Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto para responder à questão:
Ciclismo e transporte urbano no Brasil
Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo
afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja,
como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que
rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta,
instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram
o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a
falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em
outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024.
Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a
quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.
O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da
mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras
e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada,
ausência de planejamento e de modernização.
No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez
que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em
asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias
destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.
Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar
o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito
menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de
ciclistas.
A cultura do transporte motorizado vem perdendo força
diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um
meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as
cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025.
Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Ciclismo e transporte urbano no Brasil
Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo
afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja,
como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que
rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta,
instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram
o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a
falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em
outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024.
Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a
quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.
O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da
mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras
e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada,
ausência de planejamento e de modernização.
No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez
que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em
asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias
destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.
Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar
o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito
menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de
ciclistas.
A cultura do transporte motorizado vem perdendo força
diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um
meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as
cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025.
Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Ciclismo e transporte urbano no Brasil
Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo
afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja,
como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que
rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta,
instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram
o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a
falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em
outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024.
Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a
quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.
O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da
mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras
e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada,
ausência de planejamento e de modernização.
No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez
que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em
asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias
destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.
Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar
o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito
menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de
ciclistas.
A cultura do transporte motorizado vem perdendo força
diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um
meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as
cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025.
Adaptado)
• O interesse aumentou tanto que rendeu uma data comemorativa... (1º parágrafo)
• ... mas diversas questões barram o avanço da prática. (1º parágrafo)
• No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro... (4º parágrafo)
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Ciclismo e transporte urbano no Brasil
Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo
afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja,
como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que
rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta,
instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram
o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a
falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em
outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024.
Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a
quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.
O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da
mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras
e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada,
ausência de planejamento e de modernização.
No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez
que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em
asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias
destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.
Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar
o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito
menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de
ciclistas.
A cultura do transporte motorizado vem perdendo força
diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um
meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as
cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025.
Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
Ciclismo e transporte urbano no Brasil
Cada vez mais, pedalar é uma escolha comum mundo
afora, seja como meio de transporte, lazer, esporte, ou seja,
como forma de socialização. O interesse aumentou tanto que
rendeu uma data comemorativa, o Dia Mundial da Bicicleta,
instituído em 3 de junho pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o incentivo ao uso desse modal sustentável também é crescente, mas diversas questões barram
o avanço da prática. Mesmo diante de amplos benefícios, a
falta de segurança pesa e afasta os brasileiros das bikes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, com base em
outras fontes legítimas, o país registrou cerca de 15 mil mortes de ciclistas no trânsito entre os anos de 2014 e 2024.
Esse cenário assusta ainda mais quando se pensa sobre a
quantidade de acidentes sem óbitos, mas com marcas profundas, que acontecem diariamente pelo território nacional.
O ciclismo urbano carrega na garupa os problemas da
mobilidade no ambiente das cidades: desrespeito às regras
e à convivência, descuido, falta de infraestrutura adequada,
ausência de planejamento e de modernização.
No caso do transporte em duas rodas, o restrito investimento em ciclovias e ciclofaixas agrava o quadro uma vez
que, como não há espaços ideais, os ciclistas se arriscam em
asfaltos irregulares e esburacados, potencializando a ocorrência de tragédias. Isso quando não precisam enfrentar vias
destinadas às “magrelas” vandalizadas ou invadidas por veículos e pedestres, num quadro de perigo iminente.
Fato é que o Brasil, diante de tantas dificuldades para implantar alternativas viáveis de locomoção, não pode ignorar
o potencial das bicicletas nessa busca por soluções, muito
menos fechar os olhos para o crescimento das mortes de
ciclistas.
A cultura do transporte motorizado vem perdendo força
diante dos problemas do mundo moderno, como a necessidade de reduzir os índices de poluição. Fazer do ciclismo um
meio de transporte eficiente e seguro é um desafio, mas as
cidades que encontrarem o caminho vão dar um passo significativo rumo à qualidade de vida.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 07.07.2025.
Adaptado)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A Bungavília 3
O Xico recusou vir para a quinta1
. A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia
e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona
Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta,
mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não
é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.
Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do
Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma
miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda,
a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores
bailundos2.
Eles dormem numa cubata3
um pouco afastada da casa-
-grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois
vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e
lhes vende.
O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra
mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a
olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita.
O pai tem razão.
Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse
que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como
ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para
crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele,
lá tem as suas razões.
(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)
1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A Bungavília 3
O Xico recusou vir para a quinta1
. A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia
e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona
Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta,
mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não
é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.
Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do
Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma
miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda,
a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores
bailundos2.
Eles dormem numa cubata3
um pouco afastada da casa-
-grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois
vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e
lhes vende.
O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra
mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a
olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita.
O pai tem razão.
Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse
que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como
ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para
crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele,
lá tem as suas razões.
(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)
1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A Bungavília 3
O Xico recusou vir para a quinta1
. A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia
e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona
Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta,
mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não
é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.
Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do
Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma
miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda,
a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores
bailundos2.
Eles dormem numa cubata3
um pouco afastada da casa-
-grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois
vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e
lhes vende.
O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra
mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a
olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita.
O pai tem razão.
Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse
que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como
ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para
crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele,
lá tem as suas razões.
(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)
1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A Bungavília 3
O Xico recusou vir para a quinta1
. A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia
e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona
Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta,
mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não
é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.
Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do
Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma
miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda,
a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores
bailundos2.
Eles dormem numa cubata3
um pouco afastada da casa-
-grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois
vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e
lhes vende.
O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra
mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a
olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita.
O pai tem razão.
Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse
que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como
ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para
crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele,
lá tem as suas razões.
(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)
1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto para responder à questão:
A Bungavília 3
O Xico recusou vir para a quinta1
. A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia
e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona
Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta,
mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não
é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.
Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do
Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma
miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda,
a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores
bailundos2.
Eles dormem numa cubata3
um pouco afastada da casa-
-grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois
vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e
lhes vende.
O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra
mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a
olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita.
O pai tem razão.
Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse
que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como
ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para
crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele,
lá tem as suas razões.
(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)
1 Quinta: propriedade rural.
2 Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container