Walter Benjamim, ao propor o ensaio sobre “a obra na era de sua reprodutibilidade técnica”, transforma radicalmente a análise do modo de sua recepção da arte. Assim, o choque e a distração que antes eram inimigos da apreciação artística são elementos fundamentais para sua efetivação. A Aura definida por Benjamin como a 'aparição única de uma realidade longínqua! ou o rastro de autoridade e tradição que emana do objeto físico singular sofre um processo de atrofia diante de novos instrumentos, como as câmeras. No Construtivismo Russo esta perda da Aura se justifica pela necessidade de a arte sair do pedestal do museu e se aproximar das necessidades da sociedade, Sergei Eisenstein, em obras como O Encouraçado de Potenquim, explorou essas novas possibilidades, fazendo da montagem não apenas uma técnica narrativa, mas um instrumento que poderia estremecer estruturas intelectuais que foram capazes de mobilizar e educar as massas através da imagem e seus desdobramentos.

Detalhe da cena na escadaria onde Eisenstein traz a luta coletiva para um contexto individual. O Encouraçado Potenkin. Direção: Sergei Eisenstein. Produção: Mosfilm. Intérpretes: Aleksandro Antonov, Vladimir Barsky, Grigori Aleksandrov. Rússia, 1925. 1 filme (aprox. 65 min). Disponível em: https://www.rua.ufscar.br/wpcontent/uploads/2021/08/GRC0122145_09045.1542135925.jpg Acesso em 01 fev.2026.
No que se refere à relação entre a teoria da "reprodutibilidade técnica" de Walter Benjamin e a prática cinematográfica de Sergei Eisenstein no Construtivismo Russo, assinale a opção CORRETA: