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Com 'Parasita’, Hollywood reconhece que inovação no cinema vem do Oriente

Inácio Araújo*

“Parasita” conseguiu, para resumir, o que nem Itália nem Japão, em seus melhores dias, conseguiram: ser o centro de uma cerimônia destinada, até aqui, a celebrar Hollywood, seu estilo de filmes, sua força mercadológica. Caso os apreciadores de bons filmes concordassem e, se a crítica ratificasse, com “Parasita” o Oscar 2020 reconheceria que o eixo principal da inovação cinematográfica vem, e há décadas, da Ásia.

Ao tratar de conflitos do desenvolvimento atrasado e veloz da Coreia do Sul, Bong Joon-ho, o diretor, acertou na mosca: falou ao mundo inteiro dos desequilíbrios demenciais do capitalismo contemporâneo.

Mas convém não esquecer, sobretudo, a grande enchente que assola Seul e alaga a casa da família pobre: é também dos desequilíbrios climáticos brutais contemporâneos que “Parasita” trata.

Toda essa novidade veio num ano em que os indicados estiveram muito acima da média habitual. Pelo menos “O Irlandês”, “Coringa”, “História de um Casamento” e “Era Uma Vez em... Hollywood” destacaram-se recentemente, para não falar da proeza, mais técnica do que outra coisa, de “1917”.

Seja como for, era tido como favorito por muitos desde que levou, também surpreendentemente, o Globo de Ouro.

* Articulista da Folha.

Folha de São Paulo. Ilustrada, 11 fev. 2020, p. C1. Adaptado.

No texto, o analista Inácio Araújo faz menção a certas abordagens veiculadas no filme que merecem ser divulgadas.

A esse respeito, é correto afirmar que algumas delas, presentes no segundo e terceiro parágrafos, envolvem, fundamentalmente, uma situação de momento evidenciada por meio de

 

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Se a coerência tem como função a construção dos sentidos da textualidade, é correto afirmar que o período que apresenta uma incoerência é

 

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2044396 Ano: 2020
Disciplina: Psicologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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A respeito do histórico das práticas terapêuticas no contexto das instituições de saúde e/ou hospitalar, avalie o que se afirma.

I. Alguns autores qualificam a Psicologia da Saúde como uma parte da Psicologia Hospitalar.

II. Com a crescente discussão acerca da Psicologia da Saúde, surgiram críticas em relação à existência da Psicologia Hospitalar, afirmando que esta deveria fazer parte da Psicologia da Saúde no sentido mais amplo.

III. Os dois conceitos (Psicologia Hospitalar e Psicologia da Saúde) não são equivalentes, a começar pelo significado distinto entre os termos saúde e hospital e também o caráter preventivo ou curativo das doenças presente em cada um dos campos.

IV. Na década de 1930, no Brasil, com a ideia de que os fatores psicológicos poderiam ter influência na saúde e na doença, foram fundados os primeiros serviços de Higiene Mental com participação ativa de psicólogas(os), como propostas alternativas à internação psiquiátrica.

É correto apenas o que se afirma em

 

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O pai do herói autista

O canadense David Shore é o criador da série The Good Doctor, cujo personagem é Shaun Murphy, um médico dividido entre seus tormentos pessoais e a capacidade extraordinária de salvar vidas. Com o excelente Freddie Highmore na pele de um jovem cirurgião autista, a série, constituída de vários episódios, caiu nas graças dos brasileiros. Em parte da entrevista transcrita a seguir, Shore fala sobre os desafios para fazer de um autista um personagem tão pop.

Um diferencial de The Good Doctor é dar ao espectador a sensação de ver o mundo como um autista. Por que essa preocupação com as filigranas sensoriais? Não queria que as pessoas simplesmente vissem um autista na tela, mas que pudessem se identificar com ele e se colocassem no lugar de Shaun para poderem entendê-lo e amá-lo. Shaun não é perfeito, mas é o nosso herói, e ele tenta superar seus desafios(b) com destemor. Queria que o público embarcasse nessa jornada de superação.

