Desde as teorias sociais e econômicas dos séculos XVIII e XIX, [...], o capitalismo vem sendo interpretado como um sistema cuja geração de riqueza está baseada na exploração de recursos naturais e humanos [...]. Entretanto, [...] as preocupações da civilização ocidental estavam muito mais voltadas para a sedução tecnológica, as conquistas da Revolução Industrial e as condições para expansão do capitalismo proporcionada pelo neocolonialismo europeu do século XIX. A natureza demora mais a protestar do que o ser humano. Certamente, os protestos deste último foram ouvidos mais prontamente [...]. Enquanto as questões ambientais (consideradas, em uma visão mecanicista, como secundárias e distantes) demoraram a ser atendidas como parte integrante do mesmo todo [...]. Esse debate se tornou mais intenso no final do século XX, exatamente no mesmo momento de acirramento das questões relacionadas à expansão da reflexão sobre as consequências da globalização. [..] o fato é que, no início do século XIX, essas duas questões se unem. Estabelece-se, então, uma agenda tanto no debate acadêmico/científico nas Ciências Sociais e na Economia quanto como pauta política das relações internacionais. A questão fundamental que se coloca é a de como pensar o desenvolvimento econômico realizado com inclusão social (e consequente melhoria de qualidade de vida das populações), ao mesmo tempo que se garante a perpetuação dos recursos naturais, a fim de assegurar a própria sustentação da economia capitalista.
JAIME, Pedro; LÚCIO, Fred. Sociologia das Organizações: conceitos relatos e casos, São Paulo, SP: Cengage, 2017p. 142-143.
A partir das relações existentes entre globalização e meio ambiente, podemos inferir CORRETAMENTE, conforme citação acima, que surge então: