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Gente que vai à feira
A feira é a praia do paulistano. Muita gente vai mais para tomar sol e encontrar amigos. Compras, um pretexto. A que frequento, a do Pacaembu, tem até areia, devido a obras da prefeitura.
Em minha infância, a feira representava um castigo. Minha mãe sempre me levava à do Arouche, então a mais espaçosa e tradicional da cidade, para ajudar a carregar as cestas. Eu, que tinha o privilégio de ir ao cinema mais vezes do que qualquer garoto da rua, não podia negar-lhe essa ajuda. Sofria. Sofrimento já sentido na sexta à noite, porque sabia o que me esperava na manhã seguinte. Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura. Dinheiro perdido. Nada compensava a chateação.
Já na mocidade, a feira novamente veio ao meu encontro, pois instalaram uma justamente na rua onde eu morava, nos Campos Elísios. Às 4 da matina, os caminhões começavam a descarregar toneladas de mercadorias debaixo da minha janela. Dava para dormir?
Somente décadas depois me reconciliei com esse tipo de comércio. Minha mulher é que, aos poucos, me foi revelando o encanto e os inesperados das feiras. A graça e mesmo a poesia que resultam dessa atividade a céu aberto. Para ela, os feirantes são gente boa, todos saudáveis, alegrões e solidários. E sabem preencher qualquer espaço com um gostoso clima de descontração. Minha mulher conhece a maioria pelo nome. Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo.
Na feira, de longe se distinguem as pessoas honestas. São as paredes, os recintos fechados, talvez, que camuflam o mau-caratismo. Entre os feirantes, na transparência da manhã, a má intenção logo é flagrada e muitas vezes acaba em corrida e pescoção.
Atualmente, feira deixou de ser coisa só de mulher. E elas próprias já não as frequentam sem antes um encontro com o espelho. Alguma displicente vaidade matutina se faz necessária.
(Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado.)
A frase do quarto parágrafo – Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo. – está reescrita preservando o sentido do texto e a correta relação entre os tempos verbais em:
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Gente que vai à feira
A feira é a praia do paulistano. Muita gente vai mais para tomar sol e encontrar amigos. Compras, um pretexto. A que frequento, a do Pacaembu, tem até areia, devido a obras da prefeitura.
Em minha infância, a feira representava um castigo. Minha mãe sempre me levava à do Arouche, então a mais espaçosa e tradicional da cidade, para ajudar a carregar as cestas. Eu, que tinha o privilégio de ir ao cinema mais vezes do que qualquer garoto da rua, não podia negar-lhe essa ajuda. Sofria. Sofrimento já sentido na sexta à noite, porque sabia o que me esperava na manhã seguinte. Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura. Dinheiro perdido. Nada compensava a chateação.
Já na mocidade, a feira novamente veio ao meu encontro, pois instalaram uma justamente na rua onde eu morava, nos Campos Elísios. Às 4 da matina, os caminhões começavam a descarregar toneladas de mercadorias debaixo da minha janela. Dava para dormir?
Somente décadas depois me reconciliei com esse tipo de comércio. Minha mulher é que, aos poucos, me foi revelando o encanto e os inesperados das feiras. A graça e mesmo a poesia que resultam dessa atividade a céu aberto. Para ela, os feirantes são gente boa, todos saudáveis, alegrões e solidários. E sabem preencher qualquer espaço com um gostoso clima de descontração. Minha mulher conhece a maioria pelo nome. Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo.
Na feira, de longe se distinguem as pessoas honestas. São as paredes, os recintos fechados, talvez, que camuflam o mau-caratismo. Entre os feirantes, na transparência da manhã, a má intenção logo é flagrada e muitas vezes acaba em corrida e pescoção.
Atualmente, feira deixou de ser coisa só de mulher. E elas próprias já não as frequentam sem antes um encontro com o espelho. Alguma displicente vaidade matutina se faz necessária.
(Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado.)
