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Leia o texto a seguir para responder à questão.

Disponível em: <https://mariajoaoredatora.wordpress.com/>. Acesso em: 20 jan. 2018.
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Trabalho infantil
Há muita gente conceituada que é a favor do trabalho
infantil, principalmente os mais velhos, pois ainda vivem o
saudosismo, sem perceber que o mundo mudou e as relações
humanas e de trabalho também. Recentemente, um vereador
na Câmara Municipal de Birigüi manifestou-se favoravelmente
em discurso feito da tribuna.
Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por
crianças e adolescentes, abaixo da idade de 14 anos. O
trabalho infantil é proibido por lei. As formas mais nocivas
ou cruéis de trabalho infantil também constituem crime. O
programa Bolsa-Família é uma tentativa de diminuir o
número de crianças em idade escolar que estejam fora da
escola.
É comum em países subdesenvolvidos o trabalho infantil. A
maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar
financeiramente a família. Muitas destas famílias são
geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos. Por isso os programas sociais que unem o auxílio com
alimentação e a obrigação de presença escolar são
importantes.
Apesar dos pais serem oficialmente responsáveis pelos
filhos, não é hábito dos juízes puni-los. A ação da justiça
aplica-se mais a quem contrata menores. Essa postura do
Judiciário precisa mudar.
O trabalho apresenta duas consequências funestas. A
primeira parece menos sentida porque tem apenas
consequências psíquicas. A pessoa que começa a trabalhar
muito cedo tem a sua infância roubada, quando adulto, tornase
uma pessoa despreparada para o lazer, na maioria das
vezes, pois só sabe trabalhar. É o conhecido workaholic.
A outra consequência apresenta efeito mais visível, porque é
comum o trabalho deixar o adolescente ou a criança
estressada e não ir à escola. Assim, a sociedade estará
produzindo mais um trabalhador de mão-de-obra não
qualificada, um futuro brasileiro de baixa renda ou
desempregado.
Antigamente, um jovem não precisava se preparar tanto
para se inserir no mercado de trabalho, pois a sociedade era
mais rural. Hoje, o mercado está cada vez mais exigente, por
isso se faz necessário estudar, se possível, adentrar os portais
da universidade.
Se a criança começar a trabalhar muito cedo e abandonar a
escola, será um desastre. A criança e o adolescente são o
nosso futuro, cuidar deles é nossa obrigação.
FOLHA DA REGIÃO. Araçatuba, 24/01/2018. Disponível em: <http://www.folhadaregiao.com.br/2.633/editorial-trabalho-infantil-1.92332>. Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado).
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Trabalho infantil
Há muita gente conceituada que é a favor do trabalho
infantil, principalmente os mais velhos, pois ainda vivem o
saudosismo, sem perceber que o mundo mudou e as relações
humanas e de trabalho também. Recentemente, um vereador
na Câmara Municipal de Birigüi manifestou-se favoravelmente
em discurso feito da tribuna.
Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por
crianças e adolescentes, abaixo da idade de 14 anos. O
trabalho infantil é proibido por lei. As formas mais nocivas
ou cruéis de trabalho infantil também constituem crime. O
programa Bolsa-Família é uma tentativa de diminuir o
número de crianças em idade escolar que estejam fora da
escola.
É comum em países subdesenvolvidos o trabalho infantil. A
maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar
financeiramente a família. Muitas destas famílias são
geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos. Por isso os programas sociais que unem o auxílio com
alimentação e a obrigação de presença escolar são
importantes.
Apesar dos pais serem oficialmente responsáveis pelos
filhos, não é hábito dos juízes puni-los. A ação da justiça
aplica-se mais a quem contrata menores. Essa postura do
Judiciário precisa mudar.
O trabalho apresenta duas consequências funestas. A
primeira parece menos sentida porque tem apenas
consequências psíquicas. A pessoa que começa a trabalhar
muito cedo tem a sua infância roubada, quando adulto, tornase
uma pessoa despreparada para o lazer, na maioria das
vezes, pois só sabe trabalhar. É o conhecido workaholic.
A outra consequência apresenta efeito mais visível, porque é
comum o trabalho deixar o adolescente ou a criança
estressada e não ir à escola. Assim, a sociedade estará
produzindo mais um trabalhador de mão-de-obra não
qualificada, um futuro brasileiro de baixa renda ou
desempregado.
Antigamente, um jovem não precisava se preparar tanto
para se inserir no mercado de trabalho, pois a sociedade era
mais rural. Hoje, o mercado está cada vez mais exigente, por
isso se faz necessário estudar, se possível, adentrar os portais
da universidade.
