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Muitos desafios se interpõem à perspectiva de uma nova relação educação e trabalho.
Analise as seguintes afirmativas.
I. Articular, de forma não mecânica, o trabalho com a educação infantil e ensino fundamental. Ou seja, o de como fazer do trabalho útil e enquanto valor de uso e produção da vida, a razão da educação.
II. Integrar o trabalho com a educação dos jovens e adultos, considerando-se que, diferentemente das crianças, a principal atividade deles é ou deveria ser o trabalho.
III. Desenvolver processos educativos na perspectiva da construção da democracia integral, de tal modo que essa se faça presente no processo mesmo da educação.
IV. Educar para atender às necessidades postas pelas profundas e constantes transformações que assolam o mundo do trabalho na atualidade.
Estão CORRETAS as afirmativas
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REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS
Frei Betto
A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Leia o poema Eu, etiqueta e o relacione à imagem subsequente.
Em relação às marcas de produtos declaradas nos versos do poema e às logomarcas presentes na imagem, é CORRETO afirmar que
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A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Leia o soneto de Gregório de Matos.

A temática barroca seiscentista presente no soneto de Gregório de Matos é a
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As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
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A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Leia o excerto do livro Cidade de Deus.

Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura do excerto de Cidade de Deus.
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As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
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A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
O escapismo do narrador no excerto de A hora da estrela é uma característica romântica. Alfredo Bosi definiu assim o escapismo romântico:
O escapismo presente no excerto de A hora da estrela diferencia se do escapismo romântico desses versos porque o narrador
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As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Leia os excertos do romance A hora da estrela de Clarice Lispector.
Assinale a alternativa cuja explicação sobre a construção literária dos excertos de A hora da estrela está INCORRETA.
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A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Leia este texto.
REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS
Frei Betto
A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
O texto Redes Sociais: proveitos e riscos é predominantemente argumentativo, no entanto, a heterogeneidade tipológica é um fenômeno comum aos textos.
Assinale a alternativa que propõe análise INCORRETA sobre como trabalhar em sala de aula as sequências textuais presentes no texto Redes Sociais: proveitos e riscos.
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REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS
Frei Betto
A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Leia este texto.
REDES SOCIAIS: PROVEITOS E RISCOS
Frei Betto
A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.
As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram se o Grito dos Excluídos – uma tradicional manifestação de rua por reformas sociais e o grito dos indignados.
As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.
O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.
Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internáutica. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou apoiar o movimento Ocupem Wall Street. É preciso propor alternativas ao capitalismo, delinear os “outros mundos possíveis”, organizar a esperança.
A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.
Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.
Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos em embolsar o nosso dinheiro e ampliar suas mordomias e seus patrimônios.
As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.
As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.
Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.
Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando a passivo papel de mero espectador.
É preciso, entretanto, ter cuidado com as redes sociais. O Facebook, que congrega, hoje, meio bilhão de pessoas, é uma ferramenta espião. Nada garante a privacidade dos usuários. Mesmo após deletar a conta e abandonar o Facebook, os dados do ex usuário podem ser rastreados e registrados.
Como funciona? O Facebook instala cookies no seu computador. Eles armazenam informações de navegação e as transmitem para servidores remotos.(...)
Certas palavras mais digitadas engordam o lucro da empresa, como “sexo”, “amor” ou “Deus”, “Jesus” etc. O Google conseguiu transformar as palavras em mercadorias. E, se não tomarmos cuidado, no futuro ele condicionará nosso modo de expressão linguística, empobrecendo o idioma, anulando suas potencialidades e definhando o nosso espírito.
Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.
Releia este parágrafo do texto Redes sociais: proveitos e riscos.
“Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.”
As alternativas são reescritas do parágrafo com elementos linguísticos que explicitaram informações que estavam implícitas originalmente.
Assinale a alternativa cuja reescrita manteve o sentido original do parágrafo.
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