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Os debates contemporâneos sobre participação infantil nos contextos escolares têm problematizado concepções tradicionais associadas à noção de desempenho, autonomia funcional ou execução de tarefas de maneira isolada. Folha & Della Barba (2022) defendem que a participação deve ser compreendida de forma relacional, contextual e situada, considerando elementos como engajamento, pertencimento e construção compartilhada das experiências escolares. Observe as proposições abaixo:
I. A participação deve ser analisada considerando o modo como a criança se envolve ativamente em atividades que fazem sentido para ela dentro da dinâmica escolar, independentemente do nível de suporte necessário.
II. Classificar a participação com base em níveis de independência funcional tende a reforçar expectativas normativas e interpretações capacitistas sobre o desempenho infantil.
III. A participação pode ser definida pelo cumprimento eficiente de etapas da tarefa, sendo a execução técnica o principal indicador ocupacional.
IV. Participação envolve dimensões interacionais, culturais, simbólicas e ambientais, não podendo ser reduzida à execução motora ou cognitiva de uma atividade.
V. A classificação da participação deve priorizar indicadores padronizados relacionados ao controle comportamental e ao tempo de permanência nas atividades.
Quais proposições estão corretas?
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A literatura contemporânea crítica ao uso de escalas de independência para determinar “níveis de participação” argumenta que a participação, na perspectiva da Terapia Ocupacional, não deve ser compreendida como grau de autonomia, execução motora ou cumprimento de etapas formais da tarefa.
Em vez disso, defende-se que participação envolve engajamento, pertencimento, sentido atribuído e relações estabelecidas no contexto escolar. As autoras sustentam que classificações prescritivas podem reforçar estereótipos, expectativas normativas e leituras capacitistas.
Com base nessa perspectiva, qual alternativa melhor representa um modo adequado de compreender participação?
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Diversas análises recentes apontam que a Terapia Ocupacional no contexto educacional brasileiro deve superar práticas centradas no indivíduo e avançar para formas de atuação que reconheçam a escola como espaço social, cultural e político, que envolve múltiplos agentes e sistemas de organização. A literatura defende que a atuação não pode limitar-se às demandas imediatas de sala de aula ou às expectativas de atendimento clínico individual, exigindo abordagens ampliadas que articulem rotina escolar, participação, relações comunitárias e condições organizacionais.
Considerando essa perspectiva, qual alternativa melhor expressa o papel ampliado do terapeuta ocupacional nas proposições “na e para” a escola?
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Considerando a Resolução COFFITO nº 500/2018, assinale a alternativa que indica corretamente quais afirmativas estão corretas:
I - A formação profissional da especialidade “Terapia Ocupacional no Contexto Escolar”, considera todas as áreas de desempenho ocupacional e atividades cotidianas nestes espaços, exceto Atividades da Vida Diária (AVD), que se encontra mais vinculada à atuação em contexto de saúde.
II - O exercício do Terapeuta Ocupacional Especialista no Contexto Escolar envolve conhecimento em várias áreas, inclusive nas áreas de Leis e Políticas Públicas de Inclusão no Brasil, do Sistema Único de Assistência Social, do Conhecimento das Redes de Apoio, da Ética, Bioética e Deontologia da Terapia Ocupacional, do desenvolvimento ontogenético e psicossocial do indivíduo desde o seu nascimento até a velhice, da ergonomia cognitiva e da gestão de processos e de recursos humanos.
III - O Terapeuta Ocupacional Especialista em Contexto Escolar pode exercer as seguintes atribuições, entre outras: Coordenação, supervisão e responsabilidade técnica; Gestão; Direção; Chefia; Consultoria; Auditoria; Perícia; Ensino, pesquisa e extensão.
IV - A atuação do Terapeuta Ocupacional especialista em Contexto Escolar se caracteriza pelo exercício profissional em todas as modalidades, etapas e níveis de ensino, e deve se dar por meio de educação e intervenção, oferecidos ao estudante e comunidade educativa, sem envolver ações de prevenção e promoção, devido estas estarem vinculadas à atuações profissionais no campo da saúde e não da educação.
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A literatura contemporânea da Terapia Ocupacional tem reforçado a necessidade de incorporação sistemática da Prática Baseada em Evidências (PBE) como eixo estruturante das tomadas de decisão clínicas. Entretanto, como argumenta Stein (2020), a PBE não se resume ao uso mecânico de artigos científicos, mas a uma estrutura epistemológica tripartida, que integra:
(a) evidências científicas atualizadas e metodologicamente sólidas;
(b) expertise clínica do terapeuta;
(c) valores, preferências e singularidades das pessoas atendidas.
Apesar desse modelo consolidado internacionalmente, Araújo et al. (2018) demonstram que a realidade brasileira ainda enfrenta barreiras estruturais, institucionais e culturais que dificultam a translação do conhecimento científico para a prática cotidiana.
Entre os obstáculos discutidos pelas autoras, destacam-se: a falta de tempo institucional para estudo; ausência de políticas organizacionais que valorizem a educação permanente; preconceitos e crenças profissionais que desqualificam a pesquisa; e dificuldades na comunicação dos resultados científicos para usuários, famílias, gestores e equipes interdisciplinares.
Considerando os princípios centrais da PBE (Stein, 2020) e os obstáculos identificados à sua implementação (Araújo et al., 2018), associe corretamente os elementos das duas colunas, identificando qual barreira dificulta diretamente cada princípio da PBE:
COLUNA I — Princípios centrais da PBE (Stein, 2020):
1. Integração entre evidências científicas e experiência clínica
2. Uso crítico de pesquisas atualizadas
3. Comunicação transparente dos resultados
COLUNA II — Barreiras estruturais (Araújo et al., 2018):
1. Falta de tempo institucional e ausência de espaços formais para discussão e leitura crítica
2. Preconceito profissional baseado na desvalorização do conhecimento científico e primazia do conhecimento tácito
3. Dificuldade em traduzir achados científicos para a linguagem dos usuários, equipes e gestores
Assinale a associação correta:
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Segundo Folha, Gregorutti, Okuda & Sant'Anna (2020), a avaliação em Terapia Ocupacional no contexto escolar deve articular instrumentos formais, observações estabelecidas e análise das ocupações escolares, considerando também fatores pedagógicos, sociais e familiares. O processo deve construir um perfil ocupacional, e não um inventário clínico de déficits.
Considerando esse referencial, assinale a alternativa que melhor exemplifica uma avaliação corretamente aprovada à proposta:
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