros
do autor. A quem se refere:
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É definida como a mobilização de
conhecimentos (conceitos e procedimentos),
habilidades (práticas, cognitivas e
socioemocionais), atitudes e valores para
resolver demandas complexas da vida
cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do
mundo do trabalho. De acordo com a Base
Nacional Comum Curricular o trecho acima
refere-se:
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Na Base Nacional Comum Curricular cada
objetivo de aprendizagem e desenvolvimento é
identificado por um código alfanumérico. O
exemplo abaixo refere a qual Campo de
Experiência:
EI03CG01
EI03CG01
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Erradicação do analfabetismo,
universalização do atendimento escolar,
superação das desigualdades educacionais,
com ênfase na promoção da cidadania e na
erradicação de todas as formas de
discriminação, melhoria da qualidade da
educação e formação para o trabalho e para a
cidadania, com ênfase nos valores morais e
éticos em que se fundamenta a sociedade são
algumas das Diretrizes do Plano Nacional da
Educação. O PNE foi aprovado em qual ano e
qual seu tempo de vigência?
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- Educação e FilosofiaPensamento Pedagógico Brasileiro
- Educação e SociologiaEducação, Sociedade e Prática Escolar
- Principais Correntes do Pensamento Sociológico
Parte do princípio de que toda a criança tem
a capacidade de aprender através de um
processo que deve ser desenvolvido
espontaneamente a partir das experiências
efetuadas no ambiente, que deve estar
organizado para proporcionar a manifestação
dos interesses naturais da criança, estimulando
a capacidade de aprender fazendo e a
experimentação da criança, respeitando fatores
como tempo e ritmo, personalidade, liberdade e
individualidade dos alunos. O método é
reconhecido também pela utilização de
materiais desenvolvidos para proporcionar
experiências concretas, estruturadas para
conduzir de forma gradual abstrações cada vez
maiores. Criou o Material Dourado. O trecho
refere-se a:
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A abordagem do projeto políticopedagógico, como organização do trabalho da
escola como um todo, está fundada nos
princípios que deverão nortear a escola
democrática, pública e gratuita. São princípios
norteadores do projeto político pedagógico:
I. Igualdade de condições para acesso e permanência na escola II. Qualidade que não pode ser privilégio de minorias econômicas e sociais III. Gestão democrática IV. Liberdade V. Valorização do magistério
I. Igualdade de condições para acesso e permanência na escola II. Qualidade que não pode ser privilégio de minorias econômicas e sociais III. Gestão democrática IV. Liberdade V. Valorização do magistério
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De acordo com a Lei n° 9.394/1996, art. 4º, o
dever do Estado com educação escolar pública
será efetivado mediante a garantia de, exceto:
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Cadernos
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