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Foram encontradas 20 questões.

3710816 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Em uma loja, uma mochila custa R$ 120,00. Durante uma promoção, a loja oferece um desconto de 15% sobre o preço da mochila. Qual é o valor que será pago pela mochila após o desconto?
 

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3710815 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Um homem, após realizar algumas compras em uma farmácia, verificou que havia uma balança para que os clientes pudessem se pesar. Ele logo lembra que na última vez que se pesou, havia identificado que estava pesando 87 quilogramas. Ele lembra que extrapolou a quantidade de doces que comeu nos últimos tempos, mas também aumentou a quantidade de exercícios. Ao subir na balança, o visor informa: 89 quilogramas. Sabendo-se que o homem teria como peso ideal, 85 quilos, pode-se afirmar que, caso queira chegar ao peso ideal:
 

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3710814 Ano: 2025
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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A tabela abaixo apresenta 8 diferentes números que foram gerados automaticamente por um sistema desenvolvido para isso. Uma das regras desse sistema é que depois de um número par ser gerado, o próximo deve ser um número ímpar. Depois de um número ímpar, o próximo número a ser gerado pode ser um número par ou um número ímpar.
11 6 13 7 4 8 1 14

Qual das alternativas apresenta uma informação CORRETA sobre os números acima gerados e o sistema gerador?
 

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3710813 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Considere os números naturais maiores do que 1 e menores do que 10. Entende-se como uma divisão exata aquela que não apresenta resto como, por exemplo, a divisão de 9 por 2, que resulta em 4, além de um resto 1. Considerando apenas os números citados inicialmente, assinale a alternativa que apresenta a quantidade de divisões entre dois dos números desses considerados que serão exatas, desconsiderando a divisão de um número por ele próprio.
 

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3710812 Ano: 2025
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Observe os seguintes números, e na sequência, analise as assertivas apresentadas acerca deles: 2, 8, 3, 5, 1 e 6.

I. É possível somar quatro dos seis números apresentados, e se obter como resultado um número maior do que a multiplicação entre os dois maiores dos números apresentados.

II. Existe ao menos uma divisão que pode ser realizada entre dois dos números apresentados que resultará em um dos outros números apresentados.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:

 

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3710811 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Seremos a penúltima geração?

É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024

Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta.

Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz.

"Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.

"Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".

Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.

Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.

É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.

PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado.

Em qual dos parágrafos listados a seguir há ocorrências das aspas duplas que NÃO indicam discursos reproduzidos de maneira direta?
 

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3710810 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Seremos a penúltima geração?

É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024

Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta.

Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz.

"Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.

"Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".

Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.

Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.

É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.

PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado.

No penúltimo parágrafo do texto, há uma lacuna propositadamente inserida. Analise o referido trecho e, em seguida, assinale a alternativa cuja expressão de função coesiva completa adequadamente a lacuna indicada, considerando-se, para isso, a norma padrão da língua portuguesa.
 

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3710809 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Seremos a penúltima geração?

É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024

Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta.

Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz.

"Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.

"Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".

Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.

Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.

É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.

PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado.

Releia o trecho a seguir.

“Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite.”



Assinale a alternativa que apresenta uma expressão capaz de conectar coerentemente os dois períodos contidos nesse trecho, tendo em vista as ideias neles explicitadas.

 

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3710808 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDESG
Orgão: CIM Polo Sul
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Seremos a penúltima geração?

É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024

Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta.

Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz.

"Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.

"Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".

Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.

Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.

É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.

PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado.

Qual das estratégias listadas a seguir foi utilizada pelo autor do texto para conferir maior credibilidade às informações a respeito das mudanças climáticas?
 

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3710807 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IDESG
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É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024

Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta.

Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz.

"Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.

"Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".

Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.

Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.

É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.

PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado.

Analisando-se suas características macro e microestruturais, é possível afirmar que o texto apresentado é um exemplar do gênero:
 

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