Se a criança começar a trabalhar muito cedo e abandonar a
escola, será um desastre. A criança e o adolescente são o
nosso futuro, cuidar deles é nossa obrigação.
FOLHA DA REGIÃO. Araçatuba, 24/01/2018. Disponível em: <http://www.folhadaregiao.com.br/2.633/editorial-trabalho-infantil-1.92332>. Acesso em: 24 jan. 2018. (Adaptado).
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O triste aumento do trabalho infantil no Brasil
Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes
ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos
semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em
indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à
educação são negados para quase três milhões de crianças e
adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o
número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da
população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de
crianças economicamente ativas é 20% menor do que o
registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é
possível que haja uma interrupção na tendência de queda.
Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de
trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano
da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa
faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas,
quando elas estiverem mais velhas, também podem promover
o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca
de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e
Nordeste.
Representantes da rede de proteção à infância afirmam que
o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas
realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho
Infantil, celebrado na segunda-feira, 12, em todo o mundo. A
data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e
mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.
“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam
trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as
próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho,
criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e
analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões
políticas ou implementação de ações e programas que deem
uma resposta a essa grave situação”, disse Isa Oliveira,
socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de
Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um
dos organizadores da campanha no Brasil.
Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado
durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta
firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de
eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016.
Entre as formas mais graves descritas na Convenção
Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a
escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e
o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos,
vitimam principalmente meninas negras.
“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo
sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não
cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão
no sentido de reafirmar a prevenção e eliminação do trabalho
infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do
trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal", declarou Isa Oliveira.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a
meta de erradicação das piores formas foi reagendada para
2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em
acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no
âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015,
quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada
de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução
apontada pelo IBGE em 2015.
Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-triste-aumento-do-trabalho-infantilno-brasil>. Acesso em: 20 jan. 2018. (Adaptado).
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O triste aumento do trabalho infantil no Brasil
Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes
ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos
semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em
indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à
educação são negados para quase três milhões de crianças e
adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o
número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da
população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de
crianças economicamente ativas é 20% menor do que o
registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é
possível que haja uma interrupção na tendência de queda.
Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de
trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano
da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa
faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas,
quando elas estiverem mais velhas, também podem promover
o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca
de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e
Nordeste.
Representantes da rede de proteção à infância afirmam que
o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas
realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho
Infantil, celebrado na segunda-feira, 12, em todo o mundo. A
data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e
mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.
“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam
trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as
próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho,
criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e
analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões
políticas ou implementação de ações e programas que deem
uma resposta a essa grave situação”, disse Isa Oliveira,
socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de
Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um
dos organizadores da campanha no Brasil.
Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado
durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta
firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de
eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016.
Entre as formas mais graves descritas na Convenção
Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a
escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e
o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos,
vitimam principalmente meninas negras.
“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo
sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não
cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão
no sentido de reafirmar a prevenção e eliminação do trabalho
infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do
trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal", declarou Isa Oliveira.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a
meta de erradicação das piores formas foi reagendada para
2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em
acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no
âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015,
quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada
de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução
apontada pelo IBGE em 2015.
Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-triste-aumento-do-trabalho-infantilno-brasil>. Acesso em: 20 jan. 2018. (Adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O triste aumento do trabalho infantil no Brasil
Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes
ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos
semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em
indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à
educação são negados para quase três milhões de crianças e
adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o
número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da
população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de
crianças economicamente ativas é 20% menor do que o
registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é
possível que haja uma interrupção na tendência de queda.
Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de
trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano
da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa
faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas,
quando elas estiverem mais velhas, também podem promover
o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca
de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e
Nordeste.
Representantes da rede de proteção à infância afirmam que
o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas
realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho
Infantil, celebrado na segunda-feira, 12, em todo o mundo. A
data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e
mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.
“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam
trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as
próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho,
criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e
analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões
políticas ou implementação de ações e programas que deem
uma resposta a essa grave situação”, disse Isa Oliveira,
socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de
Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um
dos organizadores da campanha no Brasil.
Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado
durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta
firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de
eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016.
Entre as formas mais graves descritas na Convenção
Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a
escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e
o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos,
vitimam principalmente meninas negras.
“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo
sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não
cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão
no sentido de reafirmar a prevenção e eliminação do trabalho
infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do
trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal", declarou Isa Oliveira.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a
meta de erradicação das piores formas foi reagendada para
2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em
acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no
âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015,
quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada
de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução
apontada pelo IBGE em 2015.
Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-triste-aumento-do-trabalho-infantilno-brasil>. Acesso em: 20 jan. 2018. (Adaptado).
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