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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
Apesar da atual crise econômica, o Brasil ainda possui lugar de destaque entre as economias da América Latina. O pais é detentor de algumas das empresas mais importantes da região. Entre as empresas a seguir, assinale a que, no ano de 2015, foi apontada como a maior empresa brasileira.
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Ao se redigir textos para rádio e televisão, deve-se atentar a algumas peculiaridades dos meios. Por isso, é uma prática recomendável:
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Texto assinado, que reflete a opinião de quem escreve, com base argumentativa e visão articulista sobre acontecimentos variados da atualidade. Quando tem um caráter periódico no veiculo, é chamado coluna.
Essa descrição refere-se a qual tipo argumentativo de texto?
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Os urubus
- Estou esperando!
- Não quero!
- Deixá-lo passar!
- Naufragou!
Eu vinha vindo com o frescor da manhã por aquele trecho da praia de Santa Luzia, tão suave e tão formoso, onde se amontoam as coisas lúgubres da cidade - a Santa Casa, o Necrotério, o serviço de enterramentos. [...] Dois olhavam com avidez os bondes que vinham da rua do Passeio; dois estavam totalmente voltados para o lado da Faculdade. Ao aparecer um bonde, um magrinho bradou:
- Largo!
Prestei atenção. Do tramway em movimento saltou um cavalheiro defronte do Necrotério.
[...]
A um tempo falavam todos, e o cavalheiro, coberto de luto, com o lenço empapado de suor e de lágrimas, murmurava, como se estivesse a receber pêsames:
- Muito obrigado! Muito obrigado!
Aproximei-me de um dos funcionários do serviço mortuário.
- Que espécie de gente é essa?
- Oh! não conhece? São os urubus!
- Urubus?
- Sim, os corvos... É o nome pelo qual são conhecidos aqui os agenciadores de coroas e fazendas para o luto. Não é muito numerosa a classe mas que faro, que atividade!
Totalmente interessado, tive uma dessas exclamações de pasmo que lisonjeiam sempre os informantes e nada exprimem de definitivo. Ele sorriu, tossiu e falou. Foi prodigioso.
- Os agenciadores de coroas levantam-se de madrugada e compram todos os jornais para ver quais os homens importantes falecidos na véspera. Defunto pobre não precisa de luxo, e coroa é luxo. Logo que tomam as notas disparam para a casa do morto e propõem adiantar o que for necessário para o enterro, com a condição de se lhes comprarem as coroas. [...]. E os títulos dessas casas davam para um tratado de psicologia recreativa. Há os poéticos, os delicados, os floridos, os babosos, os fúnebres - Tributo da Saudade, Coroa de Violetas, Flor de Lis, Bogari, A Jardineira, Coroa de Rosas...
- Mas... e estes homens aqui?
- Estes homens, são os urubus de Santa Luzia, serviço especial e maçônico. Três ficam à entrada principal da Santa Casa. Quando avistam um tipo, brada o primeiro: estou esperando!
Se o tipo não tem casa de enterro: não quero! Deixá-lo passar. Se o homem vem de tílburi, correm até aqui a acompanhá-lo... Se o tílburi segue, bradam: naufragou! E voltam ao lugar donde não saíram os outros. É interessante ouvir-lhes o diálogo. Tu é que não correste! Conheço o homem; Antes fosse, era meu o negócio...
-Mas é horrível!
- É a vida, meu caro.
[...]
Os urubus devem ter nome?
- Têm, são urubus urbanos. Vê o senhor aquele? É o Chico Basílio. Há cerca de trinta anos exerce a profissão. Está vendo aquele grupo?
Encontra lá o Brasilino, o Caranguejo, o Bilu, o Espanhol da Saúde, o Mangonga. Os outros são o Joaquim, o Tatuí, o Paulino, o Cá e Lá, o Buriti, o Manduca...
[...]
Eu ouvia o meu informante um pouco melancólico. Que diabo! Por que urubus, naquele pedaço da cidade que cheira a cadáveres e a morte?
Não há terra onde prospere como nesta a flora dos sem-ofício e dos parasitas que não trabalham. Esses sujeitinhos vestem bem, dormem bem, chegam a ter opiniões, sistema moral, ideias políticas.
[...]
Despedi-me, comecei a andar devagar. Um dos urubus aproximou-se.
- Estiveram contando coisas a nosso respeito?
- Não, absolutamente.
- Que se há de fazer? A comissão é tão pequena! Quando quiser uma coroa...
- Deus queira que não! - fiz assustado.
E apertei a mão do homem-urubu com um tremor de superstição e de susto.
RIO, João do. Os urubus. ln: ANTELO, Raúl (Org). A alma
encantadora do Rio, São Paulo: Companhia das Letras, 1977.
Transpondo-se para a passiva analítica, o verbo de "[...] Dois olhavam com avidez os bondes" assumiria a forma:
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Softwares inseridos em um computador, utilizados para coletar informações sobre uma ou mais atividades realizadas na Web por um usuário, podendo ser ilegais (para coletar informações sem o consentimento do usuário, com fins espúrios) ou legais (softwares, de empresas que coletam informações de seus assinantes, com vistas a selecionar o tipo de anúncio que irão lhes apresentar), são conhecidos como:
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Na organização de entrevistas coletivas, é recomendável:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNCAB
Orgão: Câm. Linhares-ES
No final de 2015, ocorreu uma reunião internacional na cidade de Paris, denominada COP-21. Reunindo diversos chefes de Estado, essa reunião acabou tendo um documento final que, por muitos, foi considerado histórico para as melhorias ambientais. O principal aspecto tratado nessa reunião é referente ao seguinte aspecto:
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Os urubus
- Estou esperando!
- Não quero!
- Deixá-lo passar!
- Naufragou!
Eu vinha vindo com o frescor da manhã por aquele trecho da praia de Santa Luzia, tão suave e tão formoso, onde se amontoam as coisas lúgubres da cidade - a Santa Casa, o Necrotério, o serviço de enterramentos. [...] Dois olhavam com avidez os bondes que vinham da rua do Passeio; dois estavam totalmente voltados para o lado da Faculdade. Ao aparecer um bonde, um magrinho bradou:
- Largo!
Prestei atenção. Do tramway em movimento saltou um cavalheiro defronte do Necrotério.
[...]
A um tempo falavam todos, e o cavalheiro, coberto de luto, com o lenço empapado de suor e de lágrimas, murmurava, como se estivesse a receber pêsames:
- Muito obrigado! Muito obrigado!
Aproximei-me de um dos funcionários do serviço mortuário.
- Que espécie de gente é essa?
- Oh! não conhece? São os urubus!
- Urubus?
- Sim, os corvos... É o nome pelo qual são conhecidos aqui os agenciadores de coroas e fazendas para o luto. Não é muito numerosa a classe mas que faro, que atividade!
Totalmente interessado, tive uma dessas exclamações de pasmo que lisonjeiam sempre os informantes e nada exprimem de definitivo. Ele sorriu, tossiu e falou. Foi prodigioso.
- Os agenciadores de coroas levantam-se de madrugada e compram todos os jornais para ver quais os homens importantes falecidos na véspera. Defunto pobre não precisa de luxo, e coroa é luxo. Logo que tomam as notas disparam para a casa do morto e propõem adiantar o que for necessário para o enterro, com a condição de se lhes comprarem as coroas. [...]. E os títulos dessas casas davam para um tratado de psicologia recreativa. Há os poéticos, os delicados, os floridos, os babosos, os fúnebres - Tributo da Saudade, Coroa de Violetas, Flor de Lis, Bogari, A Jardineira, Coroa de Rosas...
- Mas... e estes homens aqui?
- Estes homens, são os urubus de Santa Luzia, serviço especial e maçônico. Três ficam à entrada principal da Santa Casa. Quando avistam um tipo, brada o primeiro: estou esperando!
Se o tipo não tem casa de enterro: não quero! Deixá-lo passar. Se o homem vem de tílburi, correm até aqui a acompanhá-lo... Se o tílburi segue, bradam: naufragou! E voltam ao lugar donde não saíram os outros. É interessante ouvir-lhes o diálogo. Tu é que não correste! Conheço o homem; Antes fosse, era meu o negócio...
-Mas é horrível!
- É a vida, meu caro.
[...]
Os urubus devem ter nome?
- Têm, são urubus urbanos. Vê o senhor aquele? É o Chico Basílio. Há cerca de trinta anos exerce a profissão. Está vendo aquele grupo?
Encontra lá o Brasilino, o Caranguejo, o Bilu, o Espanhol da Saúde, o Mangonga. Os outros são o Joaquim, o Tatuí, o Paulino, o Cá e Lá, o Buriti, o Manduca...
[...]
Eu ouvia o meu informante um pouco melancólico. Que diabo! Por que urubus, naquele pedaço da cidade que cheira a cadáveres e a morte?
Não há terra onde prospere como nesta a flora dos sem-ofício e dos parasitas que não trabalham. Esses sujeitinhos vestem bem, dormem bem, chegam a ter opiniões, sistema moral, ideias políticas.
[...]
Despedi-me, comecei a andar devagar. Um dos urubus aproximou-se.
- Estiveram contando coisas a nosso respeito?
- Não, absolutamente.
