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Foram encontradas 40 questões.

3397524 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Recebida a proposta orçamentária, o Presidente da Câmara Municipal imediatamente encaminhou o projeto para apreciação da Comissão responsável. A Comissão não identificou nenhum ponto de inexatidão da proposta, cabendo somente a análise por parte dos Vereadores no que diz respeito à conveniência e oportunidade. Os Vereadores propuseram as seguintes alterações na proposta:

I - Redução no valor destinado para obras públicas.

II - Redução no valor destinado para serviços de terceiros.

III - Aumento do valor destinado para gastos com pessoal.

IV - Redução no valor destinado para aquisição de material de consumo.

Tomando por base a legislação vigente, assinale a alternativa que apresenta os itens que NÃO podem ser objeto de emenda quando da apreciação da proposta orçamentária:

 

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3397523 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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As receitas e despesas de capital serão objeto de um Quadro de Recursos e de Aplicação de Capital, aprovado por decreto do Poder Executivo, abrangendo, no mínimo:

 

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3397522 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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O projeto de Lei do Orçamento do Município foi enviado para apreciação da Câmara Municipal dos Vereadores. Alguns itens foram questionados pela Comissão responsável, são eles:

- Receita decorrente de operação de crédito R$ 400.000,00, sendo que o projeto para autorização desta operação anda está em tramitação na Câmara Municipal.

- Receita decorrente de alienação de bens R$ 600.000,00, sendo que o projeto para autorização desta operação anda está em tramitação na Câmara Municipal.

- Valor autorizado para abertura de crédito adicional especial R$ 290.000,00.

- Valor autorizado para abertura de crédito adicional suplementar R$ 110.000,00.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o valor da Receita e da Despesa que não podem ser autorizados na Lei do Orçamento:

 

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3397521 Ano: 2021
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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Ao longo do ano de 2021 a Câmara Municipal de Cantagalo recebeu um valor decorrente de um valor que havia sido inscrito em Dívida Ativa no ano de 2019. O valor era referente cobrança de uma multa não paga por um prestador de serviço que foi penalizado após o devido processo administrativo em que lhe foi concedida ampla defesa. O valor recebido foi acrescido de multa e juros sobre o valor originalmente inscrito. Com base nos dados apresentados abaixo, assinale a alternativa que apresenta a correta contabilização do recebimento dos recursos:

- Valor principal inscrito em Dívida Ativa R$ 20.000,00.

- Valor da multa e juros recebidos R$ 2.750,00.

- Total Recebido R$ 22.750,00.

- Data do recebimento 01/10/2021.

 

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3397518 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

Marque a alternativa que justifica INTEGRALMENTE o emprego da crase (destacada) no período a seguir “Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária”:

 

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3397517 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

O verbo sublinhado na oração “Fala-se, aqui, do preconceito racial”, classifica-se quanto à regência verbal como:

 

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3397516 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

Marque a alternativa em que todas as palavras são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo:

 

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3397515 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

Assinale a alternativa em que as palavras sublinhadas, na oração “Fala-se, aqui, do preconceito racial”, classificam-se, respectivamente, quanto à sintaxe das orações como:

 

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3397514 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

No período “Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar”, a oração sublinhada classifica-se como:

 

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3397513 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Cãm. Cantagalo-PR
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LINGUAGEM E PRECONCEITO

Antonio Carlos Prado

Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua ou que viva em um País que estruturalmente deixa os pretos sem ar, o preconceito está lá, sempre lá, interiorizado e à espera de um mínimo de descuido da consciência para mostrar as garras de ato falho, que é o desejo que brota do inconsciente.

Fala-se, aqui, do preconceito racial, mas mudemos um pouco de área a título para bem exemplificar. Houve um tempo em que no interior do Brasil não se pronunciava a palavra câncer — acreditava-se que daria azar, e então dizia-se fulano está com a "doença ruim". Pouca gente, mas pouca gente mesmo, seguia convivendo com o portador da ―doença ruim‖, porque a ignorância levava indivíduos a crer que o câncer era transmissível. A mesma coisa ocorreu com o HIV, que recebeu dos ignorantes, no início de sua manifestação pelo mundo, o discriminatório apelido de "peste gay" — e não faltou ser humano (ser humano?) a se negar a dar a mão a soropositivos, acreditando que o vírus podia "saltar" de um corpo para o outro. O que se quer demonstrar é o seguinte: a linguagem pode servir de embute e de embuste a preconceitos.

Pois bem, de volta ao que nos move nesse artigo, que é o racismo, a ignorância citada acima se iguala a fala de quem diz: "eu não tenho nada contra gente de cor"; "O Brasil não é racista, não tem preconceito em relação ao pessoal de cor". Ao pronunciar essa expressão, "de cor", corrosiva da alma e da dignidade humanas, a pessoa já está sendo racista no próprio momento em que fala que não carrega o racismo. Sob um olhar psicanalítico e antropológico, essa é a mesma interiorização (perversa interiorização) dos casos da "peste gay" e da "doença ruim".

Seja devido à falta de um amplo repertório de conhecimento, seja por carência de entendimento histórico de uma nação, seja por negação identitária, seja por arrogância mesmo, nada disso abranda, não justifica e nem perdoa o racismo. Jamais! Para preconceituosos, de qualquer ordem, não há desculpas nem relativizações — e eles devem ser rigorosamente punidos pela Justiça. O preconceito é a negação da espécie humana. É a negação da vida. É a negação da ciência. É a negação de Deus.

Recentemente, no criminoso episódio em que seguranças brancos do Carrefour massacraram e assassinaram a sangue frio o cidadão negro Beto Freitas, uma autoridade do Brasil, quatro estrelas, valeu-se duas vezes da expressão "de cor", enquanto dizia que no País não há racismo. É deplorável. O que é de cor é lápis de cor! Preto é gente! Preto é gente que respira quando o deixam respirar! Preto é gente preta!

Cada vez que alguém fala "de cor", ouve-se um chicote a riscar de vermelho o preto de uma pele.

Adaptado de https://istoe.com.br/linguagem-e-preconceito/ acesso em 15 de dezembro de 2020.

No fragmento “Preconceito é como cacoete, é feito tique nervoso, igual a vício: ainda que o preconceituoso negue que o possua [...]” a locução sublinhada liga orações, estabelecendo a coesão. Com isso, direciona os sentidos e estabelece relação entre as orações. Assinale qual a relação entre as orações que se estabelece:

 

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