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Na análise microscópica de alimentos, às vezes, é necessário realizar o clareamento do material, para não se ter o conteúdo das células obscurecendo a distribuição dos tecidos. Para essa finalidade podem ser utilizados:
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Considerando o envoltório nuclear presente nas células eucariontes, analise as proposições:
I- É formado por membrana dupla.
II- Possui poros que regulam a saída de macromoléculas.
III- Sua membrana externa é contínua com o retículo endoplasmático rugoso (granuloso).
IV- É formado por membrana simples, basófila.
V- Contém ribosomas na porção externa.
É correto o que se afirma apenas em:
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“O termo cromatina (croma, cor) designa, com exceção dos nucléolos, toda a porção do núcleo que se cora e é visível ao microscópio óptico. A cromatina é constituída por desoxirribonucleoproteína, que se apresenta em vários graus de condensação. (...) O estado de condensação da cromatina tem um significado importante. (...) A cromatina sexual da fêmea dos mamíferos é um exemplo de heterocromatina facultativa. A condensação de um dos cromossomas X das fêmeas ocorre ao acaso. Numas células, o cromossoma X condensado é de origem materna e, em outras, de origem paterna. Em consequência o corpo feminino é um mosaico contendo, possivelmente em todos os órgãos, células com o cromossoma X paterno (Xp) inativo e outras com o cromossoma X materno (Xm) inativo. Muito cedo na vida embrionária, aproximadamente metade das células têm o Xm inativado e, na outra metade, é o cromossoma Xp que é inativado. Nos dois casos, o X inativado é transmitido nesta condição para as células-filhas, e desta maneira os diversos órgãos do corpo feminino contêm dois clones celulares, um com Xm inativadoe outro com Xp inativado. É óbvio que, no clone Xm inativado, o cromossoma Xp é funcional e ativo na transcrição dos genes, enquanto, no clone com Xp inativado, o cromossoma X ativo é o Xm. Um exemplo deste fato é a doença”:
(Fonte: Junqueira e Carneiro. Biologia Celular e Molecular. Guanabara Koogan, 6ª edição.)
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Leia o trecho do artigo:
IDENTIFICAÇÃO DOS INSETOS INFESTANTES DE ALIMENTOS ATRAVÉS DA MICROMORFOLOGIA DE SEUS FRAGMENTOS
“ (...) O reconhecimento e a identificação dos fragmentos de insetos encontrados nas massas alimentícias (macarrão) e nas farinhas de trigo comum e especial produzidas e comercializadas em Curitiba, Paraná, foi feita através da comparação com as regiões do corpo de espécimes previamente identificados e montados em lâminas permanentes. (...)
Os fragmentos de insetos identificados foram originários de espécies de coleópteros pragas, características de infestação interna do grão, correspondentes ao gênero Sitophilus spp. (Curculionidae), e à espécie Rhizopertha dominica (Bostrychidae), tendo sido encontrados em 100% e 74,07%, respectivamente, das amostras analisadas, e pelas espécies de contaminação externa, geralmente, espécies que contaminam os produtos nos armazéns, nos silos, moinhos e/ou nos locais de processamento, como Cryptolestes spp. (Cucujidae), Tribolium spp. (Tenebrionidae), Oryzaephilus surinamensis (Cucujidae), Lasioderma serricorne (Anobiidae) e os psocópteros Liposcelis spp., cujos fragmentos foram encontrados em 55,55%, 25,92%, 7,41%, 3,70% e 6,1%, respectivamente, das amostras analisadas. (...)”
Observe as figuras:

Vargas, C. H. B.; Almeida A. A. Revta bras. Zool. 13 (3): 737 -746, 1996.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v13n3/v13n3a21.pdf Acesso em: 20/05/2014.
Após analisar as informações acima, é possível afirmar que as partes numeradas nas imagens compreendem:
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Observe as palavras grifadas da frase a seguir e depois assinale a alternativa que traz a respectiva classificação morfológica.
“Saudade é amar um passado que ainda não passou...” (Pablo Neruda)
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Em relação à regência verbal, assinale a alternativa que contraria a norma culta da língua portuguesa escrita.
