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904222 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
[...]
Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
A leitura do texto Burocracia e poesia permite-nos concluir que
 

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904221 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
[...]
Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
De acordo com o autor, o trabalho
 

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904219 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
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Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
No poema citado pelo autor do texto, a expressão grifada, que me paralisa o trabalho, significa que Drummond
 

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904216 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
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A palavra grifada é pronome, exceto em
 

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904215 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
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Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
A regência verbal está em desacordo com a norma culta em
 

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904214 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
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Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
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Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
O enunciado em que a(s) vírgula(s) foi/foram empregada(s) para separar elementos de uma enumeração é
 

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904209 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
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Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
[...]
Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
Em Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?, a palavra aí poderia ser substituída por
 

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904208 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
[...]
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Contém termo grafado incorretamente o trecho
 

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904207 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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Burocracia e poesia
Hoje, navegando pela internet, descobri que o grande poeta mineiro Murilo Mendes exerceu a função de bancário durante muitos anos. Aliás, é comum que bancários, funcionários públicos, escriturários, dentre outras tarefas burocráticas, tenham destaque na literatura, a citar o exemplo do nosso poeta maior Carlos Drummond de Andrade, que durante quase toda sua vida exerceu a função nada poética de funcionário público no Ministério da Educação, simultaneamente à publicação de suas poesias.
Para Drummond, foi quase meio século de funcionalismo público e poesia. Eis alguns trechos da "Confidência do Itabirano", de Drummond, com grifos meus:
(...)
A vontade de amar que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte, é doce herança Itabirana.
Será que Drummond tem razão? Será que amar, ou então qualquer tipo de vivência emocional, é o oposto do trabalho, visto na sua acepção mais opressora?
Será que aí está a explicação daquele sentimento de inutilidade que nos toma, no exercício das nossas funções? Será aí a origem daquela falta de empatia, mesmo atendendo dezenas de pessoas por dia, tornando todas elas cinzas, meros objetos, dos quais queremos nos livrar, ao grito de "próximo"?
Talvez seja isso; pode ser que, no fundo, as funções meramente burocráticas tenham essa inerente falta de significado, esse vazio profundo. Mais adiante, no mesmo poema:
Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói!
Uma promessa de glória, de riquezas, para um provinciano de posses, encrustrado na pequena cidade mineira, se desfaz na constatação trivial do poeta, de que lhe restou apenas essa função, a de funcionário público. Drummond, com seu talento, e de uma forma que talvez estudiosos de literatura possam melhor desvendar, consegue transmitir uma tristeza tamanha no seu relato, como se ser funcionário público fosse algo beirando o lúgubre.
[...]
Disponível em http://diariobancario.blogspot.com.br/2007/12/burocracia-e-poesia.html Acessado em 20/03/2018
A sequência de palavras cujos acentos são empregados pelo mesmo motivo é
 

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904204 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FADESP
Orgão: BANPARÁ
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A Base Nacional Comum Curricular, recentemente aprovada pelo Conselho Nacional de Educação do Brasil, se constitui em um documento

 

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