Leia abaixo um trecho de O cortiço de Aluísio de
Azevedo.
“[…] Havia ainda, sob as telhas do negociante, um
outro hóspede além do Henrique, o velho Botelho. Este,
porém, na qualidade de parasita. Era um pobre-diabo
caminhando para os setenta anos, antipático, cabelo
branco, curto e duro, como escova, barba e bigode do
mesmo teor; muito macilento, com uns óculos redondos
que lhe aumentavam o tamanho da pupila e davam-lhe
à cara uma expressão de abutre, perfeitamente de
acordo com o seu nariz adunco e com a sua boca sem
lábios: viam-se-lhe ainda todos os dentes, mas, tão
gastos, que pareciam limados até ao meio. Andava sempre de preto, com um guarda-chuva debaixo do braço e
um chapéu de Braga enterrado nas orelhas. Fora em
seu tempo empregado do comércio, depois corretor de
escravos; contava mesmo que estivera mais de uma vez
na África negociando negros por sua conta. […]”
O cortiço – Aluísio de Azevedo
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