Como as pessoas com autismo e seus familiares têm reagido à série? Criaram-se expectativas.(a) Foi muito gratificante. Havia nervosismos por parte da comunidade autista antes de a série ir ao ar, mas as respostas foram emocionantes e acolhedoras. Infelizmente existe muita conversa sobre diversidade na televisão, mas a realidade dos autistas nunca tinha sido abordada o suficiente. Eu sabia do risco de não agradar a todos, mas me sinto bem por ter feito um personagem como Shaun. Tenho orgulho dele.

Shaun enfrenta percalços como a falta de confiança dos pacientes e o desprezo dos colegas de profissão. Autistas que tentam trabalhar de forma regular vivem problemas semelhantes? Sim. Alimentei-me de muitas leituras(c) e informações sobre isso. Os autistas enfrentam preconceitos, suposições, julgamentos injustos e prematuros. Todos nós, em alguma medida, encaramos desafios e somos julgados o tempo todo. Mas é um processo mais extremo para Shaun, sem dúvida. E o fato de ele não ficar para baixo nunca é uma das coisas mais inspiradoras para mim. Ele exibe uma atitude tão saudável que nos ensina a viver bem a vida.

Veja. 18 set. 2019, edição nº 2652, p. 110-101. Adaptado.

As vozes verbais são um tipo de relação estabelecida entre o sujeito gramatical e o verbo de uma oração.

Por meio delas é possível identificar quem pratica e quem recebe a ação expressa pelo verbo, ou seja, quem é o agente ou o paciente.

A esse respeito, leia o verbete de dicionário a seguir.

Enunciado 3123571-1

Disponível em: <https://www.dicio.com.br/estupidamente/>.

Acesso em: 15 fev. 2020.

Em qual frase transcrita do texto O pai do herói autista registra-se a mesma voz verbal identificada na oração do verbete “... machucou-se estupidamente.”?

 

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Como premiar a moderação na rede?

Ronaldo Lemos*

Quer ter uma experiência completamente diferente da internet? Basta instalar no seu navegador o plug-in chamado Demetricator. Ele oculta totalmente os likes, coraçõezinhos, joinhas, retuítes, compartilhamentos mas também outras métricas que são usadas para indicar quantas pessoas se “engajaram” com uma publicação.

A experiência é atordoante. Vivenciei-a. Estamos tão acostumados a enxergar os números das reações que vêm com cada publicação. Após enxergar um post sem esses números, somos obrigados a ver o conteúdo por si só, nu e cru, sem adornos, e a pensar qual o valor que aquilo tem por si.

Esse experimento com o Demetricator pode ajudar a melhorar o sistema e o acesso à internet. O estado geral da rede hoje é de inflamação generalizada. Por causa desses números (likes, compartilhamentos, retuítes), as redes sociais se tornaram um concurso de histeria. Ganha quem é mais histriônico, chocante ou apelativo.

Um caminho é repensar a arquitetura das redes sociais. É preciso criar mecanismos mais sofisticados de indexar a importância do que é publicado por meio delas. Hoje, o mecanismo é simples: quanto mais radical um post, mais engajamento ele gera, o que, por sua vez, leva a mais distribuição e ainda mais engajamento.

Essa dinâmica não precisa ser assim. Esse desenho premia o extremismo. É possível sim um desenho que premie racionalidade e moderação.

Criar uma métrica assim permitiria que os usuários organizassem sua experiência na rede. Quem quisesse ver histeria ficaria livre para isso. Mas quem estivesse cansado e quisesse moderação, em vez de radicalização inflamatória, selecionaria essa outra opção, que hoje não existe.

Em outras palavras, criar outros critérios de organização da informação e deixar que os usuários decidam como querem ver suas timelines é um caminho promissor: traz mais racionalidade à internet.

* Advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.

Folha de S. Paulo. Mercado, p. A 20, 8 abr. 2019. Adaptado.

“Preposição é uma palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos.”

CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa.

São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2010, p. 268.

Com base nesse conceito, avalie as frases em que o termo “a” em destaque foi empregado como preposição.