De acordo com a norma-padrão de colocação dos pronomes, está correta a alteração feita no trecho do texto indicado em:
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Gente que vai à feira
A feira é a praia do paulistano. Muita gente vai mais para tomar sol e encontrar amigos. Compras, um pretexto. A que frequento, a do Pacaembu, tem até areia, devido a obras da prefeitura.
Em minha infância, a feira representava um castigo. Minha mãe sempre me levava à do Arouche, então a mais espaçosa e tradicional da cidade, para ajudar a carregar as cestas. Eu, que tinha o privilégio de ir ao cinema mais vezes do que qualquer garoto da rua, não podia negar-lhe essa ajuda. Sofria. Sofrimento já sentido na sexta à noite, porque sabia o que me esperava na manhã seguinte. Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura. Dinheiro perdido. Nada compensava a chateação.
Já na mocidade, a feira novamente veio ao meu encontro, pois instalaram uma justamente na rua onde eu morava, nos Campos Elísios. Às 4 da matina, os caminhões começavam a descarregar toneladas de mercadorias debaixo da minha janela. Dava para dormir?
Somente décadas depois me reconciliei com esse tipo de comércio. Minha mulher é que, aos poucos, me foi revelando o encanto e os inesperados das feiras. A graça e mesmo a poesia que resultam dessa atividade a céu aberto. Para ela, os feirantes são gente boa, todos saudáveis, alegrões e solidários. E sabem preencher qualquer espaço com um gostoso clima de descontração. Minha mulher conhece a maioria pelo nome. Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo.
Na feira, de longe se distinguem as pessoas honestas. São as paredes, os recintos fechados, talvez, que camuflam o mau-caratismo. Entre os feirantes, na transparência da manhã, a má intenção logo é flagrada e muitas vezes acaba em corrida e pescoção.
Atualmente, feira deixou de ser coisa só de mulher. E elas próprias já não as frequentam sem antes um encontro com o espelho. Alguma displicente vaidade matutina se faz necessária.
(Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado.)
Considere o trecho reescrito com base no texto.
Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura, , tentasse me agradar, era dinheiro perdido nada compensava a chateação. A fim de se manter o sentido original do texto, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:
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Gente que vai à feira
A feira é a praia do paulistano. Muita gente vai mais para tomar sol e encontrar amigos. Compras, um pretexto. A que frequento, a do Pacaembu, tem até areia, devido a obras da prefeitura.
Em minha infância, a feira representava um castigo. Minha mãe sempre me levava à do Arouche, então a mais espaçosa e tradicional da cidade, para ajudar a carregar as cestas. Eu, que tinha o privilégio de ir ao cinema mais vezes do que qualquer garoto da rua, não podia negar-lhe essa ajuda. Sofria. Sofrimento já sentido na sexta à noite, porque sabia o que me esperava na manhã seguinte. Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura. Dinheiro perdido. Nada compensava a chateação.
Já na mocidade, a feira novamente veio ao meu encontro, pois instalaram uma justamente na rua onde eu morava, nos Campos Elísios. Às 4 da matina, os caminhões começavam a descarregar toneladas de mercadorias debaixo da minha janela. Dava para dormir?
Somente décadas depois me reconciliei com esse tipo de comércio. Minha mulher é que, aos poucos, me foi revelando o encanto e os inesperados das feiras. A graça e mesmo a poesia que resultam dessa atividade a céu aberto. Para ela, os feirantes são gente boa, todos saudáveis, alegrões e solidários. E sabem preencher qualquer espaço com um gostoso clima de descontração. Minha mulher conhece a maioria pelo nome. Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo.
Na feira, de longe se distinguem as pessoas honestas. São as paredes, os recintos fechados, talvez, que camuflam o mau-caratismo. Entre os feirantes, na transparência da manhã, a má intenção logo é flagrada e muitas vezes acaba em corrida e pescoção.
Atualmente, feira deixou de ser coisa só de mulher. E elas próprias já não as frequentam sem antes um encontro com o espelho. Alguma displicente vaidade matutina se faz necessária.
(Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado.)
Assinale a alternativa correta a respeito dos trechos do texto.
