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Foram encontradas 60 questões.

3094960 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Surge um radioator

Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”.

Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: “Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”.

Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia.

Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão.

(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45)

... muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor.

O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o destacado acima está empregado em:

 

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3094959 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Surge um radioator

Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”.

Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: “Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”.

Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia.

Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão.

(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45)

Na frase faltava fazer sambas... (3º parágrafo), o termo em negrito exerce a mesma função sintática que o termo sublinhado em:

 

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3094958 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Surge um radioator

Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”.

Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: “Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”.

Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia.

Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão.

(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45)

Verifica-se transposição correta de uma voz verbal para outra em:

 

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3094957 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Surge um radioator

Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”.

Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: “Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”.

Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia.

Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão.

(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45)

Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. (2º parágrafo)

Uma redação alternativa para a frase acima, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido original, está em:

 

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3094956 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

Surge um radioator

Adoniran Barbosa era tão talentoso e versátil que, para começar, era duas pessoas em uma: o ator e o cantor-compositor. Primeiro surgiu o cantor-compositor, que fez pouco sucesso; depois revelou-se o ator, fazendo um sucesso tão grande que, nos anos 1960, muita gente se surpreenderia ao descobrir que Adoniran era também cantor-compositor. Vejam o título que a revista Intervalo deu a uma nota de junho de 1964 em que comentava o lançamento do “Samba Italiano”: “ADONIRAN FAZ SAMBA”.

Sim, hoje em dia esse título parece pleonástico, mas nos anos 1960, para o grande público, soava inusitado, já que Adoniran era mais conhecido como ator de rádio e televisão. Muito mais conhecido, aliás. Basta lembrarmos também que o selo de sua primeira gravação do “Samba do Arnesto”, de 1951, trazia um esclarecimento entre parênteses: “Adoniran Barbosa (Zé Conversa)”.

Na mesma época, mais precisamente na edição de 15 de outubro de 1955, a Revista do Rádio noticiava uma grande revolução: Adoniran Barbosa, o popularíssimo ator, era também compositor. Vejam o título da matéria: “Só faltava fazer sambas... e Adoniran também fez”. E Adoniran estava tão estabelecido como ator que a referida nota da revista Intervalo, quase nove anos depois, ainda soava como grande notícia.

Dissemos que Adoniran era duas pessoas em uma? Na verdade, várias, se lembrarmos Zé Conversa, Charutinho, Mr. Richard Morris e os tantos outros personagens que viveu no rádio e televisão.

(MUGNAINI JR., Ayrton. Adoniran − Dá licença de contar... 2. ed., São Paulo: Editora 34, 2013. p. 43 e 45)

Depreende-se do texto que,

 

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3094955 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

A mobilização dos afetos ...... se refere o autor, relacionada ...... ações, remonta ...... uma noção procedente ...... ética grega antiga, para a qual a excelência é conquistada justamente pela injunção desses dois campos.

Preenche respectivamente as lacunas da frase acima o que está em:

 

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3094954 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A verdadeira tarefa política é a reconstrução de nossos afetos. Inebriados por discussões a respeito de sistemas de normas e instituições, demoramos muito tempo para perceber que a política é, acima de tudo, uma questão de mobilização de afetos. Discursos circulam e levam os corpos a sentirem de uma determinada forma, a temerem certas situações.

A política é a arte de afetar os corpos e de levá-los a impulsionar certas ações. Devido a isso, nunca entenderemos nada das dinâmicas dos fatos políticos se esquecermos sua dimensão profundamente afetiva.

Por exemplo, não é difícil perceber como, nas últimas décadas, uma máquina de medo e ressentimento foi colocada em funcionamento.

Esses são, há tempos, os principais afetos que circulam no campo político. Medo do tempo que não conhecemos e que pode ser diferente do passado e do presente. Medo de ficar longe demais da segurança da "nossa terra", medo de ser assaltado, de ter sua propriedade violada, medo da morte violenta. Mas, principalmente, um ressentimento travestido de pessimismo prudente a respeito dos acontecimentos e da errância necessária a toda procura.

A política baseada no ressentimento é, de fato, algo que deve ser pensado. Talvez possamos dizer que, em política, o ressentimento é sempre o sentimento mobilizado contra a errância.

Quando um acontecimento ocorre, muitas vezes ele não instaura imediatamente uma nova ordem. Só em situações muito amadurecidas, e por isso mesmo muito raras, vemos essa passagem imediata de uma ordem a outra. Normalmente, acontecimentos são aquilo que instaura uma nova errância, com seus erros, suas perdas, seu tempo confuso.

