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2853179 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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Texto II

Enunciado 3114858-1

Disponível em https://blogdoaftm.com.br/charge-fake-news-4/. Acesso em 18/03/2022.

Ao analisar e interpretar o contexto comunicativo da charge, pode-se concluir, pela fala do Pinóquio, que

 

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2853178 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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BOCA DE FOGÃO PREFERIDA

Por Portal Raízes -17 de março de 2022

Minha esposa tem, no fogão, uma boca de estimação (todo mundo tem). Ela sempre escolhe a segunda da esquerda. Se vai esquentar água para o chá, coloca a chaleira ali. Se vai fazer um ovo, coloca a frigideira ali.

Das cinco chamas, há uma predileta. Não sei se a priorizou porque é a mais forte ou a mais constante, porque é a que acende mais rápido ou a mais confiável. Nunca perguntei. Sei que ela não muda de opinião. Parte para as outras apenas como coadjuvantes, quando depende da simultaneidade das panelas. Em caso de uma solitária tarefa, é ela, sempre ela. Acordo de manhã e vejo Beatriz aquecendo o seu riso no lugar de costume.

Você definirá o seu território pessoal. Restringirá o seu corpo ao que representa o seu humor. Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa

Encontrará a sua janela preferida para uma determinada paisagem e chegada do vento, só repartirá a cortina daquela; determinará o seu lado no sofá ou na cama, não abdicará do seu canto; elegerá uma cadeira na mesa, jamais alterará a sua posição; montará uma escrivaninha para escrever e não aceitará suplências

Ligará a luz onde julgar sombreado e dispensará os demais interruptores. Tem um espelho de sua afeição de todos os espelhos, uma cômoda do seu gosto de todas as cômodas, uma gaveta de seus guardados emocionais de todas as gavetas. Mais da metade da residência não é empregada.

O que me leva a concluir que não precisamos de muito para alcançar a nossa felicidade. Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade. Separamos a nossa bagagem essencial para viver

Você cultivará um apreço especial a um moletom, demonstrará favoritismo a um par de sapatos ou a um chinelo, não abrirá mão de uma camiseta antiga quando a realidade exigir uma motivação adiciona.

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade.

Texto de Fabrício Carpinejar Disponível em https://www.portalraizes.com/boca-de-fogao-preferida-linda-reflexao-defabricio-carpinejar/

O sinal indicativo da crase foi empregado corretamente em “Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade”. Então, aponte a alternativa que apresenta o fenômeno da crase ocorrido de forma correta por exigência da regência dos verbos destacados.

 

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2853177 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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BOCA DE FOGÃO PREFERIDA

Por Portal Raízes -17 de março de 2022

Minha esposa tem, no fogão, uma boca de estimação (todo mundo tem). Ela sempre escolhe a segunda da esquerda. Se vai esquentar água para o chá, coloca a chaleira ali. Se vai fazer um ovo, coloca a frigideira ali.

Das cinco chamas, há uma predileta. Não sei se a priorizou porque é a mais forte ou a mais constante, porque é a que acende mais rápido ou a mais confiável. Nunca perguntei. Sei que ela não muda de opinião. Parte para as outras apenas como coadjuvantes, quando depende da simultaneidade das panelas. Em caso de uma solitária tarefa, é ela, sempre ela. Acordo de manhã e vejo Beatriz aquecendo o seu riso no lugar de costume.

Você definirá o seu território pessoal. Restringirá o seu corpo ao que representa o seu humor. Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa

Encontrará a sua janela preferida para uma determinada paisagem e chegada do vento, só repartirá a cortina daquela; determinará o seu lado no sofá ou na cama, não abdicará do seu canto; elegerá uma cadeira na mesa, jamais alterará a sua posição; montará uma escrivaninha para escrever e não aceitará suplências

Ligará a luz onde julgar sombreado e dispensará os demais interruptores. Tem um espelho de sua afeição de todos os espelhos, uma cômoda do seu gosto de todas as cômodas, uma gaveta de seus guardados emocionais de todas as gavetas. Mais da metade da residência não é empregada.