I. “A experiência é atordoante. Vivenciei-a.”

II. “... o que, por sua vez, leva a mais distribuição...”

III. “Estamos tão acostumados a enxergar os números...”

IV. “... sofisticados de indexar a importância do que é publicado...”

Está correto apenas o que se indica em

 

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2043999 Ano: 2020
Disciplina: Psicologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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O conjunto de atividades que constitui o campo de atuação em Psicologia Organizacional e do Trabalho e as interfaces necessárias que estabelece com outros campos científicos e profissionais revelam a complexidade das competências esperadas para o psicólogo se inserir e atuar na área.

A esse respeito, avalie o que se afirmam ser competências gerais necessárias para atuar em Psicologia Organizacional e do Trabalho.

I. Reconhecer os diferentes níveis que estruturam os processos organizacionais e de trabalho.

II. Explicar as principais mudanças no mundo do trabalho e como ele se estrutura na contemporaneidade.

III. Analisar e ampliar o diálogo do espaço ocupacional em Psicologia Organizacional e do Trabalho com espaços de profissões afins.

IV. Mapear o campo científico em Psicologia Organizacional e do Trabalho, identificando seus principais construtos, estratégias metodológicas e avanços recentes.

V. Compreender e comunicar a natureza da organização como fenômeno psicossocial, contribuindo para processos de transformação da sua estrutura e dos seus modelos de gestão.

Está correto apenas o que se indica em

 

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O pai do herói autista

O canadense David Shore é o criador da série The Good Doctor, cujo personagem é Shaun Murphy, um médico dividido entre seus tormentos pessoais e a capacidade extraordinária de salvar vidas. Com o excelente Freddie Highmore na pele de um jovem cirurgião autista, a série, constituída de vários episódios, caiu nas graças dos brasileiros. Em parte da entrevista transcrita a seguir, Shore fala sobre os desafios para fazer de um autista um personagem tão pop.

Um diferencial de The Good Doctor é dar ao espectador a sensação de ver o mundo como um autista. Por que essa preocupação com as filigranas sensoriais? Não queria que as pessoas simplesmente vissem um autista na tela, mas que pudessem se identificar com ele e se colocassem no lugar de Shaun para poderem entendê-lo e amá-lo. Shaun não é perfeito, mas é o nosso herói, e ele tenta superar seus desafios com destemor. Queria que o público embarcasse nessa jornada de superação.

Como as pessoas com autismo e seus familiares têm reagido à série? Criaram-se expectativas. Foi muito gratificante. Havia nervosismos por parte da comunidade autista antes de a série ir ao ar, mas as respostas foram emocionantes e acolhedoras. Infelizmente existe muita conversa sobre diversidade na televisão, mas a realidade dos autistas nunca tinha sido abordada o suficiente. Eu sabia do risco de não agradar a todos, mas me sinto bem por ter feito um personagem como Shaun. Tenho orgulho dele(I).

Shaun enfrenta percalços como a falta de confiança dos pacientes e o desprezo dos colegas de profissão. Autistas que tentam trabalhar de forma regular vivem problemas semelhantes? Sim. Alimentei-me de muitas leituras e informações sobre isso. Os autistas enfrentam preconceitos, suposições, julgamentos injustos e prematuros. Todos nós, em alguma medida, encaramos desafios e somos julgados o tempo todo. Mas é um processo mais extremo para Shaun, sem dúvida. E o fato de ele não ficar para baixo nunca é uma das coisas mais inspiradoras para mim.(II) Ele exibe uma atitude tão saudável que nos ensina a viver bem a vida.

Veja. 18 set. 2019, edição nº 2652, p. 110-101. Adaptado.

Leia as passagens transcritas do texto, nas quais David Shore se expressa acerca do protagonista da série.

I. “... me sinto bem por ter feito um personagem como Shaun. Tenho orgulho dele.”.

II. “... o fato de ele não ficar para baixo nunca é uma das coisas mais inspiradoras para mim.”.

Essa visão particular e pessoal dá realce à função da linguagem corretamente identificada como função

 

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O pai do herói autista

O canadense David Shore é o criador da série The Good Doctor, cujo personagem é Shaun Murphy, um médico dividido entre seus tormentos pessoais e a capacidade extraordinária de salvar vidas. Com o excelente Freddie Highmore na pele de um jovem cirurgião autista, a série, constituída de vários episódios, caiu nas graças dos brasileiros. Em parte da entrevista transcrita a seguir, Shore fala sobre os desafios para fazer de um autista um personagem tão pop.

