Para responder a questão, leia o soneto do poeta barroco Gregório de Matos (1633-1696).
À margem de uma fonte¹, que corria,
Lira² doce dos pássaros cantores,
A bela ocasião³ das minhas dores
Dormindo estava ao despertar do dia.
Mas como dorme Sílvia, não vestia
O céu seus horizontes de mil cores;
Dominava o silêncio sobre as flores,
Calava o mar, e rio não se ouvia.
Não dão o parabém4 à bela Aurora5
Flores canoras6, pássaros fragrantes7,
Nem seu âmbar8 respira a rica Flora9.
Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
Tudo a Sílvia festeja, e tudo a adora
Aves cheirosas, flores ressonantes10.
Glossário :
No soneto, os olhos de Sílvia são comparados