O que me leva a concluir que não precisamos de muito para alcançar a nossa felicidade. Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade. Separamos a nossa bagagem essencial para viver

Você cultivará um apreço especial a um moletom, demonstrará favoritismo a um par de sapatos ou a um chinelo, não abrirá mão de uma camiseta antiga quando a realidade exigir uma motivação adiciona.

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade.

Texto de Fabrício Carpinejar Disponível em https://www.portalraizes.com/boca-de-fogao-preferida-linda-reflexao-defabricio-carpinejar/

Observe a partícula “A” destacada no período abaixo e, em seguida, indique a opção que aponta a classificação gramatical correta.

Não sei se a priorizou porque é a mais forte ou a mais constante, porque é a que acende mais rápido ou a mais confiável”.

I. Em “a priorizou”, a partícula exerce função de pronome oblíquo.

II. Em “porque é a mais forte”, a partícula é exerce função de preposição.

III. Em “ou a mais confiável”, a partícula exerce função de pronome pessoal do caso reto.

IV. Em “porque é a que acende mais rápido”, a partícula exerce função de pronome demonstrativo.

Assinale

 

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2853176 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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BOCA DE FOGÃO PREFERIDA

Por Portal Raízes -17 de março de 2022

Minha esposa tem, no fogão, uma boca de estimação (todo mundo tem). Ela sempre escolhe a segunda da esquerda. Se vai esquentar água para o chá, coloca a chaleira ali. Se vai fazer um ovo, coloca a frigideira ali.

Das cinco chamas, há uma predileta. Não sei se a priorizou porque é a mais forte ou a mais constante, porque é a que acende mais rápido ou a mais confiável. Nunca perguntei. Sei que ela não muda de opinião. Parte para as outras apenas como coadjuvantes, quando depende da simultaneidade das panelas. Em caso de uma solitária tarefa, é ela, sempre ela. Acordo de manhã e vejo Beatriz aquecendo o seu riso no lugar de costume.

Você definirá o seu território pessoal. Restringirá o seu corpo ao que representa o seu humor. Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa

Encontrará a sua janela preferida para uma determinada paisagem e chegada do vento, só repartirá a cortina daquela; determinará o seu lado no sofá ou na cama, não abdicará do seu canto; elegerá uma cadeira na mesa, jamais alterará a sua posição; montará uma escrivaninha para escrever e não aceitará suplências

Ligará a luz onde julgar sombreado e dispensará os demais interruptores. Tem um espelho de sua afeição de todos os espelhos, uma cômoda do seu gosto de todas as cômodas, uma gaveta de seus guardados emocionais de todas as gavetas. Mais da metade da residência não é empregada.

O que me leva a concluir que não precisamos de muito para alcançar a nossa felicidade. Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade. Separamos a nossa bagagem essencial para viver

Você cultivará um apreço especial a um moletom, demonstrará favoritismo a um par de sapatos ou a um chinelo, não abrirá mão de uma camiseta antiga quando a realidade exigir uma motivação adiciona.

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade.

Texto de Fabrício Carpinejar Disponível em https://www.portalraizes.com/boca-de-fogao-preferida-linda-reflexao-defabricio-carpinejar/

A vírgula presente em “Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade” foi usada para

 

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2853175 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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BOCA DE FOGÃO PREFERIDA

Por Portal Raízes -17 de março de 2022

Minha esposa tem, no fogão, uma boca de estimação (todo mundo tem). Ela sempre escolhe a segunda da esquerda. Se vai esquentar água para o chá, coloca a chaleira ali. Se vai fazer um ovo, coloca a frigideira ali.

Das cinco chamas, há uma predileta. Não sei se a priorizou porque é a mais forte ou a mais constante, porque é a que acende mais rápido ou a mais confiável. Nunca perguntei. Sei que ela não muda de opinião. Parte para as outras apenas como coadjuvantes, quando depende da simultaneidade das panelas. Em caso de uma solitária tarefa, é ela, sempre ela. Acordo de manhã e vejo Beatriz aquecendo o seu riso no lugar de costume.

Você definirá o seu território pessoal. Restringirá o seu corpo ao que representa o seu humor. Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa

Encontrará a sua janela preferida para uma determinada paisagem e chegada do vento, só repartirá a cortina daquela; determinará o seu lado no sofá ou na cama, não abdicará do seu canto; elegerá uma cadeira na mesa, jamais alterará a sua posição; montará uma escrivaninha para escrever e não aceitará suplências

Ligará a luz onde julgar sombreado e dispensará os demais interruptores. Tem um espelho de sua afeição de todos os espelhos, uma cômoda do seu gosto de todas as cômodas, uma gaveta de seus guardados emocionais de todas as gavetas. Mais da metade da residência não é empregada.

O que me leva a concluir que não precisamos de muito para alcançar a nossa felicidade. Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade. Separamos a nossa bagagem essencial para viver

Você cultivará um apreço especial a um moletom, demonstrará favoritismo a um par de sapatos ou a um chinelo, não abrirá mão de uma camiseta antiga quando a realidade exigir uma motivação adiciona.

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade.

Texto de Fabrício Carpinejar Disponível em https://www.portalraizes.com/boca-de-fogao-preferida-linda-reflexao-defabricio-carpinejar/

Com base no texto “Boca de fogão preferida”, do escritor Fabrício Carpinejar, analise as afirmativas a seguir:

I. As pessoas são egoístas porque só pensam em si mesmas.

II. Quem ama de verdade respeita o espaço da pessoa amada.

III. Os nossos hábitos, às vezes, podem incomodar as outras pessoas.

IV. Encontramos a felicidade nas pequenas coisas e em simples hábitos.

Assinale

 

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2853174 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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BOCA DE FOGÃO PREFERIDA

Por Portal Raízes -17 de março de 2022

Minha esposa tem, no fogão, uma boca de estimação (todo mundo tem). Ela sempre escolhe a segunda da esquerda. Se vai esquentar água para o chá, coloca a chaleira ali. Se vai fazer um ovo, coloca a frigideira ali.

Das cinco chamas, há uma predileta. Não sei se a priorizou porque é a mais forte ou a mais constante, porque é a que acende mais rápido ou a mais confiável. Nunca perguntei. Sei que ela não muda de opinião. Parte para as outras apenas como coadjuvantes, quando depende da simultaneidade das panelas. Em caso de uma solitária tarefa, é ela, sempre ela. Acordo de manhã e vejo Beatriz aquecendo o seu riso no lugar de costume.

Você definirá o seu território pessoal. Restringirá o seu corpo ao que representa o seu humor. Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa

Encontrará a sua janela preferida para uma determinada paisagem e chegada do vento, só repartirá a cortina daquela; determinará o seu lado no sofá ou na cama, não abdicará do seu canto; elegerá uma cadeira na mesa, jamais alterará a sua posição; montará uma escrivaninha para escrever e não aceitará suplências

Ligará a luz onde julgar sombreado e dispensará os demais interruptores. Tem um espelho de sua afeição de todos os espelhos, uma cômoda do seu gosto de todas as cômodas, uma gaveta de seus guardados emocionais de todas as gavetas. Mais da metade da residência não é empregada.

O que me leva a concluir que não precisamos de muito para alcançar a nossa felicidade. Conservamos os nossos itens básicos e insubstituíveis, que nos deixam mais à vontade. Separamos a nossa bagagem essencial para viver

Você cultivará um apreço especial a um moletom, demonstrará favoritismo a um par de sapatos ou a um chinelo, não abrirá mão de uma camiseta antiga quando a realidade exigir uma motivação adiciona.

