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Leia o texto, para responder a questão.
O exorcismo
Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos
lutando contra os demônios. O pior dos satanases tinha sido
seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido na cama,
na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se
da parede e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no
lixo a nossa bela máscara mexicana de Lúcifer e esparramou
uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro bendito. Depois
pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora,
pendurou alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos
de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse.
E disse que dali para a frente era conosco, porque a
sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
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Leia o texto, para responder a questão.
Escravos no século XXI
Esses retratos, junto com muitos outros, formam uma
galeria que o país não gosta de ver. São vários Antônios,
vários Franciscos, vários Josés que dão carne e osso a um
grande drama brasileiro: o trabalho em condições análogas
às de escravidão. Sim, todas essas pessoas foram escravizadas
– em pleno século XXI.
Enredadas em dívidas impagáveis, manipuladas pelos
patrões e submetidas a situações deploráveis no trabalho,
elas chegaram a beber a mesma água que os porcos, e algumas
sofreram a humilhação máxima de ser espancadas, para
não falar de constantes ameaças de morte.
Quando os livros escolares informam que a escravidão
foi abolida no Brasil em 13 de maio de 1888, há exatos 130
anos, fica faltando dizer que se encerrou a escravidão negra
– e que, ainda hoje, a escravidão persiste, só que agora é
multiétnica.
Estima-se que atualmente 160000 brasileiros trabalhem
e vivam no país em condições semelhantes às de escravidão
– ou seja, estão submetidos a trabalho forçado, servidão por
meio de dívidas, jornadas exaustivas e circunstâncias degradantes
(em relação a moradia e alimentação, por exemplo).
Comparada aos milhões de africanos trazidos para o país
para trabalhar como escravos, a cifra atual poderia indicar
alguma melhora, mas abrigar 160000 pessoas escravizadas
é um escândalo humano de proporções épicas. Em 1995, o
governo federal reconheceu oficialmente a continuidade daquele
crime inclassificável – e criou uma comissão destinada
a fiscalizar o trabalho escravo. O pior é que, em vez de
melhorar, a situação está ficando mais grave.
(Jennifer Ann Thomas, Veja, 09 de maio de 2018. Adaptado)
Estima-se que atualmente 160000 brasileiros trabalhem e vivam no país em condições semelhantes às de escravidão – ou seja, estão submetidos a trabalho forçado, servidão por meio de dívidas, jornadas exaustivas e circunstâncias degradantes (em relação a moradia e alimentação, por exemplo).
É correto afirmar que essa passagem
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Leia a tira, para responder a questão.

(Bill Watterson. Calvin e Haroldo. Disponível em: <http://tiras-do-calvin.tumblr.com>. Acesso em: 09 de maio de 2018)
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Leia o texto, para responder a questão.
Escravos no século XXI
Esses retratos, junto com muitos outros, formam uma
galeria que o país não gosta de ver. São vários Antônios,
vários Franciscos, vários Josés que dão carne e osso a um
grande drama brasileiro: o trabalho em condições análogas
às de escravidão. Sim, todas essas pessoas foram escravizadas
– em pleno século XXI.
Enredadas em dívidas impagáveis, manipuladas pelos
patrões e submetidas a situações deploráveis no trabalho,
elas chegaram a beber a mesma água que os porcos, e algumas
sofreram a humilhação máxima de ser espancadas, para
não falar de constantes ameaças de morte.
Quando os livros escolares informam que a escravidão
foi abolida no Brasil em 13 de maio de 1888, há exatos 130
anos, fica faltando dizer que se encerrou a escravidão negra
– e que, ainda hoje, a escravidão persiste, só que agora é
multiétnica.
Estima-se que atualmente 160000 brasileiros trabalhem
e vivam no país em condições semelhantes às de escravidão
– ou seja, estão submetidos a trabalho forçado, servidão por
meio de dívidas, jornadas exaustivas e circunstâncias degradantes
(em relação a moradia e alimentação, por exemplo).
Comparada aos milhões de africanos trazidos para o país
para trabalhar como escravos, a cifra atual poderia indicar
alguma melhora, mas abrigar 160000 pessoas escravizadas
é um escândalo humano de proporções épicas. Em 1995, o
governo federal reconheceu oficialmente a continuidade daquele
crime inclassificável – e criou uma comissão destinada
a fiscalizar o trabalho escravo. O pior é que, em vez de
melhorar, a situação está ficando mais grave.
