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Nos últimos tempos, moléculas de superantígenos, presentes em muitos patógenos, vêm sendo cada vez mais associadas a uma série de enfermidades de etiologias até então incertas, tais como síndrome do choque tóxico, síndrome de Kawasaki, psoríase e artrite reumatoide, entre outras.
As moléculas de superantígenos, que representam uma classe de moléculas:
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Um adolescente de 12 anos, com história de rinossinusites e diarreias recorrentes, 8 pneumonias, baixo peso e recente infestação por Giardia lamblia, foi levada pelos pais a um serviço de pediatria para consulta. Ao exame físico, a criança encontrava-se emagrecida, hidratada, corada, anictérica, com linfonodomegalias cervicais, esplenomegalia, coração em RR2T, BNF, sem sopros, 92 bpm e ausculta pulmonar com roncos e sibilos esparsos. Os exames solicitados revelaram HIV negativo; e classes e subclasses de imunoglobulinas abaixo dos valores considerados normais para a idade (IgG: 572 mg/dl, IgM: 16 mg/dl e IgA: 16 mg/dl). O número total de leucócitos era de 9300 células/mm3, com formula leucocitária de: 1 / 3 / 0 / 0 / 5 / 62 / 20 / 9. A fenotipagem linfocitária revelou que o total de linfócitos TCD4+ e TCD8+ se encontrava dentro da normalidade, com os números de células CD19+ e CD56/16+ nos limites inferiores dos valores considerados normais. As dosagens de anticorpos para 14 sorotipos de pneumococos testados foram baixas, apesar de as vacinas estarem em dia. Baixos, também, foram os níveis de IgG específicas para citomegalovírus, EBV e herpes vírus 1 e 2. As tomografias da face revelaram pansinusite, e as imagens do tórax mostram a presença de áreas de atelectasia e bronquietasias em ambas as bases pulmonares e língulas.
Com base nesse caso clínico, a melhor opção diagnóstica para o paciente é:
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Os resultados de exames mostrados abaixo, obtidos do sangue periférico de um paciente com quadro infeccioso abdominal agudo:
Hemograma: leucócitos: 32.450/mm3 ; basófilos: 0%; eosinófilos: 0%; mielócitos: 0%; metamielócitos: 0%; bastões: 18%; segmentados: 65%; linfócitos: 2%; monócitos: 5%; plaquetas: 90.000/mm3 ; PCR: 28,0 mg/dL; VHS: 89 mm/h.
Com base apenas nos resultados dos exames mostrados acima, é correto afirmar se trata de uma provável infecção:
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Uma paciente de 15 anos, após ser submetida a uma laparatomia exploradora para o tratamento cirúrgico de uma peritonite, provocada por uma apendicite aguda, apresentou, no pósoperatório imediato febre alta (39,5 °C), hipotensão arterial, taquicardia, dispneia, baixa saturação de O2, edema generalizado, baixa perfusão periférica, petéquias disseminadas por todo o corpo, sangramento nasal e conjuntival, infiltrados pulmonares bilaterais e aumento da área cardíaca. Após internação em UTI em estado grave, o quadro clínico da jovem foi progressivamente melhorando, após o uso de uma combinação de três antibióticos, hidratação venosa permanente, transfusões de plasma fresco, concentrados de plaquetas e sangue total e diálise peritoneal para tratar uma insuficiência renal aguda, além de fisioterapia respiratória e alimentação parenteral.
No 14º dia de internação na UTI, a paciente recebeu alta para o quarto e no 21º dia teve alta hospitalar.
O resultado da hemocultura no dia da internação foi crescimento de Pseudomonas aeruginosa.
Em relação a esse caso clínico, a citocina cujos níveis se encontram diretamente relacionados à gravidade dos efeitos cardiovasculares observados durante a sepse da paciente é:
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Uma menina de 4 anos, branca, natural do RJ, foi levada pelos pais a um serviço de pediatria apresentando placas eritematosas, não pruriginosas, de tamanhos variados, espalhadas principalmente pelos membros inferiores. Após 24 horas, as lesões progrediram e a criança passou a apresentar febre aferida de 37,8 °C, quando então foi internada para investigação diagnóstica. Na ocasião da internação, a menor encontrava-se com estado geral regular, discretamente hipocorada (+/4), hidratada, eupneica, acianótica, anictérica, com lesões maculopapulosas eritematosas, petéquias e equimoses disseminadas pelos membros, chegando até as regiões plantares. Apresentava, também, dores, com sinais de flogose, nos punhos e tornozelos, dificultando a movimentação no leito. Os pais informaram que, cerca de dez dias antes do início dos sintomas, a menina havia apresentado um quadro de resfriado, com coriza, tosse e febre baixa, tendo melhorado espontaneamente, sem tratamento. No hospital, a criança foi medicada com analgésicos, e os exames laboratoriais revelaram leucocitose, com discreto desvio para a esquerda, aumentos da proteína C reativa e da LDH, coagulograma dentro dos limites da normalidade e EAS sem alterações. Nos três dias subsequentes à internação, a paciente piorou das dores e do quadro cutâneo, tendo sido iniciado o tratamento com corticosteroide. No sétimo dia da internação, já havia sinais nítidos da melhora clínica, com a criança voltando a deambular, ainda que com alguma dificuldade.
No décimo segundo dia, a criança recebeu alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial. HPP: Saudável até a internação, com o calendário de vacinas em dia.
Informações adicionais:
Criança nascida de parto normal, 38 semanas, 2320 g, estatura 47 cm, PC 35 cm, Apgar 9 e 10. Desenvolvimento psicomotor normal.
HGPN: mãe G2P2A0, 6 consultas no pré-natal, nega o uso de medicamentos, fumo ou drogas ilícitas.
H. Familiar: pais não consanguíneos. Mãe com história de hipertensão arterial leve e diabetes gestacional também leve.
A melhor hipótese diagnóstica e o mecanismo fisiopatológico envolvidos no caso clínico acima são, respectivamente:
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