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Gente que vai à feira
A feira é a praia do paulistano. Muita gente vai mais para tomar sol e encontrar amigos. Compras, um pretexto. A que frequento, a do Pacaembu, tem até areia, devido a obras da prefeitura.
Em minha infância, a feira representava um castigo. Minha mãe sempre me levava à do Arouche, então a mais espaçosa e tradicional da cidade, para ajudar a carregar as cestas. Eu, que tinha o privilégio de ir ao cinema mais vezes do que qualquer garoto da rua, não podia negar-lhe essa ajuda. Sofria. Sofrimento já sentido na sexta à noite, porque sabia o que me esperava na manhã seguinte. Para que eu não fizesse cara feia, ela me comprava maçã, tremoço e rapadura. Dinheiro perdido. Nada compensava a chateação.
Já na mocidade, a feira novamente veio ao meu encontro, pois instalaram uma justamente na rua onde eu morava, nos Campos Elísios. Às 4 da matina, os caminhões começavam a descarregar toneladas de mercadorias debaixo da minha janela. Dava para dormir?
Somente décadas depois me reconciliei com esse tipo de comércio. Minha mulher é que, aos poucos, me foi revelando o encanto e os inesperados das feiras. A graça e mesmo a poesia que resultam dessa atividade a céu aberto. Para ela, os feirantes são gente boa, todos saudáveis, alegrões e solidários. E sabem preencher qualquer espaço com um gostoso clima de descontração. Minha mulher conhece a maioria pelo nome. Se por acaso esqueceu o cartão, pode levar a compra assim mesmo.
Na feira, de longe se distinguem as pessoas honestas. São as paredes, os recintos fechados, talvez, que camuflam o mau-caratismo. Entre os feirantes, na transparência da manhã, a má intenção logo é flagrada e muitas vezes acaba em corrida e pescoção.
Atualmente, feira deixou de ser coisa só de mulher. E elas próprias já não as frequentam sem antes um encontro com o espelho. Alguma displicente vaidade matutina se faz necessária.
(Coleção melhores crônicas: Marcos Rey. Seleção de Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado.)
De acordo com o texto, é correto afirmar que o cronista
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Os motoristas mais cautelosos estão habituados evitar confrontos no trânsito e não reagem agressividade vinda das pessoas menos educadas, que geralmente não se importam normas de convivência.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas devem ser preenchidas, na ordem em que se apresentam, por:
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Leia a tirinha.

(Mauricio de Sousa. Os Sousa: uma família do barulho. Porto Alegre: L&PM, 2018).
De acordo com a leitura da tirinha, pode-se afirmar que
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A concordância entre as palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
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Assinale a alternativa em que a vírgula está empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
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Motoristas solidários
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Luta com seu semelhante pelo espaço na rua como se fosse o último dinossauro. Usa as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer cidade do mundo é um reflexo da vida competitiva que as pessoas levam, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar.
Mas há uma exceção, uma pequena clareira de solidariedade na janela. É a porta que abre. Quando o carro ao lado emparelha com o da outra pessoa e alguém põe a cabeça para fora, o outro se prepara para o pior. Mas pode ter uma surpresa.
─ Porta aberta!
─ O quê?
O motorista custa a acreditar que não está sendo xingado. O inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade de a porta abrir e a outra pessoa sofrer algum acidente. A porta aberta determina uma espécie de trégua. Se por acaso o motorista não ouve o primeiro aviso “Olha a porta aberta!”, vão atrás, buzinando. É como se fosse um código de honra, um intervalo nas agressões cotidianas. E isso significa que, ao menos no trânsito, não voltamos totalmente ao estado primitivo e podemos, sim, ter esperanças na civilização.
(Luís Fernando Veríssimo. Informe do planeta azul e outras histórias. São Paulo: Boa Companhia, 2018. Adaptado)
No trecho do 3º parágrafo ─ Quando o carro ao lado emparelha com o da outra pessoa e alguém põe a cabeça para fora... ─, as palavras destacadas estabelecem, na ordem em que se apresentam, sentido de
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