(Jennifer Ann Thomas, Veja, 09 de maio de 2018. Adaptado)
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A alternativa em que todas as palavras estão corretamente
grafadas é:
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Leia o texto, para responder a questão.
Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava
com passos firmes na direção da forca, no centro do Recife.
Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o lendário Frei
Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele
tinha participado da revolta da Confederação do Equador,
sufocada pelo governo de Pernambuco. Vestia o hábito da
Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso da multidão,
foi submetido ao degradante ritual da desautoração*,
perdendo os direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar
o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem
suas vestes sagradas. Permaneceu firme quando recebeu na
tonsura** o golpe simbólico da excomunhão. O carrasco já se
preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido,
dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado.
Veio então o ajudante do carrasco, que também se recusou
a executar Frei Caneca, diante da visão da Virgem Maria.
Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente
açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou
trazer dois presos da cadeia pública e lhes ofereceu a
liberdade em troca da execução de Frei Caneca. E eles igualmente
se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito,
como exemplo para desencorajar futuros conspiradores. O
juiz então ordenou que ele fosse fuzilado. Percebendo que os
soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou
exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem
Maria há de compreender os vossos temores. Tenham
fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa.
(Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.
**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.
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O exorcismo
Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos
lutando contra os demônios. O pior dos satanases tinha sido
seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido na cama,
na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se
da parede e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no
lixo a nossa bela máscara mexicana de Lúcifer e esparramou
uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro bendito. Depois
pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora,
pendurou alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos
de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse.
E disse que dali para a frente era conosco, porque a
sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
É correto concluir, a partir da recomendação da feiticeira, que
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Leia o texto, para responder a questão.
Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava
com passos firmes na direção da forca, no centro do Recife.
Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o lendário Frei
Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele
tinha participado da revolta da Confederação do Equador,
sufocada pelo governo de Pernambuco. Vestia o hábito da
Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso da multidão,
foi submetido ao degradante ritual da desautoração*,
perdendo os direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar
o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem
suas vestes sagradas. Permaneceu firme quando recebeu na
tonsura** o golpe simbólico da excomunhão. O carrasco já se
preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido,
dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado.
Veio então o ajudante do carrasco, que também se recusou
a executar Frei Caneca, diante da visão da Virgem Maria.
Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente
açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou
trazer dois presos da cadeia pública e lhes ofereceu a
liberdade em troca da execução de Frei Caneca. E eles igualmente
se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito,
como exemplo para desencorajar futuros conspiradores. O
juiz então ordenou que ele fosse fuzilado. Percebendo que os
soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou
exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem
Maria há de compreender os vossos temores. Tenham
fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa.
(Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.
**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.
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Assinale a alternativa que preenche as lacunas do enunciado
a seguir, de acordo com a norma-padrão de concordância. _______ as proporções do acidente, _______ as vias da
redondeza, ficando _______ às pessoas trafegar pelo
local, pois ainda _______ focos de incêndio _______ .
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Leia o texto, para responder a questão.
O exorcismo
Rosário, a feiticeira andaluza, estava há muitos anos
lutando contra os demônios. O pior dos satanases tinha sido
seu sogro. Aquele malvado tinha morrido estendido na cama,
na noite em que blasfemou*, e o crucifixo de bronze soltou-se
da parede e quebrou-lhe o crânio.
Rosário se ofereceu para desendemoniar-nos. Jogou no
lixo a nossa bela máscara mexicana de Lúcifer e esparramou
uma fumaçarada de arruda, manjerona e louro bendito. Depois
pregou na porta uma ferradura com as pontas para fora,
pendurou alguns alhos e derramou, aqui e acolá, punhadinhos
de sal e montões de fé.
– Ao mau tempo, cara boa, e para a fome, viola – disse.
E disse que dali para a frente era conosco, porque a
sorte não ajuda quem não a ajuda a ajudar.
(Eduardo Galeano, O livro dos abraços. Adaptado)
*Proferiu palavras ofensivas à divindade.
É correto afirmar que o termo “a”, no trecho “não a ajuda”, é
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