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2317208 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. João, de reconstruir seu império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras, retiradas do texto, que têm mais letras do que fonemas.

 

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2317207 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-seI apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. JoãoII, de reconstruir seu império nos trópicos, pareciaII enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe dementeIII tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fezIII questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Considere as seguintes afirmações.

I. O sujeito da forma verbal tornara-se é Napoleão.

II. O sujeito da forma verbal parecia é O sonho de D. João.

III. O sujeito da forma verbal fez é a mãe demente.

Quais estão corretas?

 

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2317206 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. João, de reconstruir seu império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os sinais de pontuação abaixo listados com o sentido ou a função que eles expressam no contexto em que ocorrem.

Coluna 1

1. Deslocamento de adjunto adverbial.

2. Enumeração de elementos.

3. Inserção de citação.

4. Inserção de comentário elucidativo.

Coluna 2

( ) Vírgulas destacadas das linhas 02 e 03.

( ) Vírgulas destacadas da linha 06.

( ) Travessão da linha 11.

( ) Travessão da linha 17.

( ) Aspas das linhas 21 e 22.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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2317205 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o mais feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. João, de reconstruir seu império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Era uma ilusão. Dentro de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o de um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes teve de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas afirmações a seguir, considerando que as propostas de alterações devem respeitar a correção gramatical e o significado original da frase.

( ) Apesar das poderia ser substituído por Mesmo com as

( ) Mesmo poderia ser substituído por Embora

( ) Ainda assim poderia ser substituído por Por conseguinte

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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2317204 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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O ano de 1818 é considerado o maisa feliz de toda a temporada brasileira de D. João VI. Apesar das dificuldades financeiras da Coroa, o reino estava em paz, o monarca gozava de boa saúde, Carlota Joaquina tinha sido derrotada nas suas conspirações, a colônia enriquecia e prosperava, os hábitos tinham mudado no Rio de Janeiro e, na Europa, a ameaça de Napoleão tornara-se apenas uma lembrança distante. Derrotado por Lord Wellington na Batalha de Waterloo, em 1815, o imperador francês estava preso havia três anos na Ilha de Santa Helena, um rochedo remoto e solitário no Atlântico Sul. Mesmo empobrecida, restava à corte portuguesa celebrar e aproveitar o clima ameno e tranquilo do Rio de Janeiro. O sonho de D. João, de reconstruir seu império nos trópicos, parecia enfim ter chances de se realizar. Erab uma ilusão. Dentroc de dois anos, acontecimentos inesperados dos dois lados do Atlântico o obrigariam a mudar de planos e a reassumir o papel que o destino lhe havia imposto o ded um rei forçado a agir sempre na defensiva, pressionado por eventos que não estavam sob seu controle.

O breve período de festejos da corte portuguesa no Brasil começou em 1817, ano do casamento e do desembarque da princesa Leopoldina, e prosseguiu com a aclamação, a coroação e o aniversário do rei D. João VI, no ano seguinte. A morte da rainha Maria, aos 82 anos, na prática não mudava muita coisa. Haviam passado mais de duas décadas que D. João já ocupava o trono desde que a mãe demente tinha sido considerada incapaz de governar. Ainda assim, fez questão de assumir oficialmente a coroa, com pompa e circunstância. Antes tevee de debelar a revolução pernambucana e casar seus três filhos, incluindo o primogênito e herdeiro do trono, D. Pedro. A coroação aconteceu em 6 de fevereiro de 1818. Foi a primeira e única vez que um soberano europeu foi aclamado na América. Desde o desembarque de dona Leopoldina até o aniversário de D. João, a corte do Rio de Janeiro foi, por assim dizer, uma festa só, observou o historiador Jurandir Malerba. “O Rio tornou-se nesses dias grandiosos da monarquia, literalmente, o anfiteatro onde a família real fez representar com esplendor os momentos mais elevados de sua passagem pelo Brasil”.

Adaptado de GOMES, L. 1808. Como uma rainha louca,

um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Assinale a alternativa INCORRETA.

 

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2317148 Ano: 2021
Disciplina: Informática
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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A Figura 1 abaixo apresenta a janela principal do LibreOffice Impress 7.1. Na imagem estão destacados alguns ícones.

Enunciado 3575577-1

Figura 1 – Apresentação no LibreOffice Impress 7.1

Para iniciar a apresentação a partir do slide atual, pode-se utilizar o ícone indicado pela seta nº:

 

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2317147 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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– Trinta e um, hem, meu velho?

Filipe Lobo deu uma palmadinha amistosa no ombro de Eugênio, quea como única resposta sorriu melancolicamente, baixando os olhos para o cálice de vinho.

Eunice mandou a criada servir os gelados. O jantar chegava a seub termo. Cintra se inclinou para Dora e perguntou:

– Que é que tem você hoje, menina?

– Eu? – Dora pareceu despertar de repente dum sonho. Arregalou os olhos em exagerado espanto, fez um meio sorriso e, como se a estivessem acusando dum crime tremendo, defendeu-sec: – Eu? Eu não tenho nada, estou até muito bem...

Cintra acendeu um charuto e riu a sua risada baixa e lenta, enquanto sacudia a cabeça grisalha.

– Depois do jantar a Dora vai cantar... – anunciou para os outros, soltando uma baforada de fumaça.

A moça deu um pequeno pulo na cadeira.

– Oh! Não tem graça.

– Não se discute... – Cintra falava com os dentes apertados, mordendo o charuto. – Não se discute.

O peito engomado da camisa e a gola do smoking brilhavam. Os olhos sed lhe entrecerravam com brilho brincalhão por trás da fumaça, ao passo que ele ria a sua risada interminável e enigmática.

Eugênio olhou para o sogro. Não lhe queria mal, compreendia os esforços quee ele fazia para lhe tornar a existência naquela casa fácil e agradável. Viviam numa cordialidade meio convencional, dir-se-iam amadores de teatro representando uma alta comédia. O velho Cintra gostava de fazer o papel de gentleman repousado e paternal. Era limpo e saudável, lembrava esses cavalheiros idosos, mas corados e rijos, que aparecem sorrindo em lindas tricromias, dizendo: “Eu sou assim porque tomei tal remédio”. Tinha um cuidado meticuloso com suas roupas, manicurava as unhas e jogava golfe no Country Club.

Adaptado de VERISSIMO, E. Olhai os lírios do campo. 71 ed. São Paulo: Globo, 1995.

Assinale a alternativa em que um pronome está desempenhando a função sintática de sujeito.

 

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2317146 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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– Trinta e um, hem, meua velho?

Filipe Lobo deua uma palmadinhab amistosac no ombro de Eugênio, que como única resposta sorriu melancolicamente, baixando os olhos parad o cálice de vinho.

Eunice mandou a criada servir os gelados. O jantar chegava a seu termo. Cintra se inclinou para Dora e perguntou:

– Que é que tem você hoje, menina?

– Eu?a – Dora pareceu despertar de repente dum sonho. Arregalou os olhos em exagerado espanto, fez um meioc sorriso e, como se a estivessem acusando dum crime tremendoc, defendeu-se: – Eu? Eu não tenho nada, estou até muito bem...

Cintra acendeu um charuto e riu a sua risada baixa e lenta, enquanto sacudia a cabeça grisalha.

– Depois do jantare ad Dora vai cantare... – anunciou para os outros, soltando uma baforada de fumaçab.

A moça deu um pequeno pulo na cadeira.

– Oh! Não tem graça.

– Não se discute... – Cintra falava com os dentes apertados, mordendo o charuto. – Não se discute.

O peito engomado da camisa e a gola do smoking brilhavam. Os olhos se lhe entrecerravam com brilho brincalhão por trás da fumaça, ao passo que ele ria a sua risada interminável e enigmática.

Eugênio olhou para o sogro. Não lhe queria malb, compreendia os esforços que ele fazia para lhe tornare a existência naquela casa fácil e agradável. Viviam numa cordialidade meio convencional, dir-se-iam amadores de teatro representando uma alta comédia. O velho Cintra gostava de fazer o papel de gentleman repousado e paternal. Era limpo e saudável, lembrava esses cavalheiros idosos, mas corados e rijos, que aparecem sorrindo em lindas tricromias, dizendo: “Eu sou assim porque tomei tal remédio”. Tinha um cuidado meticuloso comd suas roupas, manicurava as unhas e jogava golfe no Country Club.

Adaptado de VERISSIMO, E. Olhai os lírios do campo. 71 ed. São Paulo: Globo, 1995.

Assinale a alternativa que apresenta palavras de mesma classe gramatical.

meudeu Eu.
palmadinha fumaça mal.
amistosa meio tremendo.
paraacom.
 

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2317145 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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– Trinta e um, hem, meu velho?

Filipe Lobo deu uma palmadinha amistosa no ombro de Eugênio, que como única resposta sorriu melancolicamente, baixando os olhos para o cálice de vinho.

Eunice mandou a criada servir os gelados. O jantar chegava a seu termo. Cintra se inclinou para Dora e perguntoua:

– Que é que tem você hoje, menina?

– Eu? – Dora pareceu despertar de repente dum sonho. Arregalou os olhos em exagerado espanto, fez um meio sorriso e, como se a estivessem acusando dum crime tremendo, defendeu-se: – Eu? Eu não tenho nada, estou até muito bem...

Cintra acendeu um charuto e riu a sua risada baixa e lenta, enquanto sacudia a cabeça grisalha.

– Depois do jantar a Dora vai cantar... – anuncioub para os outros, soltando uma baforada de fumaça.

A moça deu um pequeno pulo na cadeira.

– Oh! Não tem graça.

– Não se discute... – Cintra falava com os dentes apertados, mordendo o charuto. – Não se discute.

O peito engomado da camisa e a gola do smoking brilhavam. Os olhos se lhe entrecerravam com brilho brincalhão por trás da fumaça, ao passo que ele ria a sua risada interminável e enigmática.

Eugênio olhou para o sogro. Não lhe queria mal, compreendia os esforços que ele fazia para lhe tornar a existência naquela casa fácil e agradável. Viviam numa cordialidade meio convencional, dir-se-iam amadores de teatro representando uma alta comédia. O velho Cintra gostava de fazer o papel de gentleman repousado e paternal. Erac limpo e saudável, lembrava esses cavalheiros idosos, mas corados e rijos, que aparecem sorrindo em lindas tricromias, dizendo: “Eu sou assim porque tomeid tal remédio”. Tinha um cuidado meticuloso com suas roupas, manicuravae as unhas e jogava golfe no Country Club.

Adaptado de VERISSIMO, E. Olhai os lírios do campo. 71 ed. São Paulo: Globo, 1995.

Assinale a única alternativa que traz uma forma verbal cujo sujeito NÃO é o personagem Cintra.

anunciou.
Era.
tomei.
 

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2312888 Ano: 2021
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: FUNDATEC
Orgão: PGE-RS
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Segundo os parâmetros fixados na Lei Estadual nº 15.612, de 6 de maio de 2021, que dispõe sobre o processo administrativo no Estado do Rio Grande do Sul, é correto afirmar que:

 

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