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade.

Texto de Fabrício Carpinejar Disponível em https://www.portalraizes.com/boca-de-fogao-preferida-linda-reflexao-defabricio-carpinejar/

De acordo com as regras de colocação pronominal, em “Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade”, o pronome oblíquo “los” está ocupando posição

 

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2853173 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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Capítulo II

A vida tem suas encruzilhadas, como outros caminhos da terra. Naquele momento achei-me diante de uma assaz complicada, mas não tive tempo de escolher direção, — nem tempo nem liberdade. Ainda agora não sei como é que me vi dentro de um tílburi, é certo que me vi nele, dizendo ao cocheiro que fosse atrás do carro

Maria Cora morava no Engenho Velho; era uma boa casa, sólida, posto que antiga, dentro de uma chácara. Vi que morava ali, porque a tia estava a uma das janelas. Depois, saindo do carro, Maria Cora disse ao cocheiro (o meu tílburi ia passando adiante) que naquela semana não sairia mais, e que aparecesse segundafeira ao meio-dia. Em seguida, entrou pela chácara, como dona dela, e parou a falar ao feitor, que lhe explicava alguma coisa com o gesto

Texto-fonte: Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994. P. 11. - Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1906

As vírgulas usadas no trecho “como é que me vi dentro de um tílburi, é certo que me vi nele, dizendo ao cocheiro que fosse atrás do carro.”, no 2º§ do TEXTO II, são empregadas para

 

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2853172 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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Capítulo II

A vida tem suas encruzilhadas, como outros caminhos da terra. Naquele momento achei-me diante de uma assaz complicada, mas não tive tempo de escolher direção, — nem tempo nem liberdade. Ainda agora não sei como é que me vi dentro de um tílburi, é certo que me vi nele, dizendo ao cocheiro que fosse atrás do carro

Maria Cora morava no Engenho Velho; era uma boa casa, sólida, posto que antiga, dentro de uma chácara. Vi que morava ali, porque a tia estava a uma das janelas. Depois, saindo do carro, Maria Cora disse ao cocheiro (o meu tílburi ia passando adiante) que naquela semana não sairia mais, e que aparecesse segundafeira ao meio-dia. Em seguida, entrou pela chácara, como dona dela, e parou a falar ao feitor, que lhe explicava alguma coisa com o gesto

Texto-fonte: Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994. P. 11. - Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1906

Com base nas relações de coesão textual, é correto afirmar que “ali” empregado em “Vi que morava ali...”, no 2º§ do TEXTO II, refere-se a

 

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2853171 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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Capítulo II

De manhã tinha o relógio parado. Chegando à cidade, desci a Rua do Ouvidor, até à da Quitanda, e indo a voltar à direita, para ir ao escritório do meu advogado, lembrou-me ver que horas eram. Não me acudiu que o relógio estava parado.

— Que maçada! exclamei

Felizmente, naquela mesma Rua da Quitanda, à esquerda, entre as do Ouvidor e Rosário, era a oficina onde eu comprara o relógio, e a cuja pêndula usava acertá-lo. Em vez de ir para um lado, fui para outro. Era apenas meia hora; dei corda ao relógio, acertei-o, troquei duas palavras com o oficial que estava ao balcão, e indo a sair, vi à porta de uma loja de novidades que ficava defronte, nem mais nem menos que a senhora de escuro que encontrara em casa do comendador. Cumprimentei-a, ela correspondeu depois de alguma hesitação, como se me não houvesse reconhecido logo, e depois seguiu pela Rua da Quitanda fora, ainda para o lado esquerdo.