- Que se há de fazer? A comissão é tão pequena! Quando quiser uma coroa...
- Deus queira que não! - fiz assustado.
E apertei a mão do homem-urubu com um tremor de superstição e de susto.
RIO, João do. Os urubus. ln: ANTELO, Raúl (Org). A alma
encantadora do Rio, São Paulo: Companhia das Letras, 1977.
No contexto do último período do texto, o sentido da expressão destacada em "Dois olhavam COM AVIDEZ os bondes que Vinham da rua do Passeio" é equivalente ao da expressão:
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Os urubus
- Estou esperando!
- Não quero!
- Deixá-lo passar!
- Naufragou!
Eu vinha vindo com o frescor da manhã por aquele trecho da praia de Santa Luzia, tão suave e tão formoso, onde se amontoam as coisas lúgubres da cidade - a Santa Casa, o Necrotério, o serviço de enterramentos. [...] Dois olhavam com avidez os bondes que vinham da rua do Passeio; dois estavam totalmente voltados para o lado da Faculdade. Ao aparecer um bonde, um magrinho bradou:
- Largo!
Prestei atenção. Do tramway em movimento saltou um cavalheiro defronte do Necrotério.
[...]
A um tempo falavam todos, e o cavalheiro, coberto de luto, com o lenço empapado de suor e de lágrimas, murmurava, como se estivesse a receber pêsames:
- Muito obrigado! Muito obrigado!
Aproximei-me de um dos funcionários do serviço mortuário.
- Que espécie de gente é essa?
- Oh! não conhece? São os urubus!
- Urubus?
- Sim, os corvos... É o nome pelo qual são conhecidos aqui os agenciadores de coroas e fazendas para o luto. Não é muito numerosa a classe mas que faro, que atividade!
Totalmente interessado, tive uma dessas exclamações de pasmo que lisonjeiam sempre os informantes e nada exprimem de definitivo. Ele sorriu, tossiu e falou. Foi prodigioso.
- Os agenciadores de coroas levantam-se de madrugada e compram todos os jornais para ver quais os homens importantes falecidos na véspera. Defunto pobre não precisa de luxo, e coroa é luxo. Logo que tomam as notas disparam para a casa do morto e propõem adiantar o que for necessário para o enterro, com a condição de se lhes comprarem as coroas. [...]. E os títulos dessas casas davam para um tratado de psicologia recreativa. Há os poéticos, os delicados, os floridos, os babosos, os fúnebres - Tributo da Saudade, Coroa de Violetas, Flor de Lis, Bogari, A Jardineira, Coroa de Rosas...
- Mas... e estes homens aqui?
- Estes homens, são os urubus de Santa Luzia, serviço especial e maçônico. Três ficam à entrada principal da Santa Casa. Quando avistam um tipo, brada o primeiro: estou esperando!
Se o tipo não tem casa de enterro: não quero! Deixá-lo passar. Se o homem vem de tílburi, correm até aqui a acompanhá-lo... Se o tílburi segue, bradam: naufragou! E voltam ao lugar donde não saíram os outros. É interessante ouvir-lhes o diálogo. Tu é que não correste! Conheço o homem; Antes fosse, era meu o negócio...
-Mas é horrível!
- É a vida, meu caro.
[...]
Os urubus devem ter nome?
- Têm, são urubus urbanos. Vê o senhor aquele? É o Chico Basílio. Há cerca de trinta anos exerce a profissão. Está vendo aquele grupo?
Encontra lá o Brasilino, o Caranguejo, o Bilu, o Espanhol da Saúde, o Mangonga. Os outros são o Joaquim, o Tatuí, o Paulino, o Cá e Lá, o Buriti, o Manduca...
[...]
Eu ouvia o meu informante um pouco melancólico. Que diabo! Por que urubus, naquele pedaço da cidade que cheira a cadáveres e a morte?
Não há terra onde prospere como nesta a flora dos sem-ofício e dos parasitas que não trabalham. Esses sujeitinhos vestem bem, dormem bem, chegam a ter opiniões, sistema moral, ideias políticas.
[...]
Despedi-me, comecei a andar devagar. Um dos urubus aproximou-se.
- Estiveram contando coisas a nosso respeito?
- Não, absolutamente.
- Que se há de fazer? A comissão é tão pequena! Quando quiser uma coroa...
- Deus queira que não! - fiz assustado.
E apertei a mão do homem-urubu com um tremor de superstição e de susto.
RIO, João do. Os urubus. ln: ANTELO, Raúl (Org). A alma
encantadora do Rio, São Paulo: Companhia das Letras, 1977.
Em "SE o tipo não tem casa de enterro: não quero!", o componente destacado é um(a):
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