Um diferencial de The Good Doctor é dar ao espectador a sensação de ver o mundo como um autista. Por que essa preocupação com as filigranas sensoriais? Não queria que as pessoas simplesmente vissem um autista na tela, mas que pudessem se identificar com ele e se colocassem no lugar de Shaun para poderem entendê-lo e amá-lo. Shaun não é perfeito, mas é o nosso herói, e ele tenta superar seus desafios com destemor. Queria que o público embarcasse nessa jornada de superação.

Como as pessoas com autismo e seus familiares têm reagido à série? Criaram-se expectativas. Foi muito gratificante. Havia nervosismos por parte da comunidade autista antes de a série ir ao ar, mas as respostas foram emocionantes e acolhedoras. Infelizmente existe muita conversa sobre diversidade na televisão, mas a realidade dos autistas nunca tinha sido abordada o suficiente. Eu sabia do risco de não agradar a todos, mas me sinto bem por ter feito um personagem como Shaun. Tenho orgulho dele.

Shaun enfrenta percalços como a falta de confiança dos pacientes e o desprezo dos colegas de profissão. Autistas que tentam trabalhar de forma regular vivem problemas semelhantes? Sim. Alimentei-me de muitas leituras e informações sobre isso. Os autistas enfrentam preconceitos, suposições, julgamentos injustos e prematuros. Todos nós, em alguma medida, encaramos desafios e somos julgados o tempo todo. Mas é um processo mais extremo para Shaun, sem dúvida. E o fato de ele não ficar para baixo nunca é uma das coisas mais inspiradoras para mim. Ele exibe uma atitude tão saudável que nos ensina a viver bem a vida.

Veja. 18 set. 2019, edição nº 2652, p. 110-101. Adaptado.

É correto afirmar que no período “Não queria que as pessoas simplesmente vissem um autista na tela...”, a oração em destaque exerce a mesma função sintática que a oração grifada em

 

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2037413 Ano: 2020
Disciplina: Psicologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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A técnica e a habilidade em realizar entrevistas são atributos fundamentais e insubstituíveis do profissional de saúde em geral e da saúde mental em particular.

A respeito da entrevista com o paciente no contexto da saúde mental, avalie o que se afirma.

I. O momento da entrevista inicial não é o ideal para se observar a comunicação não verbal.

II. Na primeira entrevista, o profissional deve inicialmente colher os dados sociodemográficos básicos.

III. Na entrevista inicial da avaliação psicopatológica, realiza-se a anamnese, ou seja, o recolhimento de todos os dados necessários para um diagnóstico pluridimensional do paciente.

IV. O profissional que realiza entrevista deve, sempre que possível, manter-se com posturas rígidas e atitudes neutras, buscando realizar muitas anotações que ajudarão na organização do plano terapêutico.

V. A boa condução de uma entrevista varia muito em função do paciente, de sua personalidade, de seu estado mental; do contexto institucional; dos objetivos da entrevista e da personalidade do entrevistador.

Está correto apenas o que se afirma em

 

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2037368 Ano: 2020
Disciplina: Psicologia
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: CIAAR
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Na avaliação psicológica, um dos domínios fundamentais a serem investigados é a cognição. Os recursos utilizados na avaliação devem ser selecionados de acordo com as necessidades verificadas pelo examinador e proporcionando maior benefício ao cliente, tais como demanda de tempo disponível, local da avaliação e características do indivíduo, como idade e escolaridade. O conceito de inteligência e as teorias que fundamentam esse construto sofreram mudanças ao longo dos anos e, consequentemente, a maneira de avaliá-los também foi modificada. De maneira geral, os processos intelectuais abrangem a capacidade de pensar racionalmente, de resolver problemas, de relacionar as novas informações com as já aprendidas (PIRES apud LINS; BORSA, 2017).

É correto afirmar que um instrumento para avaliar inteligência é as/o

 

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