Leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage, para responder à questão.
A loira Fílis na estação das flores,
Comigo passeou por este prado1
Mil vezes; por sinal, trazia ao lado
As Graças, os Prazeres e os Amores.
Quantos mimos2 então, quantos favores,
Que inocente afeição, que puro agrado
Me não viram gozar (oh, doce estado!),
Mordendo-se de inveja, os mais pastores!
Porém, segundo o feminil3 costume,
Já Fílis se esqueceu do amor mais terno,
E como Jônio se ri de meu queixume4.
Ah!, se nos corações fosses eterno,
Tormento abrasador, negro ciúme,
Serias tão cruel como os do Inferno!
No soneto, o eu lírico acusa Fílis de ser