Suponhamos que a Primeira Guerra Mundial tivesse sido apenas uma perturbação temporária, apesar
de catastrófica, fora isso estáveis. A economia teria então voltado a alguma coisa parecida ao normal
após afastar os detritos da guerra e daí seguido em frente. [...] Como teria sido o mundo entre guerras
nessas circunstâncias? Não sabemos, e não há sentido em especular sobre o que não aconteceu. Mas
a pergunta não é inútil, porque nos ajuda a captar o profundo efeito na história do século 20 do colapso
econômico entre as guerras. Sem ele, com certeza não teria havido Hitler. Quase certamente não teria
havido Roosevelt. É muito improvável que o sistema soviético tivesse sido encarado como um sério rival
econômico e uma alternativa possível ao capitalismo mundial. [...] Em suma, o mundo da segunda
metade do século 20 é incompreensível se não entendermos o impacto do colapso econômico.
HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX, 1914–1991. Tradução de Marcos Santarrita. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.94.
No texto, Hobsbawm defende que o(a)
HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX, 1914–1991. Tradução de Marcos Santarrita. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.94.
No texto, Hobsbawm defende que o(a)