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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto (linhas 12, 18 e 26).

 

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Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Considere as seguintes sugestões de reordenação de elementos do texto.
I – Troca de posição dos segmentos menos crianças e jovens (linha 02) e mais idosos (linha 02), um pelo outro.
II – Passagem do segmento é revigorante (linha 19) para o final da frase, depois de aquela.
III – Passagem de neles mesmos (linha 27) para o final da frase, depois de aplicadas.
Quais manteriam o significado original das respectivas frases?

 

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Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos

cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Analise as expressões abaixo.
I – Esse conjunto de transformações (linha 04)
II – o episódio (linha 18)
III – os fatos (linha 30)
IV – evidências responsáveis (linha 36)
Quais retomam elementos apresentados anteriormente no texto?

 

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cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Considere as seguintes possíveis modificações em segmentos do texto.
I – Substituição de sistemas de saúde, turismo e educação (linha 04) por “organizações de saúde, turismo e educação”.
II – Supressão de essa (linha 06) antes de nova realidade.
III – Substituição de ocorrer (linha 09) por “prescindir”.
Quais delas criariam as condições para o emprego do sinal indicativo de crase em seu respectivo contexto?

 

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cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Assinale a alternativa cuja afirmação acerca da estrutura de palavras do texto está INCORRETA.

 

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cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

A vírgula da linha 21 e as vírgulas da linha 36 são usadas, respectivamente, para
 

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cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

Caso o segmento esse processo (linha 08) fosse substituído por “tais transformações”, alguns ajustes de concordância seriam necessários no período.
Deveriam sofrer ajuste, nesse caso,

 

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cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos.

Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas

aos sistemas de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de transformações é denominado

“transição demográfica” e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para

as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova

realidade.

Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá

ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas

as vezes em que se cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em

uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.

Diante de uma platéia em _______, o locutor, entusiasmado, pergunta aos

participantes: “Tem criança aqui?” Milhares de mãos se erguem e, independentemente da

idade, as vozes proclamam um sonoro “sim”.

Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: “Tem velho aqui?” As mãos oscilam

com o indicador em riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta final e aumenta

ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo.

Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há _______ duvidar dos bons

interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar

ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a

velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável.

Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na

semana. Chamou-me a atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos

próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No

programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros

_______ principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude.

Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem neles mesmos essas mentiras

conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os poupa das suas naturais

conseqüências.

Observei que os fatos se conectam. Se, por um lado, continuarmos a permitir que o

processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos

falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia

sejam usados como medidas “antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de que a

velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo

científico.

Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para

constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta “pró-

envelhecimento saudável”.

Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à

pergunta ‘tem velho aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da idade, goza da

plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de

quem soube envelhecer.

(Adaptado de JACOB FILHO, Wilson. Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de 2008.)

No 7º parágrafo, o autor refere-se a um grupo de interesseiros (linha 25). Tal referência é várias vezes retomada no texto através de pronomes ou outras expressões. Leia os pronomes abaixo.

I – lhes (linha 26)
II – (d)eles (linha 27)
III – (n)eles mesmos (linha 27)
IV – os (linha 28)

Quais deles se referem aos “interesseiros” a que o autor alude?
 

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Considerando-se as regras da álgebra proposicional, qual das proposições citadas nas alternativas abaixo pode ser deduzida das seguintes proposições: “ ~ X → Z" e “ X → ~Y " ?


Questão Anulada

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Relacione a coluna da direita com a da esquerda, associando corretamente a tarefa do Word às teclas de atalho do teclado.

( 1 ) SHIFT + ENTER
( 2 ) CTRL + SINAL DE IGUAL
( 3 ) CTRL + SHIFT + C
( 4 ) CTRL + SHIFT + F
( 5 ) CTRL + SHIFT + SINAL DE ADIÇÃO
( 6 ) CTRL + SHIFT + ENTER
( 7 ) CTRL + SHIFT + SINAL DE SUBTRAÇÃO
( 8 ) CTRL + SHIFT + >

( ) Copia formatação
( ) Quebra de seção
( ) Aumenta o tamanho da fonte
( ) Formata com sobrescrito
( ) Formata com subscrito
( ) Quebra de linha

A ordem correta dos números na coluna da direita, de cima para baixo, é
Questão Anulada

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