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O que é a ‘cultura de cancelamento’?
A cultura do cancelamento surgiu como forma de chamar atenção para causas sociais e ambientais, amplificando vozes de grupos oprimidos e pressionando marcas ou figuras públicas. Acontece quando um usuário de redes sociais registra um ato considerado errado e o compartilha, marcando empresas, autoridades ou influenciadores, gerando rápida repercussão. Isso pode levar a sanções sumárias contra o cancelado, sem direito amplo de defesa. Diferente da trollagem, o cancelamento ataca reputações, ameaçando empregos e meios de subsistência, podendo atingir pessoas comuns por comentários antigos ou incidentes pontuais.
Nos Estados Unidos, o fenômeno é frequente, e no Brasil também ocorre, geralmente contra famosos, como a blogueira Gabriela Pugliesi, que perdeu contratos de publicidade após divulgar imagens de uma festa durante a quarentena da COVID-19.
O cancelamento tem gerado questões sobre injustiça, atingindo pessoas que não cometeram crimes, como pesquisadores, professores ou empresários, por ações próprias ou de familiares, às vezes resultando em perda de emprego e falência de empresas. Críticos apontam que a busca por justiça social desproporcional pode gerar penalizações exageradas.
Em resposta à “atmosfera sufocante”, 150 intelectuais e artistas publicaram na Harper’s Magazine “Uma carta sobre Justiça e Debate Aberto”, alertando para a restrição da livre troca de ideias, intolerância a opiniões opostas e apelo à vergonha pública. O caso de Bari Weiss, ex-editora do New York Times, exemplifica consequências internas do fenômeno, reforçando preocupações com censura ideológica.
O cientista político Yascha Mounk criticou injustiças, como a demissão de Emmanuel Cafferty por um gesto mal interpretado nas redes sociais, defendendo que tais casos não devem ser considerados “preço a pagar” pelo progresso social.
Uma resposta progressista contestou a primeira carta, argumentando que seus signatários brancos e privilegiados ignoram as dificuldades de minorias e usam figuras como negros e trans como álibis. Exemplos de polêmica incluem comentários de J.K. Rowling sobre sexo biológico, considerados transfóbicos por críticos.
O debate sobre a cultura do cancelamento é intenso, envolvendo tanto a esquerda quanto a direita. O presidente Donald Trump critica o fenômeno, embora utilize métodos semelhantes em suas ações online.
No trecho “Críticos apontam que a busca por justiça social desproporcional pode gerar penalizações exageradas.”, sobre o termo destacado, é correto afirmar que