Leia o poema de Sérgio Vaz, pertencente à literatura periférica.
A fome sabe
onde o pobre mora,
e a felicidade não sabe andar
nos becos e vielas.
A Geografia da dor
registra no mapa
gente viva
com a barriga morta.
O arroz e o feijão
alegam não ter nada a ver com isso.
Quem se importa?
No vazio do garfo e da faca,
o tempero da revolta.
No poema, o eu lírico critica