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3315709 Ano: 2024
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cruz Alta-RS
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Em uma manhã de atendimento no posto de saúde da cidade de Cruz Alta, 44 pessoas buscaram atendimento médico. Nenhuma tinha febre, dor muscular e sonolência simultaneamente. Nenhuma tinha somente febre ou somente sonolência. 18 tinham febre e dor muscular, 2 tinham dor muscular e sonolência, e o número de pacientes somente com dor muscular era igual aos que tinham febre juntamente com sonolência. Sendo assim, quantos pacientes tinham dor muscular?

 

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3315708 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cruz Alta-RS
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta classificação do sujeito da forma verbal “clama” no trecho “O estresse diário clama por esse ‘prêmio’ hormonal”.

 

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3315707 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cruz Alta-RS
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

Quanto à predicação, o verbo empregado na frase adaptada “Muita gente rola os olhos” é:

 

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3315706 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cruz Alta-RS
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “talvez” (l. 06) é classificada como:

 

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3315705 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir o vocábulo “catastróficos” (l. 16), sem causar alteração de sentido no trecho em que está localizado.

 

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3315704 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre os recursos coesivos utilizados no texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O pronome demonstrativo “isso” (l. 05) refere-se à explosão de vendas da substância semaglutida.

( ) O pronome oblíquo “lo”, localizado na expressão “encontrá-lo” (l. 08), refere-se ao termo “alimento” (l. 07).

( ) O pronome “seu” (l. 18) transmite uma ideia de generalização, de indefinição.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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3315703 Ano: 2024
Disciplina: Português
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Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista a frase “Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro”, localizada na linha 05, infere-se predominantemente que a autora:

 

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Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, analise as assertivas a seguir:

I. A autora afirma que a obesidade é a epidemia mais maligna.

II. Em 2023, a semaglutida teve um aumento significativo em vendas na Dinamarca devido ao tratamento da diabetes.

III. O uso das anfetaminas como primeiras substâncias utilizadas para diminuir o apetite está relacionado a consequências trágicas para o cérebro, o fígado e o coração.

Quais estão corretas?

 

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Questão presente nas seguintes provas
3315701 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cruz Alta-RS
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “embora” (l. 13) transmite o sentido de _________. Por isso, pode ser substituído, sem alteração de sentido ou de correção gramatical no trecho, por _________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

 

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3315700 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Cruz Alta-RS
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A epidemia da obesidade, o Ozempic e a pesquisa científica

Por Cristina Bonorino

  1. Quando falo que é preciso investir em pesquisa básica experimental, muita gente rola os
  2. olhos. Mas, em 2023, um único produto farmacêutico fez com que o mundo – e as bolsas de
  3. valores – focassem sua atenção na Dinamarca: a semaglutida, droga desenvolvida para tratar
  4. diabéticos, explodiu em vendas mundiais por seu principal efeito colateral ser a diminuição do
  5. apetite. Em um mundo em que 35% das pessoas são obesas, isso vale ouro.
  6. De todas as grandes epidemias, talvez a obesidade seja .... mais nefasta. Por milênios a
  7. natureza selecionou humanos mais inteligentes, que produziriam seu próprio alimento ao invés
  8. de percorrer longas distâncias para encontrá-lo. E, em seguida, inventariam máquinas para
  9. plantar, colher, produzir e transportar os alimentos produzidos. A massa corporal dos humanos
  10. aumentou proporcionalmente ao consumo de energia maior do que o gasto.
  11. Mas consumir alimentos, exatamente por ser tão importante para a vida, tem um efeito
  12. neurológico potente de recompensa. O estresse diário clama por esse “prêmio” hormonal,
  13. levando muitos .... um maior consumo, embora paradoxalmente a cultura vigente discrimine as
  14. pessoas que engordam. E de carona com a obesidade vêm a doença cardíaca e o câncer.
  15. As primeiras drogas que diminuíam o apetite eram principalmente anfetaminas, com
  16. efeitos obviamente catastróficos não apenas no cérebro, mas também no fígado e no coração. A
  17. semaglutida vem de pesquisas em peixes que o endocrinologista Joel Habener pegava no porto
  18. de Boston nos anos 1980. Em seu laboratório, no Massachussets General Hospital, foi clonado o
  19. gene que codifica o hormônio glucagon – que, junto .... insulina, regula a disponibilidade de
  20. glicose no sangue. Junto havia outra sequência que codificava um peptídeo que ficaria conhecido
  21. como GLP-1. Esse novo hormônio auxiliava na liberação de insulina, como mostrado em outro
  22. artigo de 1987 incluindo os jovens Svetlana Mosjov e David Druckner. Poderia, portanto, ser um
  23. tratamento para diabetes, o que foi confirmado em humanos.
  24. Nos anos 1990, estudos em ratos mostraram que o GLP-1 diminuía o apetite – sugerindo
  25. potencial para tratar obesidade. Diferentes drogas foram testadas como análogas do GLP-1, mas
  26. foi o Ozempic, da empresa dinamarquesa Novo Nordisk, que incendiou o mercado por seu efeito
  27. na perda de peso. Mais importante: um estudo de 2023, no New England Journal of Medicine,
  28. mostrou que nos pacientes tratados o risco de ataques cardíacos e derrames foi 20% menor.
  29. O que é meio óbvio, porque reduz a obesidade e, portanto, seus efeitos. Mesmo para os
  30. entusiastas, precisa ficar claro: mais de 50% do peso pode retornar quando se interrompe o
  31. tratamento; e há efeitos colaterais que podem incluir constipação e mesmo pancreatite. E,
  32. enquanto seguem as pesquisas para novas formas de GLP-1, não dá para deixar de pensar
  33. quantas soluções para problemas importantes estão esperando que mais pessoas invistam em
  34. ciência.
  35. O mercado de GLP-1 é hoje maior do que o PIB da Dinamarca. Quem enriquece com a
  36. bolsa poderia pensar, nesta época de balanço, em devolver ao menos um pouco para o mundo
  37. – e melhorar a vida de todos, junto com a sua própria.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/cristina-bonorino/noticia/2023/12/a-epidemia-da-obesidade-o-ozempic-e-a-pesquisa-cientifica – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 13 e 19.

 

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