Como tivesse algum tempo ante mim (pouco menos de trinta minutos), dei-me a andar atrás de Maria Cora. Não digo que uma força violenta me levasse já, mas não posso esconder que cedia a qualquer impulso de curiosidade e desejo; era também um resto da juventude passada. Na rua, andando, vestida de escuro, como na véspera, Maria Cora pareceu-me ainda melhor. Pisava forte, não apressada nem lenta, o bastante para deixar ver e admirar as belas formas, mui mais corretas que as linhas do rosto. Subiu a Rua do Hospício, até uma oficina de oculista, onde entrou e ficou dez minutos ou mais. Deixei-me estar a distância, fitando a porta disfarçadamente. Depois saiu, arrepiou caminho, e dobrou a Rua dos Ourives, até à do Rosário, por onde subiu até ao Largo da Sé; daí passou ao de S. Francisco de Paula. Todas essas reminiscências parecerão escusadas, senão aborrecíveis; a mim dão-me uma sensação intensa e particular, são os primeiros passos de uma carreira penosa e longa. Demais, vereis por aqui que ela evitava subir a Rua do Ouvidor, que todos e todas buscariam àquela ou a outra hora para ir ao Largo de S. Francisco de Paula. Foi atravessando o largo, na direção da Escola Politécnica, mas a meio caminho veio ter com ela um carro que estava parado defronte da Escola; meteu-se nele, e o carro partiu.

Texto-fonte: Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994. P. 10 - 11. - Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1906.

Há emprego de verbo intransitivo em

 

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2853169 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDIB
Orgão: Câm. Jaboatão Guararapes-PE
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Capítulo II

De manhã tinha o relógio parado. Chegando à cidade, desci a Rua do Ouvidor, até à da Quitanda, e indo a voltar à direita, para ir ao escritório do meu advogado, lembrou-me ver que horas eram. Não me acudiu que o relógio estava parado.

— Que maçada! exclamei

Felizmente, naquela mesma Rua da Quitanda, à esquerda, entre as do Ouvidor e Rosário, era a oficina onde eu comprara o relógio, e a cuja pêndula usava acertá-lo. Em vez de ir para um lado, fui para outro. Era apenas meia hora; dei corda ao relógio, acertei-o, troquei duas palavras com o oficial que estava ao balcão, e indo a sair, vi à porta de uma loja de novidades que ficava defronte, nem mais nem menos que a senhora de escuro que encontrara em casa do comendador. Cumprimentei-a, ela correspondeu depois de alguma hesitação, como se me não houvesse reconhecido logo, e depois seguiu pela Rua da Quitanda fora, ainda para o lado esquerdo.

Como tivesse algum tempo ante mim (pouco menos de trinta minutos), dei-me a andar atrás de Maria Cora. Não digo que uma força violenta me levasse já, mas não posso esconder que cedia a qualquer impulso de curiosidade e desejo; era também um resto da juventude passada. Na rua, andando, vestida de escuro, como na véspera, Maria Cora pareceu-me ainda melhor. Pisava forte, não apressada nem lenta, o bastante para deixar ver e admirar as belas formas, mui mais corretas que as linhas do rosto. Subiu a Rua do Hospício, até uma oficina de oculista, onde entrou e ficou dez minutos ou mais. Deixei-me estar a distância, fitando a porta disfarçadamente. Depois saiu, arrepiou caminho, e dobrou a Rua dos Ourives, até à do Rosário, por onde subiu até ao Largo da Sé; daí passou ao de S. Francisco de Paula. Todas essas reminiscências parecerão escusadas, senão aborrecíveis; a mim dão-me uma sensação intensa e particular, são os primeiros passos de uma carreira penosa e longa. Demais, vereis por aqui que ela evitava subir a Rua do Ouvidor, que todos e todas buscariam àquela ou a outra hora para ir ao Largo de S. Francisco de Paula. Foi atravessando o largo, na direção da Escola Politécnica, mas a meio caminho veio ter com ela um carro que estava parado defronte da Escola; meteu-se nele, e o carro partiu.

Texto-fonte: Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994. P. 10 - 11. - Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1906.

“... e a cuja pêndula usava acertá-lo..” (3º§). Assinale a alternativa que representa corretamente a classificação do termo sublinhado.

 

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