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Leia a tirinha para responder às próximas duas(2) questões.

Disponível em http://metiradoserio.com.br/index.php/dik-browne/. Acesso em 12 mai 2014.
Julgue as afirmativas e assinale a alternativa correta
I – No primeiro quadrinho o pronome demonstrativo “nesse” está inadequado ao contexto. O correto seria “neste”, pois indica proximidade de quem fala.
II – Os verbos “tem”, “perguntas” e “cozinha” estão no tempo presente do modo indicativo.
III – No segundo quadrinho, em “Tem gosto de açúcar com peixe!” há um erro de concordância verbal, pois o verbo “tem” deveria estar no plural “têm”.
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Leia a tirinha para responder às próximas duas(2) questões.

Disponível em http://metiradoserio.com.br/index.php/dik-browne/. Acesso em 12 mai 2014.
No primeiro quadrinho a palavra “porque” está grafada incorretamente. Assinale a única alternativa que também apresenta erro quanto ao emprego do porquê.
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Leia o texto a seguir para responder às próximas seis(6) questões.
CINZAS LEMBRANÇAS
Contar as histórias das vítimas e de suas famílias é a melhor forma de fazer com que ditadura deixe de ser uma abstração
Para muitos jovens, ditadura é uma expressão genérica, quase uma abstração. Apenas uma minoria de sobreviventes, dos nascidos até o início dos anos 1960, guarda na memória a vivência daquele tempo. Para os demais, a maioria esmagadora dos adultos de hoje, ditadura é mais um clichê a se somar a tantos outros da nossa história oficial.
Pois eu vou contar resumidamente como me lembro do regime militar. Foi um tempo mais de tons de cinza do que de branco e preto, embora houvesse uma clara divisão de campos, de um lado os opressores, de outro suas vítimas e os que resistiam de diferentes formas.
Digo tons de cinza porque a censura nunca foi sistêmica e a repressão mais dura era localizada. Os militares não tiveram sequer a coragem de se assumir como os ditadores que foram. Havia espaços para pessoas resistirem. Especialmente nos meios de comunicação de massa, alguns deles, pode-se dizer, mais cúmplices da ditadura do que as vítimas que hoje pretendem ter sido.
Foram tempos de tons de cinza também porque não havia clareza entre nós, que lutávamos pela liberdade: jornalistas, estudantes, lideranças políticas e religiosas, ativistas e intelectuais. Hoje há consenso de que os que pegaram em armas contra a ditadura eram uma minoria relativamente isolada. Por isso, no Brasil, a repressão mais cruel não atingiu dimensões genocidas, como no Chile e na Argentina. E talvez por isso, hoje, a sociedade brasileira tem da ditadura uma memória ambígua e complacente e não se sente por ela traumatizada.
Mas houve também aqui uma repressão de massa, menos visível, quase silenciosa, que afetou quase 60 mil pessoas: oficiais e subalternos expelidos das Forças Armadas, professores e estudantes cassados, funcionários públicos e de estatais perseguidos, sindicalistas postos em listas negras, cantores e compositores exilados. Nossas universidades e o próprio pensamento nacional nunca se recuperaram do expurgo de quase duas centenas de nossos maiores cientistas.
Sobre a repressão mais dura é preciso dizer que seus métodos equipararam-se aos dos mais nefandos sistemas de repressão da história. A tortura física era procedimento-padrão. Os estupros, frequentes. Pais foram assassinados na frente de filhos. Outros foram sequestrados e mortos, e seus corpos esquartejados e desaparecidos. Não poucos presos políticos foram levados à loucura e ao suicídio.
Algumas dessas histórias dizem mais sobre a ditadura do que qualquer explicação sociológica – relato muita delas em meu livro de contos Você Vai Voltar Pra Mim e Outros Contos, publicado pela Cosacnaify. Contar as histórias dessas vítimas e de suas famílias talvez seja a melhor forma de fazer com que a ditadura deixe de ser uma abstração na cabeça dos brasileiros que não viveram aqueles tempos.
KUCINSKI, B. Carta na Escola, Edição n° 85. Disponível em:
http://www.cartanaescola.com.br/single/show/330. Acesso em 12 mai 2014.
A mesma regra de acentuação que vale para a palavra “história”, vale também para:
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Leia o texto a seguir para responder às próximas seis(6) questões.
CINZAS LEMBRANÇAS
Contar as histórias das vítimas e de suas famílias é a melhor forma de fazer com que ditadura deixe de ser uma abstração
Para muitos jovens, ditadura é uma expressão genérica, quase uma abstração. Apenas uma minoria de sobreviventes, dos nascidos até o início dos anos 1960, guarda na memória a vivência daquele tempo. Para os demais, a maioria esmagadora dos adultos de hoje, ditadura é mais um clichê a se somar a tantos outros da nossa história oficial.
Pois eu vou contar resumidamente como me lembro do regime militar. Foi um tempo mais de tons de cinza do que de branco e preto, embora houvesse uma clara divisão de campos, de um lado os opressores, de outro suas vítimas e os que resistiam de diferentes formas.
Digo tons de cinza porque a censura nunca foi sistêmica e a repressão mais dura era localizada. Os militares não tiveram sequer a coragem de se assumir como os ditadores que foram. Havia espaços para pessoas resistirem. Especialmente nos meios de comunicação de massa, alguns deles, pode-se dizer, mais cúmplices da ditadura do que as vítimas que hoje pretendem ter sido.
Foram tempos de tons de cinza também porque não havia clareza entre nós, que lutávamos pela liberdade: jornalistas, estudantes, lideranças políticas e religiosas, ativistas e intelectuais. Hoje há consenso de que os que pegaram em armas contra a ditadura eram uma minoria relativamente isolada. Por isso, no Brasil, a repressão mais cruel não atingiu dimensões genocidas, como no Chile e na Argentina. E talvez por isso, hoje, a sociedade brasileira tem da ditadura uma memória ambígua e complacente e não se sente por ela traumatizada.
Mas houve também aqui uma repressão de massa, menos visível, quase silenciosa, que afetou quase 60 mil pessoas: oficiais e subalternos expelidos das Forças Armadas, professores e estudantes cassados, funcionários públicos e de estatais perseguidos, sindicalistas postos em listas negras, cantores e compositores exilados. Nossas universidades e o próprio pensamento nacional nunca se recuperaram do expurgo de quase duas centenas de nossos maiores cientistas.
Sobre a repressão mais dura é preciso dizer que seus métodos equipararam-se aos dos mais nefandos sistemas de repressão da história. A tortura física era procedimento-padrão. Os estupros, frequentes. Pais foram assassinados na frente de filhos. Outros foram sequestrados e mortos, e seus corpos esquartejados e desaparecidos. Não poucos presos políticos foram levados à loucura e ao suicídio.
Algumas dessas histórias dizem mais sobre a ditadura do que qualquer explicação sociológica – relato muita delas em meu livro de contos Você Vai Voltar Pra Mim e Outros Contos, publicado pela Cosacnaify. Contar as histórias dessas vítimas e de suas famílias talvez seja a melhor forma de fazer com que a ditadura deixe de ser uma abstração na cabeça dos brasileiros que não viveram aqueles tempos.
KUCINSKI, B. Carta na Escola, Edição n° 85. Disponível em:
http://www.cartanaescola.com.br/single/show/330. Acesso em 12 mai 2014.
Julgue as afirmativas em relação à colocação pronominal.
I – “Especialmente nos meios de comunicação de massa, alguns deles, pode-se dizer [...].”
O uso de ênclise justifica-se porque não devemos utilizar pronomes oblíquos átonos em início de orações.
II – “[...] a sociedade brasileira tem da ditadura uma memória ambígua e complacente e não se sente por ela traumatizada.”
O uso de próclise justifica-se porque há um advérbio de negação que atrai o pronome oblíquo átono para antes do verbo.
III – “Nossas universidades e o próprio pensamento nacional nunca se recuperaram do expurgo de quase duas centenas de nossos maiores cientistas.”
O uso da próclise justifica-se porque o verbo está no futuro do presente.
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