Magna Concursos
3739283 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Um pantanal cada vez menor
   Com cheias cada vez menores e períodos de seca mais prolongados, o Pantanal viu sua área alagada diminuir espantosos 61% entre 1985 e 2023, segundo registrou um levantamento do MapBiomas, projeto que mapeia regularmente a cobertura e o uso da terra, a superfície de água e as cicatrizes de fogo no Brasil. Algo gravíssimo para aquela que é conhecida como a maior área úmida do mundo.
   No ano passado, o Pantanal ficou 38% mais árido se comparado a 2018, quando ocorreu a última grande cheia no bioma. Segundo os coordenadores do levantamento, o período de cheia, que originalmente vai de fevereiro a abril, está encolhendo; o de seca, de julho a outubro, está se alongando. Para ter uma ideia, em 1988, a área alagada do Pantanal chegava a 6,8 milhões de hectares – número que caiu para 5,4 milhões em 2018 e, por fim, passou a ser de 3,3 milhões de hectares.
   Tais números, infelizmente, confirmam uma tendência que, no limite, inspira prognósticos sombrios. Catastrofismos não costumam produzir bons conselhos. Houve anos de estiagem extrema, mas o bioma mostrou boa capacidade de regeneração. Foi o caso de secas registradas nas décadas de 1960 e 1970 e, mais recentemente, em 2021, ano seguinte a um dos momentos de recorde de queimadas. Mas as evidências revelam uma mudança de trajetória: se antes a extensão do fogo era composta por áreas naturais em processo de conversão ou consolidação das pastagens, nos últimos anos os pesquisadores identificaram incêndios em locais antes permanentemente alagados no entorno do Rio Paraguai.
   São péssimos os presságios quando é preciso recorrer à esperança de chuva certa no lugar certo, como se a preservação da natureza dependesse de uma providencial ajuda do destino para conter tragédias ambientais. Em se tratando dos problemas que afetam hoje o Pantanal – assim como a Amazônia e parte do Cerrado –, a sorte ou o acaso não são nem a causa nem a consequência. Trata-se, isto sim, de uma soma dramática dos efeitos das mudanças climáticas e da ação humana.
(O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 16.11.2024. Adaptado)
Conforme explica Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), os articuladores meta-enunciativos atitudinais ou afetivos “encenam a atitude psicológica com que o enunciador se representa diante dos eventos de que fala o enunciado”.
Um exemplo desse tipo de articulador está presente em:
 

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