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Respondida
Com base em fisiopatologia avançada e evidências de prevenção de TVP em pacientes
críticos, assinale a alternativa correta.
Respondida
Homem, 35 anos, portador de epilepsia idiopática, chega à UTI com convulsão
contínua há 45 minutos, sem recuperação entre crises (status epiléptico convulsivo). Ele está
intubado, com saturação 92% sob O2 suplementar e pressão arterial 100/60 mmHg. Com base em
fisiopatologia avançada, complicações sistêmicas e manejo intensivo, assinale a alternativa correta.
A
O status epiléptico prolongado induz alterações metabólicas e excitotoxicidade neuronal, aumento
de demanda metabólica cerebral e liberação de citocinas pró-inflamatórias, podendo causar lesão
neuronal irreversível, hipertensão intracraniana, rabdomiólise, disfunção cardiorrespiratória e insuficiência multiorgânica, justificando intervenção imediata com benzodiazepínico IV de curta
ação, seguido de antiepiléptico de manutenção, sedação controlada, intubação se necessária
monitorização multimodal (EEG contínuo, parâmetros hemodinâmicos e metabólicos).
B
O manejo inicial do status epiléptico deve priorizar a correção de alterações eletrolíticas e
metabólicas antes da administração de benzodiazepínicos, pois apenas a normalização de glicemia, sódio e cálcio reduziria a excitotoxicidade neuronal e previne evolução para status refratário.
C
Benzodiazepínicos e anestésicos intravenosos devem ser evitados em pacientes críticos, pois,
embora reduzam atividade elétrica cortical, aumentam risco de hipotensão e depressão respiratória
sem impacto sobre mortalidade ou dano neuronal.
D
O EEG contínuo só é indicado em pacientes com suspeita de status epiléptico não convulsivo, não
sendo relevante em pacientes com status convulsivo clássico, mesmo sedados ou em ventilação
mecânica invasiva.
E
O status epiléptico autolimitado (<60 minutos) em pacientes críticos não requer monitorização
intensiva ou avaliação de complicações sistêmicas, pois a excitotoxicidade e disfunção orgânica só
ocorrem em crises prolongadas (>120 minutos).
Respondida
Considerando a fisiopatologia avançada e o manejo intensivo do potencial doador,
assinale a alternativa correta.
A
Após declaração de morte encefálica, a perda completa da regulação autonômica cerebral implica
que manutenção hemodinâmica e ventilatória não altera a perfusão de órgãos, sendo qualquer
intervenção intensiva irrelevante para viabilidade de transplante.
B
A morte encefálica desencadeia uma tempestade autonômica inicial, seguida de vasoplegia,
hipotireoidismo relativo, deficiência de ADH, instabilidade hemodinâmica, acidose metabólica e
inflamação sistêmica, comprometendo perfusão e função de múltiplos órgãos. O manejo intensivo
inclui reposição volêmica guiada, vasopressores adequados, hormonioterapia combinada (tiroxina,
vasopressina e corticoides), otimização ventilatória para preservação pulmonar, monitorização
hemodinâmica contínua e correção metabólica, visando maximizar viabilidade de órgãos sólidos e
tecidos.
C
Hipotensão e diurese aumentada em potencial doador podem ser abordadas de forma reativa,
apenas se houver colapso cardiovascular iminente, pois intervenções proativas em perfusão ou
hormonioterapia não melhoram a função cardíaca, renal ou pulmonar para transplante.
D
A reposição hormonal (tiroxina, corticoides e vasopressina) é experimental e deve ser reservada
para protocolos de pesquisa, pois não existem evidências robustas de melhora na perfusão de
múltiplos órgãos em morte encefálica.
E
Estratégias ventilatórias em potencial doador devem priorizar baixa pressão inspiratória e
ventilação mínima, sem ajustes de PEEP ou FiO2 , já que alterações nos parâmetros respiratórios
não influenciam oxigenação pulmonar ou preservação de função alveolar para transplante.
Respondida
Homem, 72 anos, internado em UTI com sepse grave secundária à pneumonia,
apresenta choque refratário, insuficiência renal aguda e ventilação mecânica. A equipe deseja estimar
prognóstico e risco de mortalidade utilizando escores de gravidade em UTI. Considerando a
fisiopatologia subjacente à disfunção orgânica múltipla e as limitações dos escores prognósticos,
assinale a alternativa correta.
A
O escore APACHE II é totalmente preciso na predição de mortalidade individual em pacientes
críticos, sendo suficiente para decisões clínicas sobre limitação de suporte ou recursos terapêuticos.
B
O escore SAPS III considera apenas dados laboratoriais iniciais e idade, não sendo útil em pacientes
com instabilidade hemodinâmica ou deterioração rápida e, portanto, não possui valor prognóstico.
C
Os escores de gravidade em UTI substituem julgamento clínico individual, podendo ser usados
isoladamente para indicar interrupção de medidas de suporte vital em pacientes críticos.
D
A utilização de escores de gravidade não é recomendada para estratificação de risco, comunicação
com familiares ou avaliação de qualidade assistencial, sendo restrita apenas a estudos
epidemiológicos retrospectivos.
E
O escore SOFA avalia a disfunção orgânica de múltiplos sistemas (respiratório, cardiovascular,
renal, hematológico, hepático e neurológico), refletindo gravidade fisiológica e permitindo
acompanhamento dinâmico da evolução do paciente. Seu aumento progressivo correlaciona-se com
maior mortalidade e risco de falência multiorgânica.