Esse tempo confuso é, em certas situações, onde acontecimentos ocorrem "cedo demais", praticamente inevitáveis. Contra ele, o ressentimento sempre dirá: melhor que nada tivesse ocorrido, melhor ter ficado na situação passada, por mais que ela fosse insatisfatória, ou seja, vamos dar um jeito de voltar à antiga morada, mesmo que ela esteja em ruínas. Basta ver o que hoje lemos a respeito das revoltas no mundo árabe.

No entanto, esse tempo confuso produzirá sua própria superação, por mais que ela demore, por mais que refluxos ocorram, mas à condição de produzirmos novos afetos.

(Adaptado de: SAFATLE, Vladimir. Uma política dos afetos. Disponível em: http://remediosdirce.blogspot.com.br/2014/01/ vladimir-safatle.html. Acesso em: 11/01/14)

A relação estabelecida entre as orações está indicada corretamente em:

 

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3094953 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A verdadeira tarefa política é a reconstrução de nossos afetos. Inebriados por discussões a respeito de sistemas de normas e instituições, demoramos muito tempo para perceber que a política é, acima de tudo, uma questão de mobilização de afetos. Discursos circulam e levam os corpos a sentirem de uma determinada forma, a temerem certas situações.

A política é a arte de afetar os corpos e de levá-los a impulsionar certas ações. Devido a isso, nunca entenderemos nada das dinâmicas dos fatos políticos se esquecermos sua dimensão profundamente afetiva.

Por exemplo, não é difícil perceber como, nas últimas décadas, uma máquina de medo e ressentimento foi colocada em funcionamento.

Esses são, há tempos, os principais afetos que circulam no campo político. Medo do tempo que não conhecemos e que pode ser diferente do passado e do presente. Medo de ficar longe demais da segurança da "nossa terra", medo de ser assaltado, de ter sua propriedade violada, medo da morte violenta. Mas, principalmente, um ressentimento travestido de pessimismo prudente a respeito dos acontecimentos e da errância necessária a toda procura.

A política baseada no ressentimento é, de fato, algo que deve ser pensado. Talvez possamos dizer que, em política, o ressentimento é sempre o sentimento mobilizado contra a errância.

Quando um acontecimento ocorre, muitas vezes ele não instaura imediatamente uma nova ordem. Só em situações muito amadurecidas, e por isso mesmo muito raras, vemos essa passagem imediata de uma ordem a outra. Normalmente, acontecimentos são aquilo que instaura uma nova errância, com seus erros, suas perdas, seu tempo confuso.

Esse tempo confuso é, em certas situações, onde acontecimentos ocorrem "cedo demais", praticamente inevitáveis. Contra ele, o ressentimento sempre dirá: melhor que nada tivesse ocorrido, melhor ter ficado na situação passada, por mais que ela fosse insatisfatória, ou seja, vamos dar um jeito de voltar à antiga morada, mesmo que ela esteja em ruínas. Basta ver o que hoje lemos a respeito das revoltas no mundo árabe.

No entanto, esse tempo confuso produzirá sua própria superação, por mais que ela demore, por mais que refluxos ocorram, mas à condição de produzirmos novos afetos.

(Adaptado de: SAFATLE, Vladimir. Uma política dos afetos. Disponível em: http://remediosdirce.blogspot.com.br/2014/01/ vladimir-safatle.html. Acesso em: 11/01/14)

Considere as afirmativas abaixo:

I. Sem prejuízo para a correção, pode-se isolar com vírgulas o segmento sublinhado em: Só em situações muito amadurecidas, e por isso mesmo muito raras, vemos essa passagem imediata de uma ordem a outra. (6º parágrafo)

II. A reiteração do termo "medo" (4º parágrafo) visa a minorar o papel negativo desse afeto na política contemporânea.

III. Ao relacionar os termos “afeto” e “afetar”, o autor sugere que o verbo “afetar” seja entendido no sentido de “gerar afetos”, “sensibilizar”.

Está correto o que se afirma APENAS em

 

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3094952 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A verdadeira tarefa política é a reconstrução de nossos afetos. Inebriados por discussões a respeito de sistemas de normas e instituições, demoramos muito tempo para perceber que a política é, acima de tudo, uma questão de mobilização de afetos. Discursos circulam e levam os corpos a sentirem de uma determinada forma, a temerem certas situações.

A política é a arte de afetar os corpos e de levá-los a impulsionar certas ações. Devido a isso, nunca entenderemos nada das dinâmicas dos fatos políticos se esquecermos sua dimensão profundamente afetiva.

Por exemplo, não é difícil perceber como, nas últimas décadas, uma máquina de medo e ressentimento foi colocada em funcionamento.

Esses são, há tempos, os principais afetos que circulam no campo político. Medo do tempo que não conhecemos e que pode ser diferente do passado e do presente. Medo de ficar longe demais da segurança da "nossa terra", medo de ser assaltado, de ter sua propriedade violada, medo da morte violenta. Mas, principalmente, um ressentimento travestido de pessimismo prudente a respeito dos acontecimentos e da errância necessária a toda procura.

A política baseada no ressentimento é, de fato, algo que deve ser pensado. Talvez possamos dizer que, em política, o ressentimento é sempre o sentimento mobilizado contra a errância.

Quando um acontecimento ocorre, muitas vezes ele não instaura imediatamente uma nova ordem. Só em situações muito amadurecidas, e por isso mesmo muito raras, vemos essa passagem imediata de uma ordem a outra. Normalmente, acontecimentos são aquilo que instaura uma nova errância, com seus erros, suas perdas, seu tempo confuso.

Esse tempo confuso é, em certas situações, onde acontecimentos ocorrem "cedo demais", praticamente inevitáveis. Contra ele, o ressentimento sempre dirá: melhor que nada tivesse ocorrido, melhor ter ficado na situação passada, por mais que ela fosse insatisfatória, ou seja, vamos dar um jeito de voltar à antiga morada, mesmo que ela esteja em ruínas. Basta ver o que hoje lemos a respeito das revoltas no mundo árabe.

No entanto, esse tempo confuso produzirá sua própria superação, por mais que ela demore, por mais que refluxos ocorram, mas à condição de produzirmos novos afetos.

(Adaptado de: SAFATLE, Vladimir. Uma política dos afetos. Disponível em: http://remediosdirce.blogspot.com.br/2014/01/ vladimir-safatle.html. Acesso em: 11/01/14)

Mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original, uma redação alternativa para o último parágrafo do texto está em:

 

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3094951 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: Câm. São Paulo-SP

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A verdadeira tarefa política é a reconstrução de nossos afetos. Inebriados por discussões a respeito de sistemas de normas e instituições, demoramos muito tempo para perceber que a política é, acima de tudo, uma questão de mobilização de afetos. Discursos circulam e levam os corpos a sentirem de uma determinada forma, a temerem certas situações.

A política é a arte de afetar os corpos e de levá-los a impulsionar certas ações. Devido a isso, nunca entenderemos nada das dinâmicas dos fatos políticos se esquecermos sua dimensão profundamente afetiva.

Por exemplo, não é difícil perceber como, nas últimas décadas, uma máquina de medo e ressentimento foi colocada em funcionamento.

Esses são, há tempos, os principais afetos que circulam no campo político. Medo do tempo que não conhecemos e que pode ser diferente do passado e do presente. Medo de ficar longe demais da segurança da "nossa terra", medo de ser assaltado, de ter sua propriedade violada, medo da morte violenta. Mas, principalmente, um ressentimento travestido de pessimismo prudente a respeito dos acontecimentos e da errância necessária a toda procura.

A política baseada no ressentimento é, de fato, algo que deve ser pensado. Talvez possamos dizer que, em política, o ressentimento é sempre o sentimento mobilizado contra a errância.

Quando um acontecimento ocorre, muitas vezes ele não instaura imediatamente uma nova ordem. Só em situações muito amadurecidas, e por isso mesmo muito raras, vemos essa passagem imediata de uma ordem a outra. Normalmente, acontecimentos são aquilo que instaura uma nova errância, com seus erros, suas perdas, seu tempo confuso.

Esse tempo confuso é, em certas situações, onde acontecimentos ocorrem "cedo demais", praticamente inevitáveis. Contra ele, o ressentimento sempre dirá: melhor que nada tivesse ocorrido, melhor ter ficado na situação passada, por mais que ela fosse insatisfatória, ou seja, vamos dar um jeito de voltar à antiga morada, mesmo que ela esteja em ruínas. Basta ver o que hoje lemos a respeito das revoltas no mundo árabe.

No entanto, esse tempo confuso produzirá sua própria superação, por mais que ela demore, por mais que refluxos ocorram, mas à condição de produzirmos novos afetos.

(Adaptado de: SAFATLE, Vladimir. Uma política dos afetos. Disponível em: http://remediosdirce.blogspot.com.br/2014/01/ vladimir-safatle.html. Acesso em: 11/01/14)

Depreende-se do texto que

 

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