3847327
Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Bom Sucesso Itararé-SP
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Bom Sucesso Itararé-SP
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Leia o texto para responder à questão.
Tardígrados brilham no escuro para
sobreviver à radiação
Espécie recém-descoberta do animal,
considerado o mais resistente do mundo, possui
um “escudo” fluorescente capaz de proteger
contra raios UV.
Ostardígrados – ou ursos d’água, para osíntimos
– são provavelmente os organismos mais
resistentes da Terra. Parentes dos artrópodes,
esses seres microscópicos conseguem sobreviver
a secas prolongadas, temperaturas congelantes
ou muito quentes, falta de oxigênio, pressões
altíssimas e outras condições extremas. Como se
não bastasse tudo isso, cientistas descobriram
uma nova espécie de tardígrado com um
mecanismo de defesa inusitado: um escudo
contra radiação ultravioleta que brilha no escuro.
A descoberta foi feita por acaso. Pesquisadores
do Instituto Indiano de Ciência, em Bangalore,
coletaram diversos tardígrados em musgos e
ambientes aquáticos pelo campus, a fim de
estudá-los. Uma das placas contendo as amostras
foi deixada embaixo de uma lâmpada de
ultravioleta usada para esterilização de materiais.
Uma espécie de nematelminto chamada
Caenorhabditis elegans, que estava na amostra,
morreu em 15 minutos de exposição à radiação.
Os tardígrados da espécie Hypsibius exemplaris
também pereceram em até 24 horas. Mas, para a
surpresa dos pesquisadores, alguns tardígrados
com coloração avermelhada sobreviveram vários
dias expostos aos raios mortais de ultravioleta.
Mesmo quando a equipe aumentou a dose de
radiação em quatro vezes, 60% desses
tardígrados continuaram vivendo por até 30 dias.
Estudando mais de perto esses exemplares, os
pesquisadores constataram que provavelmente se
trata de uma espécie ainda não identificada do
gênero Paramacrobiotus. O que mais chamou
atenção na descoberta foi o fato de que, sob luz ultravioleta, os tardígrados até então
avermelhados brilhavam em um forte tom de azul
escuro. Segundo a pesquisa publicada na revista
Biology Letters, trata-se de um curioso
mecanismo de defesa dessa espécie: em seu
corpo há pigmentos especiais capazes de
transformar a radiação ultravioleta nociva em
uma luz azulada que não causa danos,
funcionando como um tipo de escudo
antirradiação.
A equipe observou que os tardígrados que
apresentavam menor quantidade desse pigmento
morriam mais rapidamente do que os que
brilhavam mais. Ao mesmo tempo, quando os
cientistas extraíam a substância desses seres e
cobriam outras espécies de tardígrados que não
possuem o escudo, como a Hypsibius exemplaris,
esses também aguentavam mais tempo sob os
raios ultravioletas.
Os pesquisadores esperam entender melhor a
nova espécie em pesquisas posteriores. É
possível, especulam os cientistas, que aquela
espécie desenvolveu o mecanismo em um
processo de adaptação aos verões quentes e secos
da Índia.
Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/tardigradosbrilham-no-escuro-para-sobreviver-a-radiacao/
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