Respondida
Mulher, 58 anos, internada em UTI com sepse persistente e acesso venoso central
jugular direito há 10 dias. Evolui com febre, leucocitose e hipotensão, sem foco infeccioso aparente
em exames iniciais. Hemoculturas enviadas. Considerando fisiopatologia, diagnóstico e manejo de
infecção relacionada a cateter, assinale a alternativa correta.
A
Envolve colonização intraluminal ou extraluminal por bactérias ou fungos, podendo evoluir para
sepse. O manejo inclui remoção do cateter suspeito, antibioticoterapia dirigida baseada em
hemoculturas, prevenção com higienização rigorosa, bundles de inserção e manutenção, e
avaliação de necessidade contínua do cateter.
B
Ocorre apenas por contaminação externa no momento da inserção, sendo desconsiderada a
suspeita de infecção se o cateter estiver inserido há mais de 5 dias sem sinais locais.
C
A remoção do cateter central deve ser evitada em qualquer suspeita de infecção relacionada ao
cateter, pois aumenta risco de perda de acesso venoso e complicações hemorrágicas. Antibióticos
isolados são suficientes.
D
Raramente evolui para sepse ou disfunção orgânica múltipla, portanto, monitoramento
hemodinâmico e suporte intensivo não são necessários.
E
O uso de antissépticos e bundles de inserção são opcionais, pois a principal forma de prevenção
apenas a troca rotineira do curativo do cateter a cada 48 horas.
Respondida
Sobre a fisiopatologia e o impacto da translocação bacteriana em pacientes críticos,
assinale a alternativa correta.
Respondida
Homem, 78 anos, com falência cardíaca refratária, DPOC grave e câncer metastático,
encontra-se em UTI com ventilação mecânica invasiva e suporte vasoativo. Após discussão
multidisciplinar, a equipe considera iniciar cuidados paliativos integrados, incluindo limitação de
medidas fúteis e foco em conforto. Considerando os princípios de cuidados paliativos em UTI, assinale
a alternativa correta.
Respondida
Homem, 60 anos, internado em UTI com sepse grave secundária à pneumonia,
apresenta PA 80/50 mmHg, frequência cardíaca 125 bpm, lactato 5,8 mmol/L e oligúria. Após infusão
inicial de 30 mL/kg de cristaloide, a equipe avalia necessidade de reposição adicional. Considerando
fisiologia do débito cardíaco e estratégias de reposição volêmica, assinale a alternativa correta.
Respondida
Homem, 42 anos, portador de diabetes tipo 1, chega à UTI com vômitos, polidipsia
e confusão mental. Laboratório: glicemia 480 mg/dL, pH 7,15, НСО3 10 mEq/L, ânion gap elevado,
cetonemia positiva e creatinina 2,0 mg/dL. Considerando fisiopatologia avançada, complicações
manejo em cetoacidose diabética (CAD), assinale a alternativa correta.
A
A CAD envolve déficit relativo ou absoluto de insulina, aumento de hormônios contrarregulatórios,
ativação da lipólise e cetogênese hepática, levando à acidose metabólica de ânion gap elevado,
desidratação intravascular e risco de disfunção renal e cerebral. O manejo inclui reposição volêmica
guiada, correção de glicemia com insulina IV e reposição eletrolítica, especialmente potássio.
B
A CAD resulta exclusivamente da deficiência absoluta de insulina, sem participação de hormônios
contrarregulatórios (glucagon, catecolaminas e cortisol), que não influenciam glicemia ou lipólise.
C
O tratamento da CAD deve priorizar exclusivamente a correção da glicemia, pois a acidose ea
desidratação resolvem espontaneamente após normalização da glicose.
D
Bicarbonato IV deve ser administrado rotineiramente em todos os casos com pH <7,3,
independentemente da gravidade ou risco de sobrecarga hídrica e hipernatremia.
E
A monitorização de potássio não é necessária, já que níveis séricos de K+ podem ser estimados
apenas pela glicemia e creatinina.
Respondida
Homem, 55 anos, chega à UTI com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos há
24 horas. Laboratório: amilase e lipase >3x limite superior, leucocitose e creatinina 1,8 mg/dL.
TC abdominal mostra edema pancreático difuso e pequenas coleções peripancreáticas. Evolui com hipotensão persistente, lactato 5,2 mmol/L e oligúria. Com base em fisiopatologia avançada,
complicações sistêmicas e manejo em UTI, assinale a alternativa correta.
A
A falência orgânica na pancreatite grave é secundária exclusivamente à hipovolemia intravascular,
sem relação com citocinas inflamatórias ou endotoxemia.
B
A antibioticoterapia profilática sistêmica é indicada rotineiramente para todas as pancreatites
graves, independentemente de sinais de necrose infectada, pois reduz mortalidade e
complicações sépticas.
C
A disfunção orgânica resulta da ativação sistêmica de enzimas pancreáticas e citocinas
pró-inflamatórias (TNF-a, IL-6), levando a SIRS, aumento da permeabilidade capilar, choque
distributivo e risco de necrose pancreática progressiva, justificando reposição volêmica guiada,
suporte de órgãos e nutrição enteral precoce.
D
Monitorização invasiva com cateter de artéria pulmonar é sempre obrigatória, pois permite estimar
gasto cardíaco e guiar reposição de fluidos com base em pressões de enchimento,
independentemente da evolução clínica e parâmetros não invasivos.
E
A restrição hídrica inicial é a estratégia central, evitando reposição volêmica agressiva, pois o
excesso de fluidos não influencia mortalidade nem evolução de necrose pancreática.