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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
Lula tinha dois (1) objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus (2) como forma de (3) provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro (4) era chegar a uma (5) posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Os elementos linguísticos DOIS (1), EUROPEUS (2) e UMA (5), respectivamente, são
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
Entre o evento principal, que (1) reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países (2) que (3) têm parte da floresta (4) em seus territórios (5), e o “Diálogos Amazônicos” (6) com participantes da sociedade civil (7) foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto(8).
A expressão “NO PERÍODO DE 4 A 9 DE AGOSTO” (8) tem a mesma função sintática que
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
Entre o evento principal, que (1) reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países (2) que (3) têm parte da floresta (4) em seus territórios (5), e o “Diálogos Amazônicos” (6) com participantes da sociedade civil (7) foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto(8).
Em “DIÁLOGOS AMAZÔNICOS” (6), as aspas foram usadas para
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
Entre o evento principal, que (1) reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países (2) que (3) têm parte da floresta (4) em seus territórios (5), e o “Diálogos Amazônicos” (6) com participantes da sociedade civil (7) foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto(8).
O elemento linguístico QUE (1) e (3) , respectivamente, tem valor de
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
Entre o evento principal, que (1) reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países (2) que (3) têm parte da floresta (4) em seus territórios (5), e o “Diálogos Amazônicos” (6) com participantes da sociedade civil (7) foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto(8).
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
Assinale a opção que apresenta um dos termos utilizados para se referir à Cúpula da Amazônia ao longo do Texto 1.
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
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CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
A leitura do Texto 1 permite inferir que
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CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
De acordo com o Texto 1, o legado da Cúpula da Amazônia foi ter
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TEXTO 1
CÚPULA DA AMAZÔNIA ATRAI ATENÇÃO, MAS TERMINA SEM AVANÇO CONCRETO
Evento teve quase 30.000 pessoas e reuniu países amazônicos, mas não definiu meta contra desmatamento ou debateu petróleo.
Mateus Maia (enviado especial a Belém/PA) ‖ Mariana Haubert (de Brasília) ‖ 09 ago. 2023 (quarta-feira) - 20h53.
A Cúpula da Amazônia terminou nesta quarta-feira (09 de agosto de 2023) com o mérito de ter mobilizado os países da região para o debate conjunto sobre a preservação da floresta. Não avançou, porém, em acordos para metas comuns, especialmente, no combate ao desmatamento. A discussão sobre a exploração de petróleo no bioma foi ignorada.
Entre o evento principal, que reuniu chefes de Estado e representantes dos 8 países que têm parte da floresta em seus territórios, e o “Diálogos Amazônicos” com participantes da sociedade civil foram cerca de 30.000 pessoas em Belém/PA, no período de 4 a 9 de agosto.
Com a Esplanada dos Ministérios em peso na capital paraense, a cúpula organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu a atenção e mobilização do governo para a Amazônia. Mas pouco contribuiu com o objetivo do petista de se catapultar como grande liderança do meio ambiente mundial por conta do impacto limitado das propostas apresentadas nos documentos finais. Lula tinha dois objetivos principais ao idealizar a Cúpula da Amazônia. Um deles seria mostrar os resultados aos europeus como forma de provar que o Brasil está disposto a avançar nas questões ambientais e, assim, concluir o acordo do Mercosul com a União Europeia. O outro era chegar a uma posição conjunta dos países amazônicos, liderados pelo Brasil, a ser apresentada na COP28, que será realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, em dezembro.
Lula está de olho na realização da COP30, em 2025, também em Belém. Quer se consolidar como um dos grandes líderes mundiais na questão climática, depois de ter fracassado na tentativa de se posicionar como um negociador pelo fim do conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O objetivo final, segundo aliados, é o Nobel da Paz, e o chefe do Executivo acredita que a liderança no tema ambiental pode ajudá-lo nessa missão. Apesar das propostas vagas para unificar as políticas de proteção ao meio ambiente, a realização do evento em si foi comemorada por Lula e pelo governo. O encontro foi visto como um primeiro passo para abrir canais de diálogo mais permanentes sobre questões ambientais com os países amazônicos e com o resto do mundo.
