Foram encontradas 96 questões.
I- Os cirurgiões-dentistas se reuniram para discutir novas técnicas de tratamento e melhorias no atendimento aos pacientes.
II- Os caça-fantasmas investigaram o antigo casarão, tentando descobrir a origem dos estranhos barulhos durante a noite.
III- A equipe de desarmamento trabalhou rapidamente para neutralizar as bombas-relógio encontradas na área de construção.
IV- Após a aposentadoria, ele passou a dedicar seu tempo a seus bel-prazeres, como jardinagem e viagens pelo mundo.
Assinale a alternativa que contém, respectivamente, as palavras que possuem a mesma regra/estrutura do plural de substantivos compostos destacados acima.
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Relacione as colunas quanto à explicação do processo de formação de palavras. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
1 - Derivação parassintética
2 - Derivação regressiva
3 - Composição por justaposição
4 - Composição por aglutinação
( ) Os elementos são simplesmente colocados lado a lado, sem que se verifique qualquer alteração fonética.
( ) A palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva.
( ) Um dos elementos perde sua integridade sonora.
( ) Retira-se a parte final de uma palavra primitiva, obtendo-se uma palavra derivada.
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Assinale a alternativa em que, segundo a norma culta, a regra de concordância verbal não foi corretamente aplicada.
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Assinale a alternativa em que todas as palavras podem ser corretamente regidas pelas preposições indicadas entre parênteses.
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Relacione as colunas quanto à figura de linguagem e à sua conceituação correspondente. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
1 – Perífrase
2 – Polissíndeto
3 – Prosopopeia
4 – Aliteração
( ) “Rápido, o raio rútilo retalha.” (Raimundo Correia)
( ) “O Sol se despedia no horizonte, sorrindo para o mundo em um último brilho dourado.” (Machado de Assis)
( ) “A infância é o momento em que a gente não sabe o que quer, mas precisa de tudo e de todos e de mais um pouco.” (Clarice Lispector).
( ) “O inventor do Romantismo Nacional.” (Mário de Andrade).
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Assinale a alternativa em que o uso da vírgula antes do termo “que” é correto.
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– Assinale a alternativa em que o termo destacado funciona como Objeto Direto Preposicionado, conforme as regras da Gramática Normativa.
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A questão a seguir referem-se ao texto acima.
O Peru de Natal
Mario de Andrade
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. [...] devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais [...]. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
[...] Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes [...] a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas “loucuras”: — Bom, no Natal, quero comer peru. Houve um desses espantos que ninguém não imagina. [...]
Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. [...]
Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. [...] Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever “felicidade gustativa”, mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.
Texto extraído do livro “Nós e o Natal”, Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23.
Considerando o entendimento do texto, avalie os trechos abaixo e assinale a alternativa que não corresponde a uma atitude ou uma experiência hipócrita vivenciada pela família.
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A questão a seguir referem-se ao texto acima.
O Peru de Natal
Mario de Andrade
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. [...] devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais [...]. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
[...] Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes [...] a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas “loucuras”: — Bom, no Natal, quero comer peru. Houve um desses espantos que ninguém não imagina. [...]
Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. [...]
Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. [...] Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever “felicidade gustativa”, mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.
Texto extraído do livro “Nós e o Natal”, Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23.
De acordo com o texto, qual a simbologia associada à ave natalina após a morte do pai?
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A questão a seguir referem-se ao texto acima.
O Peru de Natal
Mario de Andrade
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. [...] devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais [...]. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
[...] Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes [...] a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas “loucuras”: — Bom, no Natal, quero comer peru. Houve um desses espantos que ninguém não imagina. [...]
Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. [...]
Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. [...] Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever “felicidade gustativa”, mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.
Texto extraído do livro “Nós e o Natal”, Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23.
O conto menciona as “três mães” como figuras importantes na família. O que essa imagem sugere sobre a estrutura familiar apresentada no texto?
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