O Poder360 esteve em Belém para acompanhar as atividades de Lula e a Cúpula da Amazônia. Leia a seguir um resumo do que foi debatido e dos documentos divulgados:
Aliança para combater o desmatamento - os países amazônicos concordaram em criar uma aliança para combater o desmatamento, mas não estabeleceram metas conjuntas para atingir tal resultado. O Brasil, por exemplo, pretende erradicar o problema na Amazônia até 2030. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) disse que não houve consenso entre os países;
Petróleo ignorado - a Declaração de Belém não mencionou nada sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, afirmou durante a cúpula ser necessário buscar outras fontes econômicas alternativas ao petróleo, carvão e gás que sejam mais sustentáveis para conter as mudanças climáticas. Como o Poder360 revelou, o impasse entre Petrobras e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em pesquisas para extração do óleo na Margem Equatorial não foi tratado na reunião com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) na terça-feira (08 de agosto);
Cobrança aos países ricos - os países com florestas tropicais cobraram que as nações mais ricas paguem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiamento de ações climáticas. O grupo também pediu que os países desenvolvidos ajudem na mobilização de US$ 200 bilhões anuais para implementação de planos nacionais de biodiversidade;
Relação da Amazônia com mundo - durante a cúpula, Lula defendeu que o protagonismo dos países amazônicos nas discussões sobre o futuro da floresta é um “passaporte para uma nova relação com o mundo, mais simétrica” em comparação ao lugar “subalterno de fornecedores de matérias-primas”. O chefe do Executivo brasileiro ressaltou em momentos diferentes que o evento era a chance de a região falar ao mundo. O presidente disse também que a defesa intransigente da Amazônia “não é radicalismo”, mas “necessidade de sobrevivência humana” e que negar a crise climática atual é “apenas insensatez”;
Crítica ao protecionismo europeu - sem citar a União Europeia, o presidente criticou a pressão que países do bloco têm feito sobre o Brasil, especialmente a França, por sanções econômicas em caso de descumprimento de regras e metas ambientais. “Medidas protecionistas mal disfarçadas de preocupação ambiental por parte dos países ricos não são o caminho a trilhar”, disse; Fortalecimento da OTCA - os países incluíram na Declaração de Belém a determinação de se criar o Painel Intergovernamental Técnico-Científico da Amazônia no escopo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo do painel será orientar políticas públicas para os países da região a partir da sistematização de informações e elaboração de relatórios periódicos sobre temas prioritários. Integrarão o painel técnicos, cientistas e pesquisadores especializados na região amazônica, com participação permanente de organizações indígenas, de comunidades locais e tradicionais e da sociedade civil. A inclusão deste ponto era uma reivindicação de especialistas, inclusive da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva;
Participação em fóruns internacionais - Lula defendeu que os países com florestas tropicais precisam ampliar a participação em fóruns internacionais sobre clima. Também reiterou a cobrança que tem feito para que países ricos e desenvolvidos financiem ações de preservação do meio ambiente e de melhoria da qualidade de vida das populações locais;
Aumento da segurança na região - os países concordaram em criar sistemas para dar maior segurança para a região, como o controle de tráfego aéreo e o uso de um centro de cooperação policial internacional montado pelo governo brasileiro em Manaus (AM). Lula prometeu acabar com o narcotráfico e o crime organizado na região, tarefa já tentada por países como a Colômbia e a Bolívia, sem sucesso até hoje;
Ausência de Maduro - o presidente da Venezuela cancelou de última hora sua participação por causa de uma otite (infecção no ouvido). Enviou a vice-presidente Delcy Rodrigues no seu lugar.
Disponível em: https://www.poder360.com.br/governo/cupula-da-amazonia-atrai-atencao-mas-termina-sem-avanco-concreto/. Acesso em 9 ago. 2023. Adaptado para uso nesta avaliação
TEXTO 2.

Disponível em: https://jc.ne10.uol.com.br/index.php?id=/&dinamico=1&d=09/08/2023. Acesso em: 9 ago. 2023.
TEXTO 3
Saudades do Amazonas
(Petrarca Maranhão)
Desde que te deixei, ó terra minha,
Jamais pairou em mim consolação,
Porque, se eu longe tinha o coração,
Perto de ti minh’alma se mantinha.
Em êxtase minh’alma se avizinha
De ti, todos os dias, com emoção,
Vivendo apenas dentro da ilusão
De voltar, tal qual vive quando vinha.
Assim, minh’alma vive amargurada
Sem que eu a veja em ti bem restaurada
Das comoções que teve em outras zonas,
Mas para torná-las em felicidade,
É preciso matar toda a saudade,
Fazendo-me voltar ao Amazonas!
Disponível em: https://www.culturagenial.com/amazonia/. Acesso em: 12 ago. 2023.
A intenção comunicativa dominante no Texto 1 é
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